24 de Maio de 2012

Aliens - Infestation


Boa cover art! :D
Desenvolvido por: WayFoward, Gearbox Software
Publicado por: Sega
Director: Adam Tierney,
Produtor(es): Randall S. Pitchford II
Designer: Adam Tierney
Artista: Chris Bachalo
Plataforma(s): Nintendo DS
Lançamento: 30-09-2011 (EU), 11-10-2011 (EUA)
Género: Acção, Plataformas
Modos de jogo: Modo história para um jogador
Media: Cartão de jogo com 256Mbit
Funcionalidades: Gravação de progresso no cartão de jogo (2 Slots)
Estado: Completo
Condição: Impecável
Viciómetro: Acabei-o duas vezes sem perder nenhum Marine.

(Hoje que devia estar bom para a praia, está vento.)

Game Over man!
Agora que a data de estreia do Prometheus se aproxima, começa a crescer a pica - conhecida hoje em dia pela expressão hype - relativamente a tudo o que é relacionado com a saga Alien, que é para mim um dos maiores clássicos de sempre no campo da ficção científica. E é certo que existem diversas maneiras de atenuar esta pica até o filme estrear, sendo que a mais comum é mesmo ver os filmes antigos. A outra remete-se para o patamar dos videojogos onde existem N títulos alusivos à saga, uns bons, outros menos bons e ainda spin-offs e afins. O jogo que trago aqui hoje é uma espécie de continuação do segundo filme sem contudo ter nada a ver com o futuro Aliens - Colonial Marines, a verdadeira sequela. Este exemplar ficou-me por cerca de 8 euros e mais qualquer coisa, numa loja online, em Abril deste ano.

Manual, papelada e cartão de jogo.
Aliens - Infestation remete-nos para aquele ambiente característico do filme de James Cameron, onde um grupo de Marines se via literalmente à rasca contra aqueles monstrinhos sádicos que têm ácido orgânico em vez de sangue. Não sendo a verdadeira sequela do filme, age em continuidade com os eventos do filme, levando-nos uma vez mais a bordo da U.S.S. Sulaco bem como até LV-426 para apurar o que por lá aconteceu. Obviamente os nossos Marines vão ter surpresas relativamente a isto tudo bem como descobrir os planos sinistros da Weyland-Yutani, algo que já é um pouco previsível.

Burn bitches!
A pequena portátil da Nintendo é bem conhecida por não ter um poderio gráfico espantoso mas ainda assim consegue debitar uns visuais espantosos de acordo com o hardware. No caso de Aliens - Infestation, o grafismo é bestial usando e abusando do 2D onde os cenários são facilmente reconhecíveis e altamente detalhados, dando aquele look 16-bit que ainda hoje continuo a preferir face a muitos remakes e afins no pseudo 3D ao qual chamam 2.5D. E não só o grafismo é bom mas também as animações das personagens e inimigos, bem como o character design utilizado, a cargo de Chris Bachalo, que lhe confere um toque muito à BD americana, algo que a meu ver resulta muitíssimo bem neste jogo.

Batalha épica!
Sonoramente, Aliens - Infestation também se porta à altura, com uma boa banda sonora que apesar de não ser muito variada é bastante agradável e adequada à acção, com as suas ocasionais nuances onde por vezes o som é apenas ambiente para criar aquele clima de tensão característico. É aqui que a componente de efeitos sonoros marca pontos, especialmente se andarem com o radar equipado só pelo gozo da coisa. Os efeitos das armas estão fielmente recriados bem como os dos xenomorphs, ainda que infelizmente não exista qualquer espécie de voice-acting nem para as personagens, nem para a narração. Mas o certo é que não é nada que torne o jogo menos bom.

Um velho conhecido...
Para quem jogou títulos como Contra e os Metroid de GBA, facilmente vai encontrar semelhanças em Aliens - Infestation. Para começar, quem o desenvolveu foi a WayFoward conhecida pelo seu trabalho em Contra 4 na DS e por outro lado, a mecânica e design de cenários relembra Metroid em toda a sua extensão. E as semelhanças não se ficam por aqui. A WayFoward fez questão de fazer um jogo difícil, tal como Contra 4, ainda que não atinja níveis de frustração épicos, pois a dificuldade reside sobretudo nos bosses que são verdadeiras esponjas a absorver dano. O jogo em si não é difícil, pois basta decorar onde os inimigos surgem, algo que faz com que o elemento surpresa se perca depois do primeiro encontro. A exploração é também algo que faz parte deste bolo, com algum backtracking, sobretudo para encontramos mais Marines, itens chave, armas e upgrades.

Uh! We got a baddass over here!
Os Marines desempenham um papel importantíssimo pois o jogo não tem vidas, isto é, se um Marine morrer, morreu. Não volta à vida. Daí que a nossa equipa é composta por quatro Marines, ou seja, na prática quatro vidas. Se algum deles morrer, temos de encontrar outro para o substituir. Se porventura morrerem todos, obviamente levamos com um ecrã de Game Over, algo que pessoalmente nunca vi. Todos os Marines que encontramos só se juntam a nós se tivermos espaço na equipa, caso contrário não arredam pé de onde estão. No meio disto tudo, a jogabilidade é simples. Podemos andar, correr, saltar, sendo que estas duas últimas acção consomem a barra de stamina, e claro, disparar sobre tudo o que mexa, que vai desde os Aliens, com direito a uma nova espécie, até aos humanóides sintéticos que se voltam contra nós.

É sempre a partir pedra!
O nosso arsenal é composto por armas conhecidas como a M4A3 de 9mm, a M4A1 Pulse Rifle com noobtube, a brutal Smart Gun, uma caçadeira para encontros imediatos e um lança-chamas. C4 e granadas comuns também fazem parte das armas de recurso. Podemos ainda em certas partes dar uso a Power Loaders e ainda dar uma voltinha no famoso APC que Ripley conduziu no segundo filme. Embora isto tudo seja um mimo, o jogo tem alguns defeitos menores como por exemplo as "esponjas" que já referi acima, bem como uma enorme escassez de recompensas pela exploração das áreas, que na melhor das hipóteses nos dão um upgrade para as armas (que só podem levar quatro no máximo). Embora possamos marcar pontos de referência no mapa (nomeadamente para marcar Marines e portas fechadas), usando flares para o efeito, estes tornam-se confusos, pois são todos da mesma cor. Teria sido melhor um sistema de marcação como em Phantom Hourglass, onde podemos escrever e desenhar no touchscreen. Os extras também deixam um pouco a desejar, pois só nos oferecem uma lista dos Marines que encontrámos, com a respectiva história de cada um e um mini-jogo chamado Knife Trick que é uma reprodução do truquezinho do Bishop. Para mim o pior é mesmo só existir um save slot, o que arruína por completo uma segunda ronda pois ninguém quer apagar o progresso feito! Ah, e o jogo é curto...

Este Aliens  - Infestation é daqueles jogos que não é para todos. Se são fãs de Alien, sim é para vocês, mesmo que não gostem de jogos 2D. Se não são fãs de Alien e gostam de jogos 2D, também é para vocês. Se são como eu e gostam das duas coisas, perfeito, nem é preciso dizer mais nada. Seja como for, é um JOGALHÃO DE FORÇA!

O próximo jogo vai ser a estreia da 3DS aqui no blog! Stick around... :D

MURRALHÕES DE FORÇA:

21 de Maio de 2012

Dead Island

Nice artwork!
Desenvolvido por: Techland
Publicado por: Deep Silver
Compositor(es): Pawel Blaszczak, Giles Lamb
Motor gráfico: Chrome Engine 5
Plataforma(s): PlayStation 3, Xbox360, PC
Lançamento: 06-10-2011 (EUA), 09-20-2011 (EU), 20-11-2011 (JP)
Género: Survival Horror, Open-world First  Person Shooter, Role Playing Game, Sandbox
Modos de jogo: Modo história para um jogador, Multiplayer online co-op até 4 jogadores
Media: BluRay
Funcionalidades: Gravação de progresso no disco rígido da consola (5MB mínimo), Suporte HD 720p, Compatível com DualShock 3, DLC adicional
Estado: Completo
Condição: Impecável
Viciómetro: Acabei-o duas vezes, muitas horas de jogo.

(Por diversos motivos, nomeadamente spam e comentários sem nexo, decidi que só utilizadores registados ou com Open ID podem comentar.)

Hoje em dia existem imensos factores decisivos que nos ajudam na hora de comprar um novo jogo para a nossa colecção. Um deles é sem dúvida o marketing em torno do mesmo, que quando é utilizado de forma inteligente, resulta. Por outro lado existe o factor eyecandy que também pode surtir algum efeito na população em geral mantendo o grande bolo em segredo até ao dia D. No caso do jogo que trago até aqui hoje, o factor eyecandy começou neste excelente vídeo que deixou meio mundo boquiaberto, sobretudo pela qualidade visual e pela premissa em si, que neste caso também foi abordada de uma forma brutal. O marketing seguiu-se logo após. Poderá não ter convencido todos mas a mim convenceu-me e nem foi pelo vídeo. Este exemplar foi adquirido numa loja online, como é hábito, por 20 e poucos euros.

Zee back cover.
Dead Island apresenta-se como um verdadeiro Survival Horror, onde o mais importante é mesmo tentar sobreviver na ilha de Banoi, ao largo de Papua Nova Guiné, que se encontra infestada de zombies e outras aberrações, algo que não sabemos muito bem como aconteceu. A história segue de perto quatro personagens sendo elas Xian Mei, uma empregada de hotel e também espia para o governo Chinês; Sam B, um rapper americano; Logan, ex-jogador de futebol americano e Purna, uma guarda-costas com um passado ligado às forças policiais. Cabe-nos a nós escolher um destes quatro desgraçados e tentar sair da ilha, descobrindo pelo caminho o que originou esta epidemia.

Depois daquele fabuloso vídeo, muitos esperavam que Dead Island fosse um primor visual mas a verdade é que deixa um pouco a desejar. Graficamente, já se viu melhor na PS3 e até nas outras plataformas mas ainda assim os visuais são funcionais apesar de grosseiros em certas partes, com texturas a tirar para o feio, ocasionais glitches gráficos, sobretudo nas cutscenes que são feitas com o motor de jogo e outras maleitas. Nada que estrague a acção nem o ambiente, que é excelente e consegue mesmo criar a sério aquele clima de tensão e bastante desconforto através da utilização da luz, por exemplo. Mas a experiência é no seu todo bastante agradável, com uma diversidade de cenários enormes que vão desde o luxuoso resort onde começamos, passando por uma cidade decadente, até chegarmos à selva onde os nossos passos nos levarão eventualmente a uma prisão. Agradável (ou não) é também ver a pormenorização da epidemia que se traduz não só nos zombies mas também na violência gráfica espalhada por todo o lado, desde sangue, a corpos putrefactos e claro, passando pelos eventuais desmembramentos. Não o recomendo aos mais sensíveis.

Manual e disco.
O som tem um papel fulcral em Dead Island pois afinal de contas trata-se de um jogo onde temos de sobreviver e como tal, necessitamos não só dos olhos mas também dos ouvidos para ter em conta tudo o que nos rodeia. Em Dead Island a sonoridade é algo que tanto nos deixa aliviados como borrados de medo, se for caso disso, pois é utilizada de forma inteligente e até mesmo um pouco cliché em certas ocasiões, trazendo à memória tanto filmes como outros jogos do género. O restolhar de vegetação, tanto pode ser o vento como um zombie que por ali passava e nos cheirou. Melhor ainda é quando ouvimos gritos, sinal de que é hora de nos pormos a milhas do sítio onde estamos pois um infected detectou-nos e vem a correr na nossa direcção, algo que nem sempre nos apercebemos até ele estar em cima de nós. E isto, assusta, por incrível que pareça! O voice-acting das personagens não é nada do outro mundo mas conta com vozes conhecidas como por exemplo Phil LaMarr e Kim Mai Guest, que emprestaram o seu talento a personagens de Metal Gear Solid (Vamp e Mei Ling, respectivamente). Obviamente este título não vive só do som ambiente, que está excelente mas também de uma banda sonora discreta que tem os seus momentos, sobretudo quando estamos em confrontos acessos com inimigos ou simplesmente em momentos-chave da história. Não é, no entanto, algo que nos fique vivo na memória por muito tempo.

A festa foi rija!
Para quem jogou títulos como Fallout e Borderlands, Dead Island é muito semelhante no patamar da jogabilidade e mecânica. Cada uma das personagens tem habilidades e dons específicos, que podemos evoluir ao nosso gosto. Esta evolução é feita com pontos, que ganhamos sempre que subimos de nível, algo que é conseguido por matarmos zombies. Por exemplo, Xian Mei é óptima com armas brancas e fraca com armas de fogo. Já Purna é o inverso. Sam B safa-se com blunt weapons e força bruta, enquanto Logan é uma personagem all-around mas não chegando a ser exímio em nada. Sinceramente, a escolha é irrelevante mas dado que não existem muitas armas de fogo espalhadas pelo jogo e muito menos ao início, nada como escolher Xian Mei.

Remar na piscina não te leva longe...
E por "falar" em armas, estas aparecem às centenas, por todo o lado e sob todas as formas e feitios. Vão desde pequenas facas de cozinha, cutelos, foices, até katanas e caçadeiras, sem esquecer o tradicional taco de baseball, sempre útil contra zombies. Mas a grande diversão começa quando encontramos as blueprints para fazermos armas especiais, onde encontramos as coisas mais estapafúrdias que possamos imaginar mas que são a nossa salvação no meio disto tudo. Tacos de baseball com pregos, machetes que electrificam inimigos, até metralhadoras que disparam balas incendiárias, qualquer uma destas combinações é morte certa. Isto já para não referir outros atributos extra que podem surgir como fazer os inimigos sangrarem mais ou arderem por mais tempo, a título de exemplo. Contudo, precisamos de "ingredientes" que vamos encontrar espalhados por toda a ilha, pelo que o looting é a palavra de ordem. Pilhem tudo, não deixem nada por revistar. Claro que sempre podem encontrar algo à venda nos diversos NPC's que se encontram a sobreviver na ilha, bem como arranjá-las pois o seu uso faz com que se estraguem.

Com um amigo torna-se mais divertido.
Sendo a ilha gigante, existem imensos NPC's e várias zonas de sobreviventes, com muitas side quests para levarmos a cabo, algumas recompensadoras, outras nem por isso mas que sempre complementam a main quest. Algumas destas side quests chegam a ser bastante longas, estendendo-se por mais do que um capítulo inteiro na main quest. Tal como nos dois jogos que referi acima, podemos utilizar a funcionalidade de Fast Travel, caso já tenhamos descoberto as localizações ou então explorar à pata, ainda que isto signifique encontrar imensa resistência morta-viva. A outra opção é arranjar um veículo e prego a fundo por cima deles todos pois também resulta e é divertido. Esta resistência não se limita somente a zombies lentos mas também aos infected, que parecem saídos de 28 Days Later; os Floaters que são os gordos cuspidores cá do sítio; os Thugs, uma espécie de zombie que anda no ginásio a levantar ferro; os Suiciders, que fazem o que o nome sugere; os Butchers, aberrações com braços estilo lâmina mas em osso e os Rams, outro tipo de aberração gigantesca que só no quer dar encontrões. Curiosamente nada explica de onde estes últimos surgiram.

Condução perigosa.
Com esta explicação toda ainda nem referi como é a jogabilidade propriamente dita mas para grande surpresa vossa... é semelhante à dos jogos citados acima. Atacamos, corremos, saltamos, a custo de gastarmos stamina, podendo carregar um número limitado de armas e itens, que aumenta com a evolução da personagem. O mais interessante é que temos dois tipos de controlo: digital, onde usamos um dos botões superiores para atacar e outro para bloquear, e analógico, onde o joystick da direita controla o nosso braço permitindo atacar em qualquer direcção, não se limitando apenas a desferir golpes aleatoriamente. Isto é particularmente útil para desmembrar inimigos, conseguir critical hits e afins mas também é mais difícil de dominar, o que a meu ver torna o jogo bem mais interessante. Se tivessem incluído suporte para o Move não teria sido nada má ideia.

Quem diria que Jason Vorhees estava vivo!
O modo multiplayer apenas funciona online (infelizmente não tem splitscreen) dando-nos a possibilidade de enfrentar as hostilidades com mais três parceiros, que estejam com o mesmo progresso de jogo. Isto possibilita a troca de itens bem como de um aumento da dificuldade, visto os inimigos evoluírem connosco algo que se sente mais no modo online, ainda que possamos activar esta funcionalidade mesmo no single player. Para o co-op basta estarmos online, a jogar e quem quiser juntar-se ao nosso jogo é livre de o fazer desde que tenhamos slots livres para o efeito, sessão seja pública e estejam perto um do outro com o mesmo progresso. O jogo avisa sempre que há um jogador por perto e só pára se formos nós a entrar na sessão. Se for ao contrário, o nosso jogo decorre como se nada fosse e por vezes só damos conta disso quando ouvimos alguém a berrar no headset ou uma seta verde aos ziguezagues no mapa.

O logo europeu e o logo americano.
Esta exposição já vai longa pelo que não pretendo alongar-me mais mas não a termino sem referir que Dead Island foi alvo de controvérsia, como não poderia deixar de ser, não tendo sido lançado na Alemanha devido ao alto teor de violência, ou até mesmo ter o seu logótipo censurado nos Estados Unidos devido a sugerir um suicídio como se pode bem ver. Por outro lado teve direito a DLC extra sob a forma de um capítulo que antecede os eventos do jogo e uma arena denominada Bloodbath Arena (ainda não joguei isto porque não tenho), uma adaptação a livro, uma prequela em BD (que gostava de ler pois adiciona mais uns pózitos à trama) e ainda a promessa escassa de uma sequela e um filme. Espero que não se concretize este último.

E é isto, se gostam de zombies e horas a fio de exploração, divertimento e matança, Dead Island é o jogo ideal a ter na consola. Se não gostam, bom não há nada a fazer, ide jogar outra coisa qualquer! O facto é que este é um JOGALHÃO DE FORÇA!

Em breve regresso com aqueles monstros do espaço que têm sangue ácido, na Nintendo DS. :)

MURRALHÕES DE FORÇA:

18 de Maio de 2012

Final Fantasy II


Cor-de-rosinha!
Desenvolvido por: Square, Tose
Publicado por: Square Enix
Director: Hironobu Sakaguchi
Produtor: Masafumi Miyamoto
Designer(s): Hiromichi Tanaka, Akitoshi Kawazu, Koichi Ishii
Artista(s): Yoshitaka Amano
Argumentista(s): Kenji Terada, Hironobu Sakaguchi
Compositor(es): Nobuo Uematsu
Plataforma(s): PlayStation Portable e muitas outras
Lançamento: 07-06-2007 (JP), 24-07-2007 (EUA), 08-02-2008 (EU)
Género: Role Playing Game
Modos de jogo: Modo história para um jogador
Media: Universal Media Disc (1.5GB)
Funcionalidades: Gravação de progresso no Memory Stick
Estado: Completo
Condição: Impecável
Viciómetro: Acabei-o uma vez mas não fui perder tempo nas dungeons extra.

(Praia e mais praia.)

Mais cor-de-rosinha!
Na sequência da última análise, eis que trago até aqui mais um jogo desta longa saga que dá pelo nome de Final Fantasy e parece não ter final à vista, ainda que os jogos não mantenham continuidade entre si, excepto dois casos pontuais devido ao sucesso ou algo parecido dos títulos anteriores. No que concerne a este exemplar, foi adquirido na mesma altura do primeiro, pela mesma quantia de 8 euros e, obviamente, na mesma loja online.

Final Fantasy II começa com a história de quatro jovens, cujas famílias foram mortas numa invasão levada a cabo pelo exército de Palamecia. A trama propriamente dita começa quando Firion, Maria, Guy e Leon são atacados por este mesmo exército e levam uma real coça, ficando para morrer. Logo após este infeliz evento, Firion, Maria e Guy (o Leon sumiu-se), são resgatados pela Princesa Hilda e juntam-se assim aos rebeldes que visam destronar o Emperor, um homem maquiavélico com uns planos bem obscuros para dominar o mundo. O resto já se sabe...

Manual e UMD... cor-de-rosinha!
Tal como o primeiro jogo, Final Fantasy II opta por uns visuais simples mas cheios de pequenos pormenores sem se afastar muito do jogo original. O resultado é um mundo 2D bastante funcional, que não vai atrair tanto novos jogadores mas certamente agrada aos da velha guarda. Mantém as mesmas novidades do primeiro, com novas animações dos sprites, novos efeitos visuais, aspecto 16:9 e claro, cutscenes em CG para alegrar um pouco a coisa, como a Square bem sabe fazer.

Sonoramente, Final Fantasy II é um jogo bastante agradável e com faixas memoráveis, que foram aproveitadas de Final Fantasy Origins, pela sua qualidade. Não fazia sentido refazer a banda sonora quando tinham esta da versão PlayStation à mão. Efeitos sonoros e afins estão também parecidos aos do primeiro jogo, executando a sua função na perfeição. Como é de calcular, não existe voice-acting no decorrer do jogo, nem nas cutscenes.

Tadinhos dos lobos...
A mecânica de Final Fantasy II é provavelmente onde se encontram as maiores diferenças, caso tenham jogado o primeiro ou algum dos outros. Para começar eliminaram-se os level up por experiência. Em vez disso, as personagens evoluem a sua proficiência com as armas, equipamento e magia, sendo que aqui sim existem níveis. Isto elimina também as classes, pelo que podemos evoluir a nosso bel prazer tornando as personagens boas com uma determinada arma/magia ou boas com tudo se tivermos tempo e paciência para tal. Contudo esta evolução não se limita a equiparmos as coisas nas personagens, temos de utilizá-las em batalha, caso contrário fica tudo na mesma. Por exemplo, se quisermos evoluir a magia Fire, temos de a utilizar com frequência. O mesmo se aplica às armas e escudos. Por outro lado, os stats das personagens também evoluem com as batalhas, não só por atacarmos mas também por levarmos pancada, aumentando assim a nossa defesa (física e mágica) e evasão. Digamos que custa a habituar à ideia pois não é como os outros jogos da saga, tornando o grinding mais moroso.

O mapa mundo de forma compreensiva.
Ainda assim a jogabilidade é muito idêntica ao primeiro jogo, onde os random encounters são predominantes sem se tornarem cansativos, ainda que existam sítios onde a sua ocorrência é frequente, nomeadamente sítios com tesouros importantes. A main quest desenrola-se de forma agradável, com a inclusão de um sistema de keywords, que nos permitem desvendar a trama e encontrar pistas acerca do nosso próximo passo. Deste modo sempre que falamos com alguém importante no jogo, certas palavras aparecem de cor diferente, pelo que devemos aprendê-las para ficarmos com as mesmas no inventário por forma a poder questionar certos NPC's e progredir assim na história. Este é também o primeiro jogo da saga a introduzir os famosos Chocobos, que não são assim tão úteis como em outros títulos e ainda a personagem Cid, que se tornou um marco em Final Fantasy, havendo sempre um em cada jogo. Tal como no primeiro, podemos gravar onde quisermos, excepto nas dungeons extra. Estas são conhecidas pela sua dificuldade, tal como a quest extra intitulada Soul of Rebirth, onde continuamos a história, com as personagens que faleceram na main quest. Sim, morrem alguns pelo caminho, logo após começarmos a gostar deles. E por referir dificuldade, esta só começa a fazer-se sentir perto do final, sobretudo na última dungeon onde é quase forçoso fazermos um pouco de grinding para não começarmos a aziar. O mesmo se aplica ao Soul of Rebirth. Um conselho: equipem muito bem as personagens que vão morrer. Não sabem quais são? Gravem com frequência antes para depois poderem fazer reload!

*Omega spoiler - último boss!*
Com isto tudo, Final Fantasy II tornou-se num dos meus favoritos da velha guarda pelas inovações na mecânica de jogo. É um jogo que poderá ter envelhecido mal para alguns mas a meu ver continua óptimo considerando os anos que tem. Não o recomendo a todos mas recomendo-o à minha faixa etária. Actualmente é um jogo fácil de encontrar, tanto na PSP como para os iCoisos pois foi lançada uma versão iOS similar à de PSP. Vá, ide jogar este JOGALHÃO DE FORÇA!

Brevemente iremos maltratar à bruta e sem perdão... zombies! :D

MURRALHÕES DE FORÇA: