9 de abril de 2018

Tom Clancy's Splinter Cell

Acho que o Slimer está ali algures.
Desenvolvido por: Ubisoft Shanghai (Versão PS2 e GC)
Publicado por: Ubisoft Entertainment
Director:  François Coulon
Produtor(es): Mathieu Ferland, Reid Schneider
Designer: Nathan Wolff
Artista: Hugo Dallaire
Argumentista(s): J.T. Petty, Clint Hocking
Compositor(es): Michael Richard Plowman
Motor gráfico: Unreal Engine 2.0
Plataforma(s): PlayStation 2, GameCube
Lançamento: 28-03-2003 (EU), 08-04-2003 (EUA), 27-11-2003 (JP)
Género(s): Acção, Aventura, Stealth
Modos de jogo: Modo história para um jogador
Media: DVD-ROM (4.7GB)
Funcionalidades: Gravação de progresso no Memory Card (493KB mínimo), Compatível com controlo analógico: apenas joysticks, Compatível com Função de Vibração
Estado: Completo
Condição: Boa, com algumas marcas de uso na caixa
Viciómetro: Acabei-o uma vez.

(Tempinho da treta...)

Livre de autocolantes.
Quando Splinter Cell foi lançado eu simplesmente não quis saber. Estava na onda Metal Gear e tudo o resto que se assemelhasse a tal, a meu ver, era uma tentativa de copiar aquilo que tanto adorava. Sim, eram outros tempos e era estúpido. Bom, ainda sou mas é uma estupidez mais refinada e no caso da jogatana, estou bem mais receptivo a novas experiências muito para além dos meus óbvios gostos. No caso de Splinter Cell, foi preciso jogar o Blacklist para ter noção do quão bom o jogo é, e neste caso particular, de explorar quase todos os jogos que o antecederam para poder melhor apreciar o caminho que trilharam até aos dias de hoje. Mas como nunca é tarde para começar algo, lá colmatei esta falha no catálogo da PS2 e meti mãos à obra. Este meu exemplar foi adquirido algures entre os meses de Setembro e Outubro de 2016, por 3.95€ se a memória não me falha, na Play 'N Play.


Manual e DVD.
Tom Clancy's Splinter Cell marca assim a estreia de Sam Fisher, um agente da NSA a trabalhar para a recém formada Third Echelon, com o intuito de descobrir mais acerca do assassinato do presidente da Georgia, que permitiu ao milionário Kombayn Nikoladzelevar a cabo um golpe de estado sem derramamento de sangue. Obviamente, outras forças se movimentam nos bastidores e cabe-nos a nós revelar tudo isso. Ao bom estilo de Tom Clancy, temos uma trama bastante articulada para desvendar e acima de tudo apreciar.

Um belo dia na central.
Para um jogo desta era, Splinter Cell é sem dúvida um jogo bastante rico em termos visuais. Embora seja um bocado escuro, algo que faz parte e é uma das bases para a sua mecânica, o grafismo é bastante detalhado e elaborado, com imensos pormenores visuais e sobretudo conta com uma excelente iluminação que é utilizada de forma inteligente ao longo da duração do jogo. A animação das personagens é também muito boa, em especial a do nosso Sam Fisher, que é bastante acrobata quando a situação assim requer. Esta versão conta ainda com cutscenes novas, diferentes da versão PC. O único senão, a meu ver, é que o jogo sofre de slowdown em certas áreas quando há muita coisa no ecrã ou utilização de certos efeitos visuais que sobrecarregam o motor gráfico.

Sneaky, sneaky!
A música em Splinter Cell é tal como o jogo sugere, furtiva. Durante grande parte da acção recorre-se ao meio envolvente para criar o ambiente desejado mas em certas instâncias, algumas faixas adequadas ao tema podem ser ouvidas remetendo-nos para outros jogos como Metal Gear ou até Spy Fiction dada a sua sonoridade. Os efeitos sonoros são muitíssimo bons e utilizados exaustivamente ao longo do jogo, de modo a proporcionar aquele ambiente de tensão que se pretende. Se pisarmos vidro ou outro material propenso a fazer pequenos ruídos, alguém certamente há-de ouvir e investigar a ocorrência. O voice acting é sem dúvida um dos pontos fortes do jogo, com excelentes performances por parte dos actores, sobretudo do veterano Michael Ironside que é a voz de Sam. Na minha opinião ele está para o Sam Fisher tal como o David Hayter está para o Solid Snake.

Desculpe senhor, onde fica o WC?
Em termos de jogabilidade, Splinter Cell pode parecer um jogo estranho inicialmente mas rapidamente nos habituamos à configuração do comando (algo que foi mudando nos jogos seguintes) e muito rapidamente estamos a ser furtivos como gente grande. Embora tenhamos um arsenal limitado, este permite-nos os dois tipos de abordagem: stealth ou guns blazing, embora o jogo nos incentive sempre a ser sneaky e evitar confrontos desnecessários. Aliás, a piada reside mesmo aí e o desafio de passar um nível, cumprindo todos os objectivos sem ser visto ou detectado. À nossa disposição temos uma pistola silenciada, a FN 5-7, uma metralhadora igualmente silenciada, a FN 2000 e uma panóplia de gadgets como night vision, thermal vision, fibra óptica e afins. A metralhadora permite-nos ainda métodos não letais via air ring foil, sticky shockers e granadas de gás. Se forem do género de se aproximarem dos alvos, Sam pode recorrer a meios letais ou não letais e mesmo interrogar os pobres coitados para conseguir mais informação. Ou usá-los até como escudos humanos se a situação ficar bicuda.

O mestre de Sam foi o Van Damme.
Esta versão do jogo difere também da versão PC/Xbox, desenvolvida pela Ubisoft Montreal na medida em que alguns níveis foram reduzidos em dimensões ou localização de elementos bem como a IA dos guardas não é tão eficaz. Ainda assim, a PS2 conta com um nível extra exclusivo, tal como as novas cutscenes acima referidas e ainda música composta pela Orquestra de Praga, utilizada na intro do jogo. Como bónus existem documentários e vídeos extra para desbloquearmos.

A bebedeira foi grande...
Em jeito de conclusão, Tom Clancy's Splinter Cell é um excelente jogo não só dentro do género mas em todo o catálogo da PS2, algo que se veio a confirmar pelas sequelas, também todas elas excelentes mas isso será abordado em futuras análises (já que os joguei quase todos de enfiada). Até lá, este é sem sombra de dúvida um JOGALHÃO DE FORÇA!

Próximo jogo: samurais e espadeirada na PS2.

MURRALHÕES DE FORÇA:
 

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