29 de novembro de 2010

Eternal Darkness - Sanity's Requiem

Lá dark é...
Desenvolvido por: Silicon Knights
Publicado por: Nintendo
Designer(s): Denis Dyack
Plataforma: Nintendo Gamecube
Lançamento: 23-06-2002 (EUA), 25-10-2002 (JP), 01-11-2002 (EU)
Genéro(s): Survival Horror, Simulador de sanidade mental(!?)
Modos de jogo: Modo história para um jogador
Media: Nintendo Optical Disc (1.5GB)
Funcionalidades: Memory Card (4 Blocos)
Estado: Completo
Condição: Impecável
Viciómetro: Joguei-o quatro vezes, em cada um dos três alinhamentos e mais uma no alinhamento secreto para ver o final completo do jogo.

(Longa demora, já é costume aqui na casa. As fotos ficaram uma caca mas não me apeteceu fazer melhor.)


Autocolantes... grr!
Sempre tive um carinho especial pelo terror, seja ele psicológico ou brutalmente físico. Pouco me importa se tem muito sangue ou pouco, gosto é do efeito surpresa e em particular do factor medo/susto. O problema é que hoje em dia são poucos os filmes e os jogos que conseguem verdadeiramente surtir o efeito desejado. Mas há excepções, felizmente. Este Eternal Darkness é uma dessas excepções e sem dúvida um dos meus jogos de terror favoritos de todos os tempos. A história deste jogo comigo resume-se à fase em que comprei a Gamecube e andava numa shopping spree devido ao preço dos jogos se situar entre os 9.90€ e os 35€. Foram bons tempos... Ah, este joguito ficou-me por 25€ se bem me lembro e foi adquirido no miau.pt, a um individuo qualquer.



Disco e manual.
Eternal Darkness começou por ser um projecto destinado à N64. Porque razão não fez o seu debut? Não faço a menor ideia mas posso especular: a GameCube iria fazer um melhor trabalho futuramente. E de facto, não se enganaram. Como devem calcular pelo nome, Eternal Darkness remete-nos para uma história de horror na qual controlamos uma jovem de nome Alexandra Roivas, enquanto esta investiga a morte do seu avô na sua mansão em Rhode Island. A certa altura dá de caras com o Tome of Eternal Darkness e o resto já podem imaginar...


Mais papelada.
A vertente gráfica de Eternal Darkness não prima pelo brilhantismo de outros títulos mas faz um trabalho convincente e tem os seus momentos mágicos. A nível de ambientes é muito bom no geral e consegue transmitir a tensão que se pretende num jogo deste género. As personagens embora decentes parecem um bocado atabalhoadas e com falta de polimento, conseguindo porém desempenhar o seu papel. Sonoramente é fabuloso e se não o fosse era um desastre pois simplesmente não iria funcionar. Num jogo onde o objectivo é assustar quem o joga é preciso ter em consideração todos os pequenos pormenores e aqui quando ouvirem algum som, por mais inocente que pareça, tenham medo, muito medo!

Alex faz aquilo que melhor sabe, investigar.
No campo da jogabilidade esperem muitas surpresas... e não me refiro ao controlo em si, pois esse funciona bem, mas sim a sustos, efeitos de sanidade e afins. Podemos assumir o controlo de doze personagens diferentes, espalhadas por diversos períodos da história. Cada qual com  a sua ligação ao Tome of Eternal Darkness e com finais menos felizes. Como se não bastasse, temos ainda que optar por um dos três alinhamentos contidos no livro, escolha esta que vai ter repercussões nos inimigos e consequentemente nos bosses, bem como na Magick que podemos utilizar (para além das tradicionais armas brancas e de fogo) e também nos puzzles. Existe ainda um quarto alinhamento para os mais persistentes e que não se cansem de repetir a experiência.

Este senhor é o culpado disto tudo.
Mas o giro deste jogo são mesmo os efeitos de sanidade que por vezes nos fazem crer que o problema é mesmo real e não algo no jogo. Imaginem irem muito bem a percorrer um túnel e de repente a televisão muda de canal (algo que provavelmente já viram em Metal Gear Solid) ou então aparece uma mensagem de erro de leitura do disco. Poderão ainda ter uma experiência em que o ecrã fica coberto de moscas, ou simplesmente fica invertido, a vossa personagem começa a desaparecer como se fossem areias movediças ou simplesmente é decapitada sabe-se lá pelo quê enquanto se ouvem gritos estridentes. Isto são só alguns dos efeitos que poderão experimentar se algum dia jogarem Eternal Darkness, pois muitos mais esperam pelos jogadores incautos.

Examinar o morto, parece-me bem!
Concluindo mais uma pequena mostra da minha colecção, Eternal Darkness é um excelente jogo dentro do género e provavelmente um dos poucos a recorrer a este tipo de efeitos para assustar (o Call of Cthulhu no PC é outro exemplo) o que faz dele um pequeno tesouro para os amantes do terror. Correm rumores de um segundo título mas é muito pouco provável dada a história e seu desenrolar. Se tiverem possibilidades, arranjem este jogo, uma GameCube e desfrutem de uma das melhores experiências nesta consola. E claro, nem se questiona o facto de ser um JOGALHÃO DE FORÇA!

Voltarei, com mais vício, futuramente.

MURRALHÕES DE FORÇA: 
 

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