26 de novembro de 2018

Xeodrifter


Quando não há capa, a gente faz!
Desenvolvido por: Renegade Kid
Publicado por: Renegade Kid
Designer(s): Jools Watsham, Matthew Gambrell
Artista: Jools Watsham
Compositor(es): Roth Sothy, Matthew Gambrell, Brian Altano
Plataforma(s): Nintendo 3DS (eShop), Nintendo Switch, Nintendo WiiU, PlayStation 4, PlayStation Vita, Steam
Lançamento: 11-12-2014 (EUA), 18-06-2015 (EU) (Nintendo 3DS)
Género: Metroidvania
Modos de jogo: Modo história para um jogador
Media: Formato Digital
Funcionalidades: Gravação de progresso no cartão SD, Compatível com modo 3D
Estado: Não se aplica
Condição: Não se aplica
Viciómetro: Acabei-o uma vez.

(Nunca mais é Verão outra vez...)

Gravar progresso? É aqui mesmo!
Se vos falar da Renegade Kid, muito provavelmente vão perguntar: "quem?" pelo simples facto de não conhecerem este pequeno e ambicioso estúdio. Infelizmente já não existe mas deixou-nos o seu pequeno legado que inclui a série Dementium (que começou por ser um pitch à Konami para ser um Silent Hill na DS), Moon, Mutant Mudds e mais uns quantos jogos de corridas menos apelativos. Ah, e claro, o jogo que trago até aqui hoje, que neste caso foi adquirido algures entre Maio e Junho de 2017 numa promo da eShop. Só não me recordo do preço mas deve ter sido coisa para ter custado abaixo dos 3 euros.


Xeodrifter é um jogo básico. Na sua base temos um Metroidvania (sim, isto é um género e como tal usa-se a expressão) que nos remete para tempos mais simples onde as limitações técnicas da época apelavam à imaginação e criatividade. A premissa é igualmente descomplicada com o nosso pequeno herói a ter problemas na sua navezita devido a uma colisão com um asteróide e a ser obrigado a fazer uma paragem, tendo assim que visitar quatro planetas que se encontram perto da sua localização de modo a poder proceder à reparação. Nada mais que isto.

Desculpe... importa-se de mover a sua casa?
Optando por um look estritamente retro, Xeodrifter aparenta ter aquele grafismo à antiga (bastante inspirado em Metroid, claro está) mas longe das limitações técnicas dessa época pois apesar dos visuais serem pixelizados, a velocidade da acção é impecável e sem quebras, bem como as animações. Além disso, os efeitos visuais saltam quase que literalmente à vista, sobretudo nesta versão 3DS que tira proveito do modo 3D proporcionando uma excelente experiência visual que em certas partes até nos favorece (já lá vamos). Fazendo uso dos dois ecrãs, o de cima é onde decorre toda a acção sendo o de baixo utilizado para mapas, armas e afins.

A parte sonora de Xeodrifter a meu ver é possivelmente o ponto mais baixo do jogo. A banda sonora não é particularmente memorável ou mesmo boa no seu todo, com temas que apesar de adequados ao ambiente em si, não me cativaram minimamente. Já os efeitos sonoros são aquilo que se espera de um jogo como todas estas características técnicas e cumprem bem o seu papel.

Tem de haver sempre um olho gigante.
Em termos de jogabilidade, a coisa processa-se de forma muito simples e de fácil habituação ainda que o movimento da nossa personagem seja muito floaty, algo que a longo prazo até se revela útil, sobretudo nos bosses. À boa maneira deste género, existe muito para explorar, com power-ups e armas para descobrir bem como alguns segredos metidos lá pelo meio mas o problema é que qualquer um dos planetas é pequeno e rapidamente se encontra tudo. O jogo tenta ainda ser não linear pelo que no início podemos começar por qualquer um dos planetas até começarmos a encontrar entraves ao nosso progresso e termos de voltar para trás até acharmos o caminho certo que nos leva ao boss e consequentemente ao power-up que necessitamos para progredir.

Gotta go fast!
Como referi mais acima, o 3D neste jogo é excelente e chega a ser útil em partes onde o jogo requer que a acção decorra num dos layers de background, ganhando assim uma dimensão extra, que é utilizada tanto em exploração como nas batalhas com os bosses. Estas a meu ver podiam ser muito melhores pois caem no erro de usarem o mesmo boss diversas vezes com padrões e ataques ligeiramente diferentes. Dá a sensação que a dada altura do seu desenvolvimento, os criadores ficaram sem ideias e isso é algo que também se reflecte um pouco na duração do jogo pois estamos a falar de um título que demora entre 2 a 4 horas a terminar, mesmo na primeira vez. Para algo deste género é quase uma ofensa a quem é fã mas hoje em dia não é o único a sofrer desse mal.

Embora seja um jogo curto que nos deixa a pedir mais, Xeodrifter é bastante divertido e tem o seu mérito, notando-se que existe aqui uma paixão por Metroid mas no final do dia apenas parece mais uma amostra de algo maior. É pena que a Renegade Kid já não esteja no activo pois com este começo podia fazer algo muito melhor nos tempos que correm, onde o género Metroidvania está mais activo do que nunca. Ainda assim, este é um JOGALHÃO DE FORÇA!

Próximo jogo: um dos melhores jogos dos últimos anos, na PS4.

MURRALHÕES DE FORÇA:
 
 

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