11 de outubro de 2013

Castlevania - Lords of Shadow: Mirror of Fate


Bom artwork.
Desenvolvido por: MercurySteam
Publicado por: Konami
Director: Jose Luis Márquez
Produtor: David Cox
Argumentista(s): Jose Luis Márquez, David Cox
Plataforma: Nintendo 3DS
Lançamento: 05-03-2012 (EUA), 08-03-2012 (EU), 20-03-2012 (JP)
Género: Acção, Aventura, Plataformas
Modos de jogo: Modo história para um jogador
Media: Cartão de jogo com 2GB
Funcionalidades: Gravação de progresso no cartão de jogo (2 Slots)
Estado: Completo
Condição: Impecável
Viciómetro: Acabei-o uma vez em Normal.

(E o bom tempo permanece, até ver.)

Atrás é mais texto que outra coisa.
Como manda a regra, a época do Halloween aproxima-se e como tal nada melhor do que entrar no espírito. Embora seja uma tradição americana, deve ser das poucas que gosto pelo ambiente e monstruosidades. Escolhi então um jogo alusivo ao tema que não é nada mais, nada menos do que Castlevania - Lords of Shadow: Mirror of Fate, a sequela directa do primeiro jogo que iniciou um reboot nesta já velhinha e longa saga, tão amada pelos fãs. Obviamente o dito reboot teve uma recepção mista, com uns a aplaudirem e outros tantos a dizerem raios e coriscos. A minha opinião? Leiam a análise ao primeiro jogo e ficam a saber. Quanto a este, vão já ficar a saber tudo mais abaixo. O exemplar em questão foi adquirido logo no seu lançamento, por cerca de 35 euros na Fnac do Almada Fórum. Não, não era preço de lançamento, eu é que usei um vale de desconto de 10 euros...


Cartão de jogo, manual e papelada diversa.
Castlevania - Lords of Shadow: Mirror of Fate começa por ter um nome longo pelo que ao longo desta breve exposição vou apenas referir-me ao mesmo apenas pelo subtítulo. Após os eventos do primeiro jogo, seguimos a história de Trevor Belmont, filho de Gabriel (o Belmont do jogo anterior), Simon Belmont, filho de Trevor e Alucard, o sobejamente conhecido filho de Drácula. Obviamente, os seus destinos estão todos interligados e é Simon o que tem mais destaque pois este procura desde pequeno vingar-se de Drácula, o responsável pela morte dos seus pais. O fragmento do espelho deixado pelo seu pai tem a resposta a todas as suas perguntas e vai ser crucial ao longo desta demanda.

Os Belmont sempre foram adeptos do swing.
Já se conhece o poderio gráfico da 3DS através de certos jogos como por exemplo Resident Evil Revelations (anteriormente analisado) o que nos leva a querer ver algo nesse patamar em quase todos os jogos. Mas a verdade é que são poucos os que lhe fazem jus visualmente e este Mirror of Fate fica um pouco atrás nessa corrida. Visualmente é um jogo agradável, atmosférico, com uma mística bastante característica mas não é algo que se possa considerar de topo. O grafismo 3D  apesar de bom em certas partes, noutras é menos atraente e os modelos das personagens e inimigos podiam ser bem melhores em termos de concepção. Parece que tudo precisa de ser limado nas arestas e remete-nos para uma era onde tudo era mais quadrado e bruto. Podiam ter-se esmerado neste campo e não o fizeram. Outra coisa que me fez confusão foi a utilização de algumas cutscenes em cel shading ao passo que o jogo não utiliza esta técnica no seu decorrer. Digo algumas pois outras utilizam o grafismo normal. Se calhar mais valia terem utilizado cel shading no jogo todo, na minha opinião teria ficado bem melhor. A animação é fluída q.b., sem grandes entraves na acção, que decorre toda no ecrã superior, sendo o inferior para o mapa de restantes menus. O efeito 3D é bom em certas partes mas noutras parece não surtir grande efeito, pelo que recomendo que o desliguem (faz bem tanto aos olhos quanto à bateria da consola).

Espelho meu, espelho meu...
A banda sonora num jogo da saga Castlevania é sempre algo memorável mas no caso deste Mirror of Fate parece que me passou bem ao lado pois não me recordo assim de nenhum tema em particular. A música é algo bastante importante em qualquer jogo, sobretudo numa saga deste calibre mas parece que se esqueceram disso. Algumas zonas tem faixas a condizer, outras optam pelo som ambiente mas o espírito da saga parece não estar presente. O voice-acting está bom, à semelhança do jogo anterior contando com nomes como Robert Carlyle (que volta como Gabriel/Drácula), Alec Newman (entrou na adaptação para TV de Dune) e Richard Madden (o Robb Stark de Game of Thrones). Existe contudo uma voz que me irrita particularmente, a de Simon (Alec Newman), que tem um sotaque de highlander estupidamente irritante e carregado, o que o faz parecer um grunt saído de um brawler qualquer. Fora isso, a componente sonora no geral está adequada ao jogo.

Pow! Right in the kisser!
Tal como referi inicialmente, o jogo opta por visuais 3D mas joga-se num plano 2D (aquilo a que actualmente se chama 2.5D). Para quem esperava um título como os de GBA e NDS, a desilusão poderá ser muito grande pois Mirror of Fate não partilha nada com esses jogos. A jogabilidade é parecida à de Lords of Shadow (ou  God of War se preferirem), adaptada para o plano bidimensional. Quero com isto dizer que têm dois ataques (forte e fraco), botão de defesa/parry/dodge, contando ainda com os respectivos botões de salto/recovery, arma secundária (as do costume nesta saga) e magia (que difere consoante a personagem). Os combates com os inimigos são mais um teste de timing (e por vezes paciência no que concerne a certos bosses) do que outra coisa. Podemos recorrer ao button mashing mas isso não resulta muito bem. A ideia é mesmo defender e contra-atacar com combos rápidos ou poderosos, algo que se vai desbloqueando ao longo do jogo. A nossa personagem vai evoluindo de nível, podendo também evoluir a vida e magia mas isto é bastante limitado pois o level cap é muito reduzido (nível 18 é o máximo se a memória não me falha).

A família não se entende...
A exploração do castelo e demais áreas é feita de forma parecida à dos jogos de GBA/NDS, com várias zonas e segredos por descobrir. Podemos deixar notas no mapa do ecrã táctil para mais tarde investigarmos quando tivermos os itens/magia necessários. Porém isto não prolonga assim tanto a vida deste jogo. Com três personagens jogáveis (quatro se contarmos com o prólogo onde controlamos Gabriel) o jogo deveria revelar-se grande mas não é o caso. Após termos concluído o "cenário" de uma das personagens, avançamos para o próximo capítulo sem hipótese de voltarmos atrás caso nos tenhamos esquecido de explorar o mapa a 100%, coisa que só podemos voltar a fazer depois de termos acabado o jogo, via chapter select. Também não existe grande diferença entre as personagens a não ser alguns poderes/magia e alguns combos, o que torna a experiência pouco variada em termos de combate e até puzzles. Um bocado irritante, diria eu, são os pequenos mas constantes loadings entre as salas, coisa que não era tão notória em jogos antigos. Outra coisa com a qual não me conformo é não terem incluído um boss rush mode. Será pelo facto de não serem assim tantos como nos jogos antigos? Seja como for não é desculpa, ficava bem ter este modo até porque alguns combates são divertidos (e outros são bem frustrantes). A título de curiosidade, o jogo foi desenvolvido em HD, já a pensar nas consolas caseiras e depois fizeram a passagem para a 3DS. Terá sido boa ideia? Quem sabe...

O mapa continua igual a si mesmo.
Em suma, Mirror of Fate não é bem o Castlevania portátil que a maioria dos fãs queria ver na 3DS (eu incluído). Talvez a Konami devesse continuar o excelente trabalho que tem feito ao longo dos anos neste departamento em vez de deixar a MercurySteam controlar os cavalos. Não quero com isto dizer que este estúdio tenha feito um mau trabalho, aliás, o primeiro jogo do reboot é excelente e tenho a certeza que Lords of Shadow 2 será ainda melhor mas quando se trata de 2D, por favor mantenham-se fiéis às raízes! E a portátil da Nintendo merece um jogo à altura. Konami, se houver "próxima vez" tragam algo ao estilo de SOTN. Será que recomendo este jogo aos fãs? É óbvio que sim mas esperem pela versão HD que vai sair em breve, juntamente com o Lords of Shadow, respectivos DLC's e demo do segundo jogo. E é isto, Mirror of Fate é um JOGALHÃO DE FORÇA que poderia ter sido bem melhor.

Brevemente iremos regressar a uma cidade bem conhecida. ;)

MURRALHÕES DE FORÇA:
 
 

4 comentários:

  1. Respostas
    1. Se gostas de Castlevania e não odiaste o Lords of Shadow, este até se joga bem. Agora recomendo a versão de 3DS em vez da versão HD (que parece tudo menos HD).

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    2. O problema é que é um jogo que tenta fazer sucesso na sombra de Symphony of the Night, aí não tem como não fazer comparações e diminuir o valor dele.

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    3. Dificilmente o consideraria como um produto a viver à custa do sucesso dos antigos. No meu ver, é mais algo novo e reformulado que poderá desagradar a alguns fãs da saga. Pessoalmente, até gostei do que fizeram mas não o considero um jogo indispensável.

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