5 de abril de 2013

Resident Evil - The Mercenaries 3D


Já se viram capas melhores...
Desenvolvido por: Capcom, Tose
Publicado por: Nintendo
Director: Kazuhisa Inoue
Produtor: Masachika Kawata
Motor gráfico: MT Framework Mobile
Plataforma: Nintendo 3DS
Lançamento: 02-06-2011 (JP), 28-06-2011 (EUA), 01-07-2011 (EU)
Género: Third Person Shooter
Modos de jogo: Modo Missions para um ou dois jogadores (local ou online)
Media: Cartão de jogo com 1GB
Funcionalidades: Gravação de progresso permanentemente no cartão de jogo, Modo de jogo local e online
Estado: Completo
Condição: Impecável
Viciómetro: Acabei-o uma vez, fiz as missões todas pelo menos uma vez com rank S utilizando as diversas personagens. Ainda o jogo de vez em quando.

(Hoje não vou fazer comentários acerca do tempo.)

Já se viram traseiras melhores.
As consolas portáteis sempre albergaram jogos interessantes, muitos deles impensáveis noutras plataformas. Mas também têm um bom número de jogos que se traduzem em versões tidas como inferiores de jogos existentes nas plataformas superiores, embora isto não queira dizer que sejam piores. É apenas uma maneira de colocar as coisas. Desde spin-offs, a sequelas ou até mesmo a versões reduzidas, o certo é que há quase de tudo para todos os gostos. O jogo que trago até aqui hoje é um exemplo de como um modo extra dentro de um jogo bem conhecido, bem misturadinho e afinado se torna num jogo portátil e bem viciante. O exemplar em questão foi adquirido na Worten do Almada Fórum, algures no início deste ano por cerca de 13 euros.


Manual, papelada e cartão de jogo.
Resident Evil - The Mercenaries 3D é um jogo que não deixa margem para dúvidas. Basicamente pegou-se no modo Mercenaries de Resident Evil 5, misturou-se com o de Resident Evil 4, juntou-se umas quantas novas funcionalidades, um bocadinho de 3D e voilá, surgiu uma coisa "nova". Para os mais cépticos, assim como eu, não era algo que me agradasse ver na 3DS até porque a consola tem mais potencial (como já se viu) mas a verdade é que depois de o experimentar, ficou o bichinho. Bom, quanto à história, não há. A premissa é simples, temos várias personagens nossas conhecidas, com sets de armas diferentes entre outros atributos, que podemos utilizar numa panóplia de missões que vão aumentando de dificuldade. Quem jogou o modo Mercenaries nos jogos referidos vai sentir-se em casa de imediato.

Na primeira pessoa tem a sua piada.
Visualmente este Mercenaries 3D é um jogo bastante agradável, com um grafismo detalhado, tanto a nível de cenários como de personagens, embora não chegue a ter a qualidade que se viu no Revelations. Os cenários apesar de muito parecidos com os dos jogos originais, sofreram algumas alterações tanto em tamanho como em certos pormenores não perdendo no entanto o ambiente característico. Obviamente em alguns nota-se mais do que noutros devido ao tamanho considerável que tinham. A fluidez é constante sem grandes entraves mas nota-se que as animações dos inimigos, quando estão muito afastados, parecem um bocado estranhas dando a sensação de falta de frames nas mesmas, coisa que deixa de se notar quando estão ao perto.

Em co-op as coisas tornam-se mais fáceis.
A componente sonora também sofreu algumas alterações, sobretudo nas linhas de diálogo dos inimigos, bastante reduzidas o que faz com que se tornem um pouco repetitivas. Nada que atrapalhe a acção, a meu ver. O som é bastante reciclado dos jogos anteriores, com alguns efeitos sonoros novos só mesmo para não ser tudo completamente igual. No geral funciona bem e é competente. A música foi também aproveitada dos mesmos jogos e são temas já bem conhecidos para os fãs da saga.

O maior badass de Resident Evil!
Onde tinha mais receio que este jogo falhasse era na jogabilidade mas conseguiu-me surpreender pela positiva. Apesar de não ser compatível com o Circle Pad Pro (CPP), os controlos com apenas um Circle Pad são surpreendentemente bons e fluidos, com um óptimo mapeamento dos botões com o qual rapidamente nos habituamos à mecânica de jogo. Até certo ponto é muito semelhante à jogabilidade de RE5. Mas como seria de esperar, introduziram algumas funcionalidades novas, como por exemplo, podermos apontar na primeira pessoa, andarmos enquanto apontamos (algo que na minha opinião iria resultar ainda melhor com o CPP e podermos usar o ecrã táctil para aceder às nossas armas, granadas, sprays e mapa. Podemos, contudo, utilizar o D-pad para algumas destas funções.

Krauser é homem de encontros imediatos.
O jogo em si baseia-se em missões, que vamos desbloqueando à medida que cumprimos certos requisitos como acabar com rank B ou superior. Isto desbloqueia também outras personagens para além das iniciais onde se incluem Chris Redfield, Jill Valentine, Albert Wesker, Claire Redfield, Jack Krauser, Barry Burton, Rebecca Chambers e HUNK. Cada uma tem armas específicas e movimentos melee únicos. Podemos trocar os sets de armas ao completar certas missões com um determinado ranking (ou trocar por Play Coins ganhas pelas nossas caminhadas com a consola em repouso) e adquirir também indumentárias alternativas. Novo também é o sistema de skills que podemos utilizar. Cada personagem pode levar três e estes, por sua vez, podem ser evoluídos com a utilização até ao máximo de três níveis. Os seus efeitos são variados, desde dar mais dano com uma determinada arma, ter mais defesa, as ervas curarem mais dano e até mesmo um que nos permite matar rapidamente qualquer boss.

Jill pousa para o menu.
Falando em bosses, temos então os Executioner Majini (em dois sabores: normal e vermelho), os Gatling Majini (o nome diz tudo), os Garrador (os ceguinhos das garras), os Super Salvador (aquele de RE4 com a motoserra de duas lâminas) e o Popokarimu (o morcego gigante de RE5). De resto entre Majini e Ganados, temos os nossos habituais conhecidos incluindo as Las Plagas e cachorros. Embora este título tenha tudo para ser óptimo, tem também alguns defeitos. Um deles é só existir um save slot, que não pode ser apagado ou seja, tudo o que fizerem fica permanentemente gravado e não podem começar do zero. Logo, comprar o jogo usado é algo que não aconselho. Outro dos defeitos é não existir um botão para utilizar granadas, visto um deles servir para usar os sprays e o outro servir para ad-lib visto o jogo não ter voice-chat. Os mais adeptos de close quarters vão também dar por falta da faca, que é exclusiva de certas personagens e deixou de ser arma de recurso (muito usada por mim para quebrar barris e caixas). Por fim, um defeito que considero existir embora não seja de todo defeito, é a falta de mais cenários existentes nos outros jogos e alguns dos modos de jogo que surgiram entretanto como por exemplo o Survivors. Fazia todo o sentido existir nesta versão de 3DS visto ter modo online! O jogo tem ainda uma versão de demonstração de Resident Evil - Revelations que na altura deve ter impressionado mas agora pouco ou nenhum efeito surte.

Ok... isto vai acabar mal!
Como fã de Resident Evil, confesso que já vi jogos melhores mas também já vi muito pior que este Mercenaries 3D. O bom deste jogo é que é viciante e pode ser levado para fora de casa, podendo ser jogado várias vezes mesmo depois de já o termos completado a 100%. O multiplayer é também um chamariz, embora os anteriores também o tenham e seja praticamente a mesma coisa. Penso que não há dúvidas em relação a este ser um JOGALHÃO DE FORÇA!

Brevemente irei trazer aqui ao poiso um dos melhores jogos desta geração, na PS3. :)

MURRALHÕES DE FORÇA:
 

5 comentários:

  1. Me interessou, mas por favor me explique uma coisa, esse negócio de save slot, o jogo fica salvo no cartão do jogo? Porque eu estava combinando com meu amigo que eu compraria o Revelations e ele esse Mercenaries 3D. Mas aí nesse caso só salvaria o jogo dele e já era?

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    1. Exacto, o save é único e grava no cartão de jogo. Não dá para emprestar ao amigo a menos que joguem os dois no mesmo save o que não tem piada nenhuma. Aqui em Portugal o jogo encontra-se a €6.90, um preço estupidamente barato.

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    2. Nossa que pena :/ . Espero que esteja barato assim também aqui no Brasil, pra podermos comprar duas cópias.

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    3. Pois, é mesmo o melhor que fazem. Provavelmente arranjam a vossa versão barata. :)

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    4. Tomara viu, mas uma pena que não achei por tão barato por aqui até agora.

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