Aviso: Nenhum cartucho ou PCB foi ferido na produção deste
artigo. Bom, dois deles ficaram sem o dito autocolante mas enfim, vão ser
utilizados noutro projecto. E peço desde já as mais sinceras desculpas pela
qualidade amadora das fotografias mas é o que se consegue para tentar explicar
tudo isto. E agora, on with the show!
Os anos 90 foram sem dúvida o meu período favorito na
história dos videojogos, de onde surgiram eternos clássicos um pouco por todas as
plataformas mais famosas da época. Com o sucesso de algumas consolas, era
natural que surgissem bootlegs/repros/fakes (chamem-lhes o que bem quiserem)
para alguém tirar partido disto. Alguns dos mais famosos são os cartuchos
usados nas conhecidas Family Game, clones da Famicom, que se vendiam por preços
bem abaixo dos jogos originais de NES e um pouco por todo o lado, como em
feiras, centros comerciais e até locais onde não era normal venderem-se artigos
destes. Mas os que nos interessam são os de Game Boy, essa consola que tão bons
momentos nos proporcionou e que ainda hoje continua a ser uma das minhas
favoritas.
Era comum encontrar-se com frequência bootlegs de Game Boy,
alguns mais elaborados do que outros onde até a caixa e manual de instruções
eram reproduzidos. Contudo, a qualidade de impressão era algo que denunciava à
priori a origem destes jogos. Mesmo em miúdo, rapidamente tive esta percepção e
sabia distinguir bem um original de um fake, ainda que tenha alguns na minha
colecção por serem os títulos que são. Hoje em dia, ainda se vêem com alguma
frequência cartuchos fake desta época bem como outros mais recentes e menos
empenhados em passar por originais. E como é que se distinguem uns de outros? É
o que vamos ver ao longo deste pequeno guia.







