23 de dezembro de 2010

Super Mario 64

Mario voa, voa.
Desenvolvido por: Nintendo EAD
Publicado por: Nintendo
Produtor(es): Shigeru Miyamoto
Compositor(es): Koji Kondo
Plataforma(s): Nintendo64, iQue Player, Virtual Console
Lançamento: 23-06-1996 (JP), 28-09-1996 (EUA), 01-03-1997 (EU)
Genéro: Plataformas 3D
Modos de jogo: Modo história para um jogador
Media: Cartucho de 64 Mbit (8MB)
Funcionalidades: Bateria interna permite gravar até 4 jogos
Estado: Completo
Condição: Impecável
Viciómetro: Joguei-o vezes sem conta até apanhar as 120 estrelas

(Antes de mais nada, desejo-vos um Feliz Natal e um óptimo 2011. Bem, pelo menos que seja melhor que este 2010, que em termos de jogalhões não foi mau mas noutras coisas portou-se abaixo das expectativas. Como diria o Prof. Marcelo "BOM, vamos ao que interessa".)

Milagre... não tem autocolantes!
O ano de 1997 foi um daqueles anos especialmente produtivos no que respeita a esta coisa dos videojogos. A PlayStation dava os seus primeiros passos, o PC estava apinhado de excelentes títulos e a Nintendo, bem, a Nintendo preparava-se para lançar a sua mais recente aposta neste mundo do entretenimento caseiro. Sim, é óbvio que me refiro à Nintendo64 ou N64 se preferirem. Muito se especulou acerca desta máquina antes do seu lançamento e embora tivesse desiludido meio mundo devido à sua arquitectura um pouco rudimentar (continuaram a apostar nos cartuchos quando o CD já estava no auge), a N64 proporcionou bons momentos de jogatana e alguns dos jogos mais memoráveis de que o mundo se lembra. Super Mario 64 é um desses jogos e sem dúvida um dos mais surpreendentes de sempre. O meu vinha a acompanhar a consola, mal esta saiu. Note-se que comprei a dita por 30 contos (isto na altura do escudo), já com um Memory Pak e o jogo. Nesta época só a consola custava 40 contos, só com um comando e sem jogos. Portanto, foi de borla.


A tralha do costume.
E que hei-de eu escrever acerca de um jogo que é praticamente perfeito em todas as áreas? Muita coisa. Podia, de facto, escrever imenso mas prefiro uma breve exposição e que os leitores por iniciativa própria, experimentem (se já não ao tiverem feito) um pouco do que Super Mario 64 é feito. Começando por algum lado, vou pegar como já é costume, pela história que é a mesma de sempre. O reino dos cogumelos está de pernas para o ar, uma vez mais devido ao já nosso conhecido e estimado Bowser. Contudo, mantendo a originalidade da série, a acção está toda dentro dos quadros que ornamentam as paredes do castelo da nossa conhecida Princesa Peach. E o resto é jogo como já devem ter calculado...

O rei bigodes, perdão... Bob-omb.
Super Mario 64, foi um choque na altura em que foi lançado. Estando tudo e todos habituados ao Mario em 2D a saltar de bloco em bloco, esta transição para o 3D deixou muitos a pensar e, em última análise, a lançar raios e coriscos contra quem teve tal ideia. Mas a tecnologia evolui e com ela os jogos. E Super Mario não foi excepção, fazendo o salto para o 3D da melhor maneira possível. Tudo o que podíamos ver no ecrã era facilmente reconhecível e a sensação de nostalgia fazia-se logo sentir mal pegávamos no comando e carregávamos no botão Start. Escusado será dizer, que era um luxo para os olhos.

Corre Mario, corre!
E se há coisa que a saga do canalizador tem de bom é a música. Esta é eternamente memorável, seja em que jogo for, desde o primeiro até ao mais actual. Em Super Mario 64, fomos presenteados com mais uma excelente banda sonora, ainda hoje recordada com saudade ao ponto de por vezes dar por mim a assobiar certas músicas. E claro, em termos de efeitos sonoros, tudo perfeito como seria de esperar, desde o barulho das moedas ao inglês como muito sotaque italiano à mistura do nosso Mario. É verdade, ele fala!

Lakitu, o voyeur voador.
No campo da jogabilidade, Super Mario 64 é perfeito. Todos os controlos respondem como seria de esperar, Mario tem uma panóplia de movimentos permitindo-nos chegar até aos pontos mais difíceis e a câmara em nada atrapalha o desenrolar da acção ainda que algumas pessoas possam achar complicado executar um ou outro salto mas isso facilmente se resolve com o controlo manual. Mario ganhou ainda alguns power-ups novos, que neste jogo se traduzem em chapéus e que lhe conferem poderes tal como voar, ficar mais pesado e invencível e até invisível. Curiosamente a habilidade de disparar bolas de fogo e ficar mais pequeno não fizeram a sua aparição neste título mas também não faria muito sentido. Em vez disso podemos andar ao murro e pontapé a tudo o que mexa e seja passível de levar dano.

Bowser também voa... ou não.
Para concluir, Super Mario 64 é excelente. Podem jogá-lo na Virtual Console ou a sua versão actualizada na DS, nos dias que correm, mas de facto onde ele mostra o seu esplendor é na N64, muito em parte devido àquele mítico comando com um design pouco convencional mas perfeito para quase todos os jogos. Não jogar Super Mario 64 é uma falha terrível para um fã Nintendo e no geral para qualquer fã de videojogos. É sem margem de dúvidas um JOGALHÃO DE FORÇA, mesmo que não estivesse na minha colecção!

Mais jogos futuramente, logo após o Natal!

MURRALHÕES DE FORÇA: 
 

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