5 de janeiro de 2022

Lost Planet: Extreme Condition

Artwork simples mas eficaz.
Desenvolvido por: Capcom
Publicado por: Capcom
Director: Kenji Oguro
Produtor: Jun Takeuchi
Argumentista: Tomoyuki Hosokawa
Compositor(es): Akihiko Narita, Shuji Uchiyama
Motor gráfico: MT Framework
Plataforma(s): Xbox360, PC, PlayStation 3
Lançamento: 21-12-2006 (JP), 12-01-2007 (Resto do Mundo)
Género: Third Person Shooter
Modos de jogo: Modo história para um jogador, Multiplayer Online para até 16 jogadores
Funcionalidades: Instalação opcional no disco rígido com loadings mais rápidos (6.8GB), Gravação de progresso no disco rígido/Memory Card, HD 720p, 1080i, 1080p, DLC adicional, Compatível com Xbox One
Media: DVD-ROM
Estado: Completo
Condição: Muito boa, muito poucas marcas de uso
Viciómetro: Acabei-o uma vez na dificuldade Normal.

Sem autocolantes feios.
Um dos piores vícios que tenho como coleccionador de videojogos e consolas é por vezes cair na tentação daquilo que é conhecido neste universo como "double dipping" o que traduzido para uma linguagem mais comum é comprar um jogo que já tinha para outro sistema. Faço isto por diversos motivos sendo que o principal e mais compreensível é a mórbida curiosidade de poder comparar as diferentes versões a nível de performance, extras e afins. Obviamente faço isto apenas com jogos que gosto e não com toda a porcaria que é lançada até porque o orçamento para brincadeiras deste tipo é limitado. O jogo que calhou desta vez é o conhecido Lost Planet: Extreme Condition, um dos primeiros jogos que me lembro de ter visto a correr numa Xbox360 e me fez querer ter uma só para esse efeito. Mas como adoptei a consola da concorrência nessa época, tive de esperar por uma versão inferior que serviu o seu propósito, dado que alguns anos mais tarde lá arranjei a versão original. Este exemplar chegou à colecção algures entre Maio e Junho de 2021, talvez por uns 4 euros mais coisa menos coisa, estando é muito bom estado de conservação.
 

Manual e disco.
Lost Planet: Extreme Condition foi daqueles jogos que serviu para demonstrar o potencial da consola da Microsoft e aquele passo grande que se fez sentir da 6ª para a 7ª geração de consolas. Ainda que hoje seja um jogo banal e até um pouco rudimentar no seu todo, o certo é que na época causou algum impacto sobretudo pelos visuais e dimensões dos inimigos que eram (e ainda são) colossais. Visto já ter analisado a versão de PS3, não me vou alargar muito na exposição da trama passando à parte técnica que é o que interessa.

Os VS são uma comodidade.
Do ponto de vista visual, Lost Planet: Extreme Condition é daqueles jogos que ainda hoje me dá gosto observar pela dimensão de tudo aquilo que povoa o ecrã, desde as personagens, passando pelos Vital Suits (VS) e claro sem esquecer toda a variedade de Akrid desde o mais insignificante aos bosses que ocupam literalmente o ecrã inteiro. Ainda que os níveis possam parecer um pouco vazios em certas áreas e com uma geometria rudimentar pelos standards actuais, é certo que conseguem transmitir uma sensação de desolação e isolamento que outros jogos tentaram mas não conseguiram. Algo que também aprecio é o facto das personagens principais serem todas bastante distintas umas das outras, algo que se perdeu com as sequelas que se tornaram mais genéricas, onde temos modelos bastante detalhados e que ainda aguentam o teste do tempo. O mesmo posso dizer dos VS com diferentes modelos onde o design é bastante bom. Claro que o destaque vai para os inimigos, particularmente os bosses que chegam a ser verdadeiros colossos. Tudo isto é conseguido devido ao MT Framework, que a meu ver foi um dos melhores motores gráficos dessa geração, possibilitando visuais fantásticos e com uma performance bastante boa no caso deste jogo que corre a 30fps estáveis, ao contrário da versão PS3 que tinha quedas abruptas nas partes com mais acção. E com a benesse do upscale da Xbox360 que torna o jogo mais agradável à vista, pelo que a Xbox One ainda o deverá fazer melhor.

Vamos ver muita neve...
A nível audível podemos contar com uma banda sonora dinâmica, algo bastante comum nesta geração de consolas, onde durante grande parte do tempo ouvimos o som ambiente que proporciona uma atmosfera perfeita de isolamento, sobretudo porque estamos num planeta onde tudo está coberto de neve. Logo é comum ouvirmos o som desta a ser pisada, ou simplesmente a desmoronar-se devido a um bicho enorme qualquer que decidiu vir atrás de nós. Ainda assim, a componente sonora é bastante boa até porque vamos ouvir muitos tiros, explosões, grunhidos e outros sons mais mecânicos. A música por norma é ouvida nas grandes batalhas ou momentos cruciais na história.

E também vamos ver muita bicheza.
No campo da jogabilidade, Lost Planet: Extreme Condition é um daqueles jogos fáceis de pegar mas que requerem alguma habituação devido à configuração das acções no comando, que diferem um pouco dos third person mais comuns. Isto deve-se essencialmente ao facto de podermos não só disparar, correr e afins mas também usar o nosso fiel gancho para escalarmos tudo quanto dê para agarrar, algo que está fortemente na base do combate e exploração a pé. Algo que aprecio é o facto do movimento da personagem ser rígido, transmitindo uma sensação de peso à acção, algo que também é comum ao movimento e controlo dos VS. Isto torna a acção um pouco mais táctica pois a personagem não é ágil como seria de esperar no género e usar armas que são destinadas aos VS à mão pode ser um risco em certas situações. O jogo oferece diferentes níveis de dificuldade, cada um com collectibles para apanhar que se encontram em diferentes locais ao longo dos seus 11 níveis que podem se repetidos as vezes que quisermos. Mas ainda assim penso que não seja daqueles jogos que me veja a jogar novamente só para este efeito até porque para além de um achievement nada mais nos é recompensado.

De um modo geral prefiro esta versão à de PS3 pois para além de ser a original, tecnicamente é bastante superior oferecendo o mesmo conteúdo. Hoje em dia qualquer uma delas é baratíssima mas se têm as duas consolas, a versão de Xbox360 é a minha recomendação. E com tudo isto, eis-nos diante de mais um JOGALHÃO DE FORÇA!

MURRALHÕES DE FORÇA:

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