11 de agosto de 2011

The Legend of Dragoon

O nosso herói Dart em destaque.
Desenvolvido por: Sony Computer Entertainment, Inc.
Publicado por: Sony Computer Entertainment
Designer: Yasuyuki Hasebe
Compositor(es): Takeo Miratsu, Dennis Martin
Plataforma(s): PlayStation, PlayStation Network
Lançamento: 02-12-1999 (JP), 11-06-2000 (EUA), 19-01-2001 (EU)
Género: Role Playing Game
Modos de jogo: Modo história para um jogador
Media: 4x CD-ROM (650MB)
Funcionalidades: Gravação de progresso no Memory Card (1~8 Blocos)
Estado: Completo
Condição: Impecável
Viciómetro: Acabei-o uma vez mas era capaz de o jogar novamente.

(Devia estar na praia e não estou. :\)

Sem autocolantes, me gusta mucho!
Os RPG's japoneses, verdade seja dita, já não são o que eram. Antigamente davam gosto jogar, perdia-se horas de volta de aventuras que nos levavam a outros mundos onde a fantasia e a magia imperavam lado a lado, sempre com muitas surpresas pelo meio. Hoje em dia tentam repetir vezes sem conta a mesma fórmula mas sem sucesso pelo facto da mesma estar saturada, cansada e em suma, às portas da morte. O que nos vale são mesmo as memórias dos bons jogos de género que jogámos ao longo dos anos e que valem sempre a pena serem referenciados. O jogo de hoje é um exemplo de um bom RPG, igual a tantos outros do seu tempo mas com algumas diferenças que o faziam destacar-se. Esta minha cópia tem uma história engraçada. Comprei-a aqui em Almada na tal loja de jogos que já não existe mas o curioso foi que esta aquisição apenas se deveu ao facto de ter achado uma nota de 10 mil escudos perto do local, fazendo uso imediato da mesma. Só contava ter o jogo no meu aniversário mas tive este momento de sorte...


Disco 1 e 2, com a primeira parte do manual.
The Legend of Dragoon começa com uma história como tantas outras. Dart é um jovem rapaz que por ironia do destino ficou sem os pais e como tal começou uma demanda contra o Black Monster, responsável por este acto bem como a destruição de Neet, a sua cidade natal. Após uma cruzada de cinco anos, Dart decide regressar a casa mas é atacado por Feyrbrand, um dragão controlado por Sandora, uma facção rebelde na guerra civil de Serdian, sendo logo salvo por uma misteriosa mulher de nome Rose. Após estes eventos, Dart chega a Seles, a sua actual cidade para descobrir que também esta foi destruída e a sua amiga Shana, raptada. Dart decide então ir atrás da amiga iniciando assim uma loooooonga jornada.

Disco 3 e 4, com a segunda parte do manual.
Uma coisa em comum com muitos RPG's na PlayStation é mesmo a parte visual, que aposta num grafismo tridimensional para as personagens, com cenários pré-renderizados a 2D imensamente detalhados e com todos os pormenores e mais alguns. Isto aplica-se às cidades e outros locais, a título de exemplo. Já as batalhas assemelham-se às de qualquer Final Fantasy desta época, onde tudo decorre num ambiente tridimensional com aspectos do local onde nos encontramos. Temos ainda um mapa mundo, bastante diferente do normal, pois neste caso não o podemos explorar, limitando-nos o movimento ao tracejado existente. Ainda assim o grafismo é excelente, tanto a parte 2D como os modelos 3D, animados de forma decente e sem falhas. Durante os combates isto acentua-se mais, sobretudo nos ataques especiais e por exemplo, nas transformações em Dragoon. Cutscenes em CG são também coisa que não falta neste jogo e estas estão especialmente bem concebidas, rivalizando com as obras da Square.

Como seria de esperar, a banda sonora é algo que se destaca num jogo deste género, com uma composição bastante adequada ao ambiente medieval do jogo e a todo o misticismo em torno dos Dragoons e afins. O som de um modo geral é bastante competente mas confesso que nesta época não ligava muito ao som, até porque a ausência de voz era algo normal e só "despertava" este lado quando de facto ouvia as personagens a falar.

O combate é semelhante a Final Fantasy.
A mecânica e jogabilidade é muito semelhante às dos Final Fantasy, especialmente do VII. Random encounters com fartura, se calhar um bocadinho mais do que devia ser, algo que me fez um bocado de espécie em certas alturas mas nestes jogos é o pão nosso de cada dia. Os combates em si, obedeciam a turnos para atacarmos, usarmos itens, magia e todas essas coisas mas destacavam-se por um motivo: combos. Os nossos ataques podiam ser encadeados, consoante a nossa destreza, originando combos que podiam acabar com o adversário num único turno. Obviamente eles podiam fazer-nos o mesmo. Os combos tanto serviam para atacarmos como para nos defendermos e a única coisa que tínhamos de fazer era atinar com o timing dos botões para encaixar tudo de forma correcta. Inicialmente era uma dor de cabeça mas com o decorrer do jogo tornava-se fácil. A versão NTSC era superior neste aspecto por ser mais rápida e consequentemente mais fácil de dar com o timing.

Dart vasculha a cidade.
Tal como tantos outros jogos do género, The Legend of Dragoon assenta numa base de subirmos de nível através de experiência, abrindo-nos novas habilidades e afins. Mas para além das armas, equipamento e magias, o que mais se destaca no jogo são os Dragoon, uma espécie de Summon à la Final Fantasy mas em vez de nos limitarmos a chamar um bicho, transformamo-nos também em algo bem poderoso. Cada personagem tem um Dragoon diferente, baseado num dos vários elementos que vão desde fogo, vento, luz, electricidade, terra, água, escuridão e o non-elemental. Enquanto Dragoon só podemos atacar e usar magia até voltarmos ao normal, que é o mesmo que dizer derrotar os inimigos, gastar os Spirit Points (SP) ou ser derrotado. Enquanto Dragoon temos acesso a ataques devastadores que tanto podem dizimar inimigos como curar os três elementos da nossa equipa, entre outros efeitos. Se as três personagens atingirem o máximo de SP, a opção Special aparece e então podem transformar-se em simultâneo.

O mapa mundo podia ser mais apelativo.
Para além disto tudo, o jogo conta com a habitual exploração mas não existem muitas side quests a não ser um que dura o jogo todo e que nos leva a descobrir umas pedras mágicas de nome Stardust. Estas estão espalhadas pelo jogo inteiro e visto não podermos fazer backtracking em certas partes, se as falharmos, chapéu! Existem 50 e pessoalmente não me dei ao trabalho de as apanhar. A recompensa era lutar contra um boss adicional, ainda mais difícil do que o último. Não compensava o esforço, até porque o jogo nem é assim muito difícil se formos inteligentes na escolha das personagens. A título de curiosidade, a versão japonesa é compatível com o PocketStation, permitindo levar mais 32 itens adicionais, perfazendo um total de 64. As versões ocidentais ficaram restringidas a 32 apenas. Sorte malvada a nossa.

Poderá não agradar a todos mas The Legend of Dragoon é certamente um dos melhores RPG's que a PlayStation teve e merecia uma sequela à altura. É sem dúvida linear durante grande parte do tempo mas não dá essa ideia a transparecer demasiado como os jogos do género de hoje em dia e por isso mesmo é um JOGALHÃO DE FORÇA!

Volto com mais uma volta pela cidade fantasma mais conhecida de sempre, amanhã. :)

MURRALHÕES DE FORÇA: 
 

2 comentários:

  1. Lembro-me de ver discussões entre fanboys de Final Fantasy e deste jogo, nos idos tempos do mIRC. Hoje em dia é dos jogos mais carinhos de se comprar na PS1, pelo menos a versão PAL... paciência para mim. :P

    ResponderEliminar
  2. fiquei impressionado ao saber sobre o desenvolvimento do jogo; mais de 100 membros na equipe e 3 anos de desenvolvimento. Muitas vezes isso acaba não resultando bem, mas nesse caso nos deparamos com um ótimo trabalho, com muitas partes de originalidade, algo difícil hoje em dia.

    ResponderEliminar