31 de julho de 2015

Ico & Shadow of the Colossus Classics HD (1ª Parte)

A capa genérica dos Classics HD.
Desenvolvido por: Team Ico, Bluepoint Games (HD remaster) 
Publicado por: Sony Computer Entertainment
Motor gráfico: Blue Engine 
Plataforma: PlayStation 3
Lançamento: 22-09-2011 (JP), 27-09-2011 (EUA), 28-09-2011 (EU)
Género(s): Acção, Aventura, Puzzler, Plataformas
Modos de jogo: Modo história para um ou dois jogadores
Media: Blu-Ray Dual Layer (50GB)
Funcionalidades: Gravação de progresso no disco rígido (5578KB Mínimo) Compatível com função de vibração, HD 720p, 1080p, Compatível com 3D
Estado: Completo
Condição: Impecável 
Viciómetro: Acabei-o uma vez. Hei-de o jogar novamente num futuro próximo.

(Não gosto de vento e tem estado vento a semana toda na praia.)

Informação sempre útil.
Facto, deixei passar muitos bons jogos de PS2 ao lado. Mas ainda bem pois esta minha falha até me trouxe boas experiências, sob a forma de remasters que estão agora tão em moda mas que também apareceram na PS3. Sim, esta geração actual, para mim é a geração remaster pois se analisarem bem o panorama há quase tantos remasters HD quanto jogos novos e originais para as ditas consolas. Mas enfim, isso agora pouco ou nada interessa. O que realmente interessa é começar esta análise de duas partes, cada uma dedicada aos dois jogos que estão presentes nesta colectânea. O primeiro é um clássico que dá pelo nome de ICO e que fez furor na PS2 por diversos motivos. Mas já lá vamos. Este exemplar foi adquirido na agora extinta Game do Almada Fórum por cerca de 10 euros, novo mas não selado. Como só eles sabiam fazer. Não me recordo ao certo da data de aquisição, talvez em 2013.


Manual, papelada e disco.
ICO é de facto um nome que dispensa apresentações. É tido como um dos melhores jogos de PS2 e quiçá de sempre, constando em milhentas de listas de top10's e afins. E não é para menos, o jogo é bom à sua maneira mas está longe de ser perfeito. O que realmente considero perfeito é o seu conceito minimalista que começa pela história de um rapaz que conhece uma rapariga. É apenas isto. Controlamos um jovem rapaz de nome Ico, que por possuir uns cornos é considerado mau presságio e é então preso numa enorme fortaleza abandonada. No meio do seu infortúnio encontra Yorda, filha da rainha da fortaleza que planeia usá-la para expandir a a sua vida. Ico tem então de ajudar Yorda a escapar a este infeliz destino, tentando escapar da fortaleza. Simples, eficaz, minimalista, perfeito.

Um bonito inlay com a arte original.
Tratando-se de um port remasterizado, esta versão sofreu alterações a nível visual, mostrando-se agora nuns gloriosos gráficos em 1080p, que mostram tanto de bonito quanto de feio o jogo tem. Se por um lado as paisagens ficaram melhores, mais vistosas, outros pormenores como algumas texturas e os modelos das personagens não são tão bonitos de se observar. Ainda assim, a frame rate é agora bastante mais estável do que na versão original, mantendo-se sempre a 30 frames constantes. Achei é que o jogo tem uma palete bastante reduzida em termos de tonalidades, tornando tudo muito acastanhado e esbatido mais creio que isso seja mesmo propositado pois trata-se do estilo visual escolhido, ainda que não me agrade muito. Pormenores. Ah, e suporta o modo 3D mas não pude experimentar isso por motivos... tecnológicos.

O motivo é válido, aparentemente...
ICO prima pela sua sonoridade. Embora a música não seja algo constante, dando um arzinho da sua graça quando assim entende (e é necessária, diga-se), desempenha o seu papel de forma decente dando o papel principal ao som ambiente, esse é que fabuloso e é um mimo para os nossos sentidos auditivos. Água a correr, passarinhos, ecos que povoam as paredes da fortaleza, são alguns dos muitos exemplos que podemos ouvir no jogo. E sim, existe voice acting, ainda que... minimalista! E numa língua estranha mas que se adequa e muito ao contexto do jogo, carregando-o ainda mais de mistério.

Anda cá que levas com o pau!
Um dos pontos fortes de ICO é sem dúvida a sua jogabilidade. Não por ser fácil de pegar e jogar mas sim pelo design inteligente do próprio jogo que gira todo em torno de puzzles que contam quase sempre com a duas personagens e também pelo facto do combate ser mínimo mas necessário no hora de defender Yorda dos inimigos que não são nada mais nada menos do que sombras que a tentam levar. Não se pode esperar um sistema sólido de combate como noutros jogos mas sim algo que é secundário que na maioria dos casos pode muito bem ser evitado (a menos que seja um evento scripted como por exemplo um boss). ICO também não é um jogo grande, aliás, chega a ser demasiado pequeno para se apreciar toda a sua beleza mas sempre o podemos revisitar mais tarde depois da primeira ronda, é algo que sabe sempre bem.

"A menina está perdida?" - pergunta Ico.
Esta versão HD foi baseada na versão PAL contendo o conteúdo adicional que a de PS2 tinha face à versão NTSC. Após terminarmos a aventura podemos voltar a jogar, desta vez com a linguagem de Yorda traduzida para inglês e com a possibilidade de jogarmos com um amigo num modo co-op onde o segundo controla Yorda. Mais uma boa razão para se jogar novamente.

Um passeio romântico... ou talvez não.
ICO é bom, muito bom mesmo embora tenha as suas falhas, que apesar de tudo,  são eclipsadas pela sua genialidade e minimalismo. Na segunda parte segue-se o outro jogo que veio depois e que também agitou multidões. Quanto a ICO... JOGALHÃO DE FORÇA, obviamente!

MURRALHÕES DE FORÇA:
 

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