22 de abril de 2009

Ronin Blade

Sangue na capa?! Ooooh!
Desenvolvido por: Konami
Publicado por: Konami
Plataforma: PlayStation
Lançamento: 31-08-1999 (EUA), 28-04-1999 (JP), Algures no final de 1999 (EU)
Género(s): Acção, Aventura, Survival Horror
Modos de jogo: Modo história para um jogador
Media: CD-ROM (650MB)
Funcionalidades: Memory Card (1-3 blocos), Compatível com Dualshock e Analógicos
Outros nomes: Soul of the Samurai (EUA)
Estado: Completo
Condição: Impecável 
Viciómetro: Acabei-o umas 4 ou 5 vezes, não há muito para descobrir depois da 2ª ronda

(Confesso que sinto uma certa preguiça na hora de escrever, mas depois até fica bem, modéstia à parte...)

Bad stickers... BAD!
Confesso que sempre tive uma forte pancada por ninjas, samurais e afins, que preenchem a ideia que temos do Japão no nosso imaginário. E por essa mesma razão quis ter este jogo, desde o primeiro dia em que li acerca do mesmo e vi algumas imagens. "Resident Evil com zombies " - pensei eu com entusiasmo e achei que era o máximo. De facto não estou longe da verdade, a experiência em jogá-lo foi boa e não me fiquei apenas por uma ronda, foram de facto várias até abrir tudo, mas adiante. O importante é que Ronin Blade faz parte da minha colecção graças à minha rica mãezinha ou talvez à minha irmã mais nova, pois uma delas ofereceu-me o dito no natal de 1999. Adoro-vos meus terrorzinhos! xD



Mas passando a assuntos mais sérios, Ronin Blade (Soul of the Samurai nos Estados Unidos) é um jogo que à partida não traz novidade nenhuma. Quem olha pela primeira vez lembra-se logo de um "Resident Evil com espadas", ideia mais tarde aproveitada e bem pela Capcom e pela excelente série Onimusha, mas no fundo é o que Ronin Blade é na PlayStation e muito do que seria Onimusha - Warlords se não tivesse sido cancelado e refeito na PS2. Como muito boa gente não conhece esta raridade passo a dar umas luzinhas.

Papelada e CD.
Começamos por escolher entre duas personagens, Hiba Kotaro, um ronin (samurai sem mestre) que regressa à sua aldeia natal e depara-se com um cenário um tanto ou nada estranho e Sekirei no Rin (ou Lin se preferirem), uma jovem kunoichi (ninja fêmea como gosto de dizer) que anda à procura do irmão. Creio que seja uma história bastante linear e cliché, até porque é inevitável os seus destinos cruzarem-se mais adiante.

Kotaro distribui fruta.
Contudo o que interessa aqui é eu opinar sobre o jogo em questão, portanto histórias à parte, Ronin Blade cumpre bem o seu papel em todos os aspectos. Os gráficos são o que se podia esperar nesta época quando se tratava de Survival Horror na PlayStation: cenários pré-renderizados com modelos 3D, bastante bonitos por sinal e ao nível dos que vimos (ou talvez não tenham visto) em Resident Evil 2. Tudo muito detalhadinho, variado e em perfeita sintonia, ao ponto de nos sentirmos mesmo numa aldeia costeira no Japão feudal. Sonoramente agradou-me, apesar de algumas músicas terem tendência para se repetirem sem se tornarem enfadonhas, felizmente. Os sons das espadas eram bastante realistas e suficientemente convincentes mas curiosamente não há voice-acting. A nível do CG, tanto de abertura com os finais, eram o que chamo de standard para altura: bonitos mas sem impressionar.


O bom filho à casa torna.
Tendo sido algo que joguei vezes sem conta, é logo sinal que tem um bom replay value (até porque é como RE2, só jogando com as duas personagens é que se tem acesso ao verdadeiro final). Também tem uma boa jogabilidade que me agradou bastante mas não foi assim desde ínicio. Ronin Blade joga-se muito como Resident Evil, mas tem inovações e manhas, ao contrário do outro. Para começar, usamos espadas e não armas de fogo logo o combate é sempre up close and personal. E é ai que podem começar os problemas. As espadas diferem todas, ora pesam mais, ora pesam menos, ora são longas, ora são curtas, enfim penso que já viram onde quero chegar. Uma espada rápida permite mais combos mas menos dano, uma espada longa basta um golpe bem dado para derrotar 3 ou quatro inimigos simultâneamente. E claro sempre temos estilos de espada, adequados ao gosto de cada um: quick draw, dual wield e o típico one sword. Neste aspecto o jogo ganhou bastantes pontos na minha consideração.

Aquele senhor é o irmão da Rin.
Por outro lado introduziu o uso de itens sem recurso ao menu (bastava carregar no circulo para usar o item seleccionado previamente no menu) e um botão de defesa que com o timing correcto dava para fazer counters devastadores. Em suma, tudo bem pensado e estruturado. De resto, a IA não prima pela inteligência (nestes tempos isto ainda estava no seu estado primitivo) e os inimigos traduzem-se em samurais possessos (adivinhem aonde RE4 foi buscar a ideia dos Ganados), ninjas com garras à la Wolverine, corvos, morcegos e os habituais bosses (incluindo o próprio Miyamoto Musashi), ora humanos, ora demoníacos. Um ponto bastante positivo a meu ver: ambas as personagens são puramente humanas, sem nada de poderes especiais e afins.

Bom, creio que ficaram com uma belíssima imagem do que este jogo pode oferecer-vos caso algum dia decidam meter as mãos nele ou, enfim, por acaso calhe o jogo aparecer-vos à frente. Não é excelente, apenas bom para quem gosta de japonesadas, zombies e coisas parecidas com Resident Evil. Mas lá está, se marca presença na minha colecção... é um JOGALHÃO DE FORÇA!

Mais, muito mais em breve!

MURRALHÕES DE FORÇA:
 

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