6 de novembro de 2018

Rise of the Tomb Raider [20 Year Celebration]

Miss Blue.
Desenvolvido por: Crystal Dynamics
Publicado por: Square Enix
Director(es): Noah Hughes, Brian Horton, Daniel Neuburger
Produtor: Rose Hunt
Designer(s): Jason Botta, Michael Brinker
Artista: Brenoch Adams
Argumentista: Rhianna Pratchett
Compositor: Bobby Tahouri
Plataforma(s): PlayStation 4, XboxOne, Xbox360, PC, Mac, Linux
Lançamento: 11-10-2016 (PS4 - Lançamento Mundial)
Género(s): Acção, Aventura, Stealth, Third Person Shooter
Modos de jogo: Modo história para um jogador, Multiplayer online co-op para 2 jogadores
Media: Blu-Ray
Funcionalidades: Instalação obrigatória no disco rígido (25GB), Gravação de progresso no disco rígido, Compatível com função de vibração do DualShock4, HD 720p, 1080i, 1080p, Funcionalidades de rede, Suporte Remote Play com PSVita, DLC adicional
Estado: Completo
Condição: Impecável 
Viciómetro: Acabei-o uma vez em Normal, tendo feito tudo o que havia para fazer na história.
 
(Tempinho de treta...)
 
A info do costume.
Já é sabido que nunca fui grande fã de Tomb Raider e foi preciso o reboot de 2013 para me fazer explorar um pouco mais a série. Contudo, o máximo que recuei no tempo foi até à era da PS2, tendo apenas jogado um par de jogos, muito bons por sinal, deixando as nódoas de lado pois não tenho tempo nem paciência para essas. Obviamente, o jogo de 2013 deixou-me ansioso por mais do mesmo e é isso que trago até aqui hoje com este Rise of the Tomb Raider [20 Year Celebration], uma edição especial de um jogo que foi exclusivo nas consolas da Microsoft durante algum tempo mas que depois aterrou na PS4 com esta edição que inclui um artbook no qual o jogo se insere em vez de trazer uma caixa normal. Tudo isto é firmemente protegido por uma sleeve de cartão. Em termos de conteúdo digital, foi incluído todo o DLC lançado que se traduz em modos exclusivos de jogo, itens extra como fatos e armas, um capítulo novo de história entre outras coisas. Este meu exemplar foi fruto de uma troca por um jogo de Pokémon que tinha para a GameCube e que não me fazia falta nenhuma na minha humilde colecção, algures entre Março e Abril de 2017. Sim, não gosto de Pokémon.


Artbook e disco.
Rise of the Tomb Raider surge assim com a sequela esperada do jogo que em 2013 trouxe de volta à ribalta a sobejamente conhecida Lara Croft, agora com um novo look, mais jovial e normal, e uma nova atitude, também mais normal e, a meu ver, mais fácil de criar empatia. A velha Lara era demasiado edgy para o meu gosto e aquela atitude de mulher fortalhaça que varre tudo e todos gritava início de 2000 por todos os lados. Mas isto é apenas a minha opinião, portanto tenham as vossas reservas. A história decorre algures um ano após os acontecimentos fantásticos que ocorreram em Yamatai, onde Lara conseguiu sobreviver a muito custo e isso causou-lhe PTSD, ou traduzindo por miúdos, stress pós-traumático. Se fosse a Lara antiga, nada disto acontecia pois era um autêntico robot mas adiante. Mesmo neste estado debilitado, Lara continua a procurar respostas levando-a assim ao trabalho de pesquisa iniciado pelo seu falecido pai, na procura pela cidade perdida de Kitezh e a promessa de imortalidade (que o levou não só à ruína mas também ao suicídio). Esta trama foi escrita por Rhianna Pratchett, filha do conhecido Terry Pratchett (Discworld e outros) que assume ter sido mais difícil de escrever do que o jogo anterior devido à condição mental da protagonista e em algumas partes isso nota-se.

Parece-me um bom sítio para explorar.
Visualmente, este Rise of the Tomb Raider é sem dúvida um jogo magnífico que nos faz parar em muitos locais para apreciar o ambiente que nos rodeia, onde a variedade cénica é também vasta. Seja um templo em ruínas, um vasto vale milenar ou até mesmo um complexo industrial abandonado no meio das montanhas, este jogo proporciona-nos um ambiente fantástico e acima de tudo rico em detalhes e pequenos pormenores. As personagens e demais intervenientes na acção têm uma performance soberba em termos de animação e interacção não só uns com os outros mas também com o meio envolvente. A acção também se desenrola a um bom passo, com uma frame rate estável e sem solavancos, ainda que se tiverem uma PS4 Pro possam tirar partido da mesma em termos técnicos com maior resolução e efeitos visuais melhorados. Ainda assim, na versão normal não irão ficar nada desiludidos com a experiência.

Up, up and awaaay!
Na parte audível, optou-se pela já habitual banda sonora dinâmica que ganha enfâse nas cenas de mais acção/tensão/história, dando lugar ao som ambiente que no caso deste jogo nos facilita imenso a vida, sobretudo se tentarmos ser stealthy no decorrer da nossa aventura, podendo assim detectar o inimigo não só através dos sons que possam emitir mas também ouvir conversas que por vezes proporcionam alguma informação extra. O voice acting é excelente, a meu ver, com bons diálogos e expressões convincentes durante as conversações, bem como todo o som no geral, seja os pequenos e grandes sons da natureza que nos rodeia bem como todo o som das armas que podemos manejar. Um pormenor curioso é que este jogo foi o único que joguei até hoje na PS4 que tirou partido do altifalante que o Dualshock 4 dispõe, fazendo-me recordar dos tempos da Wii.

Ruínas subterrâneas são sempre boas de se ver.
Em termos de jogabilidade, se jogaram o reboot de 2013 vão-se sentir confortavelmente em casa com este jogo pois o esquema é praticamente o mesmo, salvo algumas novidades em termos de habilidades e combate que melhoram aquilo que já por si estava bom, na minha opinião. Lara tem agora alguns truques na manga e pode despachar as hostes inimigas de maneiras bem criativas, usando não só as suas armas e gadgets artesanais mas também o meio envolvente. Por outro lado mantém-se o mesmo esquema de ganhar experiência que pode ser usada em três skill trees: brawler, hunter e survivor, cada uma com as suas vantagens e pontos baixos, mas que nos facilitam sempre a vida em alguma altura durante o decorrer do jogo. Algo que apreciei bastante neste jogo foi o facto de ter muito mais exploração do que o anterior, em especial no que concerne ao próprio nome, Tomb Raider. É que no primeiro nome não havia assim tanta tumba para explorar e as que haviam eram demasiado pequenas. Isso agora foi corrigido e temos verdadeiros desafios a cumprir que incluem alguns puzzles bem divertidos e que nos fazem pensar um pouco, sem que nenhum se torne frustrante, por experiência própria. E se gostarem de coleccionar coisas, este jogo tem muitas para descobrir, podendo mesmo voltarem a partes anteriores no mapa mesmo depois de já as terem completado.

Não é bacon mas é parecido...
Ao completar a história, muito boa gente iria directamente para o multiplayer, algo presente em quase tudo quando é jogo hoje em dia. Mas contrariamente ao reboot de 2013, Rise of the Tomb Raider não tem um modo multiplayer por assim dizer. Existe sim o modo Expeditions, que incluí uma panóplia diversa de modos extra que nos permitem jogar novamente mas com alguns entraves em termos de dificuldade. Os modos são Chapter Replay, Chapter Replay Elite, Score Attack e Remnant Resistance, onde os primeiros dois nos permitem escolher qualquer capítulo (o Elite deixa-nos ainda usar skills e armas adquiridas previamente). O Score Attack introduz combos a tudo o que fazemos no decorrer do jogo e o Remnant Resistance permite-nos criar cenários e depois partilhar com outros jogadores. Temos ainda um modo co-op Endurance para dois jogadores levarem a sua à avante. Tudo isto culmina com o jogador a ganhar créditos que permitem comprar cartas digitais que agem como modificadores para estes modos de jogo tornando a acção mais fácil ou difícil. Estas cartas têm raridade associada sendo que as comuns são usadas apenas uma vez e as foiled podem ser usada indefinidamente. Como é de calcular isto criou... micro-transacções no jogo. Mas não precisam de gastar um chavo se forem como eu.

Nesta mansão não há zombies.
Em suma, Rise of the Tomb Raider [20 Year Celebration] é não só uma óptima edição física bem como um excelente jogo, que seguindo os passos do anterior conseguiu melhorar o sistema sem perder a sua identidade. E valeu a pena esperar por esta edição que alberga o conteúdo todo pelo que a recomendo sem reservas. E com isto temos aqui mais um JOGALHÃO DE FORÇA!

Próximo jogo: uma espécie de Metroid na 3DS.

MURRALHÕES DE FORÇA: 
 

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