10 de novembro de 2014

The Legend of Zelda - A Link Between Worlds

Capa douradinha.
Desenvolvido por: Nintendo EAD Group No. 3, (Suporte adicional) - SRD Co., Ltd., Monolith Soft
Publicado por: Nintendo
Director: Hiromasa Shikata
Produtor: Eiji Aonuma
Artista: Koji Takahashi
Argumentista(s): Tatsuya Hishida, Mari Shirakawa
Compositor: Ryo Nagamatsu
Plataforma: Nintendo 3DS
Lançamento: 22-11-2013 (EU, EUA), 26-12-2013 (JP)
Género(s): Aventura, Role Playing Game
Modos de jogo: Modo história para um jogador
Media: Cartão de jogo com 4GB
Funcionalidades: Gravação de progresso no cartão de jogo, StreetPass
Outros nomes: The Legend of Zelda - The Triforce of the Gods 2 (ゼルダの伝説 神々のトライフォース2)
Estado: Completo
Condição: Impecável
Viciómetro: Acabei-o uma vez mas haverá segunda ronda daqui a uns tempos.

(O Inverno chegou, deal with it.)

Até brilha!
A Nintendo sempre foi conhecida pelas suas séries clássicas que seguimos desde miúdos, isto já para não referir as inovações que tem vindo a fazer na maneira como se joga. Nomes como Mario, Metroid e StarFox, fazem parte do nosso imaginário e ainda hoje do nosso dia a dia no que diz respeito a jogatana. Mas há um nome que se destaca no meio disto tudo, Zelda. Esta série que vem desde o tempo da NES tem por hábito presentear-nos sempre com aventuras semelhantes mas que são bastante distintas entre si um pouco por causa da timeline algo confusa, fazendo com que tenham algumas coisas em comum. Curiosamente, existem sequelas dentro desta saga, algumas delas directas e o jogo que trago até aqui hoje é a sequela de um dos melhores de sempre, A Link to the Past. Este meu exemplar foi adquirido mal saiu, por cerca de 40 euros na Fnac do Almada Fórum.


Manual, papelada e cartão de jogo.
The Legend of Zelda - A Link Between Worlds é a mais recente aventura de Link e leva-nos uma vez mais até Hyrule onde as coisas começaram a descambar novamente. Desta vez, e com o Triforce uma vez mais separado, Link tem de lidar com Yuga que encarcerou Zelda e as sete descendentes dos Wise Men, em pinturas, tendo escapado logo de seguida para outra dimensão, mais concretamente o reino de Lorule. O nome pode parecer estranho mas faz todo o sentido. A título de curiosidade, este jogo insere-se na timeline Sealing War, algures entre Link's Awakening e The Legend of Zelda (o original), seis gerações após A Link to the Past, logo o nosso herói é outro Link. Um easter egg no jogo também denuncia esse facto.

Um dia normal em Hyrule.
Como seria de esperar, na parte visual houve uma evolução notória. Apesar do grafismo se apresentar sob a forma de polígonos, a perspectiva é top down, como o seu antecessor resultando em algo bastante bonito graficamente, com cores vibrantes, excelentes animações e uma frame rate constante. Hyrule tem um aspecto magnífico por onde quer que passemos, tal como Lorule, onde as coisas são bem mais sombrias mas igualmente apelativas ao olhar. O efeito 3D funciona muito bem, conferindo uma boa profundidade de campo, especialmente em certas áreas do jogo que tiram partido disso, como por exemplo a Death Mountain. Diria que este jogo não poderia ser visto de outra forma que não esta. No ecrã táctil temos não só o mapa mas toda a informação e objectos convenientes à aventura.

Welcome to the warp zone!
Não se distanciando muito do jogo de SNES, A Link Between Worlds aproveita muitas das faixas sonoras que nos ficaram na memória desde os anos 90, agora com versões remisturadas de algumas mais conhecidas e outras tantas novas para condizer com o ambiente deste jogo. A sonoridade da saga Zelda é para lá de épica e todos os jogos são sem dúvida obras de arte no que toca ao departamento musical. Os efeitos sonoros são aquilo que se podia esperar num título deste, com uma qualidade soberba e aquele toque característico da saga. Link continua a ser mudo como sempre, mas todas as outras personagens também o são, proferindo apenas alguns sons ou gritos quando é caso disso.

Nos tempos livres, Link dá umas tacadas.
Embora tenha adoptado a mesma mecânica e jogabilidade de outros antecessores da série, A Link Between Worlds tomou algumas liberdades neste campo. Joga-se tal e qual um Zelda tradicional, existindo itens, armas e afins, designados aos habituais botões de acção. Tem puzzles com fartura, alguns mais desafiantes do que outros. Mas destaca-se de todos os outros por três novidades. A primeira prende-se com uma nova habilidade que permite Link andar pelas paredes, que não só serve para resolver puzzles mas também é usado em combate e claro, é o único meio de viajar entre Hyrule e Lorule. A outra grande novidade é o facto de podermos escolher qualquer masmorra sem ordem específica, ou seja, basta encontrar a dita e começar a explorar. Obviamente isto leva-nos à terceira novidade que é um vendedor que se instala na nossa casa e se propõe a alugar armas e outros itens chave para concluirmos estas masmorras.

Vejam quem está de regresso!
É aqui que o jogo ganha outra dinâmica pois podemos fazer as coisas pela ordem que bem entendermos, bastando-nos alugar os objectos necessários. Mas isto, a meu ver, é uma faca de dois gumes. Por um lado torna o jogo muito, mas muito fácil pois podemos amealhar rupees suficientes para alugar praticamente tudo de uma vez, e a dado ponto, o vendedor começa a vender-nos os objectos o que se torna mais aliciante ainda. Isto porque, se os alugarmos e entretanto morrermos, ele retira-nos tudo, algo que não acontece se os comprarmos. Por outro lado, entrar numa masmorra sem o equipamento necessário, obriga-nos a voltar para trás, para o ir alugar contribuindo assim para um aumento nos níveis de frustração de algumas pessoas. 

Link jura que mora aqui.
Hyrule está praticamente igual à sua imagem em A Link to the Past, com algumas diferenças cosméticas e outras tantas que firam aplicadas em certas zonas para fazerem sentido em termos temporais. Já Lorule, é completamente diferente do Dark World do jogo anterior, sendo por si só um mundo novo cheio de perigos e surpresas, povoado por uma panóplia de personagens novas, tais como a princesa Hilda. Existem também outras pequenas novidades como diversos mini-jogos com recompensas à altura, fantasmas que dão dicas em troca de Play Coins e ainda os Shadow Link's, inspirados no último boss de Zelda II, que se traduzem nos jogadores que recolhemos via Street Pass. Estas batalhas são completamente opcionais mas podem dar-nos boas recompensas, nomeadamente grandes quantidades de rupees. Para quem se lembra de Link's Awakening, as conchas estão de regresso dando pelo nome de Maiamais e é importante que as tentem encontrar todas pois vale o esforço.

O nosso melhor amigo neste jogo.
The Legend of Zelda - A Link Between Worlds é daqueles jogos que rapidamente se torna um clássico. Tem tudo aquilo que tornou o original numa lenda e conta ainda com um pouco de vários outros jogos da saga sem perder a sua identidade. Sejam fãs ou não, recomendo vivamente que o joguem e acima de tudo que o mantenham na colecção pois é um verdadeiro JOGALHÃO DE FORÇA!

Próximo jogo: Bond regressa numa versão HD, na PS3, de uma aventura que já passou por aqui.

MURRALHÕES DE FORÇA: 
 

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