5 de outubro de 2009

Super Mario Bros. 3

Capa simples mas excelente!
Desenvolvido por: Nintendo R&D4
Publicado por: Nintendo
Designer(s): Shigeru Miyamoto, Takashi Tezuka
Compositor(es): Koji Kondo
Motor Gráfico: CGCAD & MMC3
Plataforma(s): Nintendo Entertainment System, PlayChoice-10 Arcade, Super Nintendo Entertainment System, Game Boy Advance, Virtual Console
Lançamento: 23-10-1988 (JP), 12-02-1990 (EUA), 29-08-1991 (EU)
Género: Plataformas
Modos de jogo: Modo história para um ou dois jogadores, modo extra para dois jogadores
Media: Cartucho de 3-megabit
Funcionalidades: Gravação de progresso, inclui o Original Mario Bros. para dois jogadores
Estado: Completo
Condição: Impecável 
Viciómetro: Acabei-o vezes sem conta na NES e na SNES.

(Não sei se repararam mas faltam alguns elementos gráficos no blog, nomeadamente os cogumelos no título de cada post. Esta lacuna deve-se única e exclusivamente ao facto da ZON ter acabado com as famosas PWP que alojavam as nossas páginas pessoais e demais ficheiros utilizados noutros sítios, como por exemplo, este blog. Obrigado ZON, amo-vos profundamente…)

O autocolante tinha de estragar.
Em 1989, tinha eu 9 anos portanto, foi-me dado a conhecer aquele a quem chamam o canalizador mais famoso do mundo, através de uma maquineta que dá pelo nome de Nintendo Entertainment System, ou resumidamente, NES. O seu aspecto mais se assemelhava ao de um mecânico ali da zona de Alfama do que propriamente a um canalizador de origem italiana que assentou alicerces nos Estados Unidos na zona de Brooklyn, famosa pelos seus portais para o Reino dos Cogumelos. Sim, em Alfama quanto muito acharia um portal para o planeta dos macacos. Seja como for, com 9 anos, o mundo dos videojogos era um universo fantástico e misterioso e o Super Mario, fosse qual fosse, era o jogo que nos fazia ser o maior da turma caso o terminássemos, visto ser um efeito inigualável! Contudo, o primeiro jogo foi vencido, o segundo apesar do aspecto completamente diferente também se jogou e finalmente em 1992 chegou-me às mãos a terceira e última entrega na NES. Nessa época, ainda só tinha os três jogos que vinham com a consola, mas já tinha jogado muitos outros, visto os meus colegas de turma partilharem o mesmo passatempo para além de partir vidros e atirar vasos do 10º andar. E foi assim que um deles, o Bucha (que por acaso também se chama Pedro) me emprestou por uma semana (que se transformou em três) o jogo que mudou a minha percepção dos jogos de plataformas. Uma semana mais tarde após estes eventos, a minha estimada mãe lá me ofereceu o dito jogo...




Saudades destes cartuchos...
Super Mario Bros. 3, o jogo que por excelência redefiniu o conceito de plataformas 2D e levou a NES a um patamar ao qual ninguém pensava que fosse possível. Mas aconteceu e foi a derradeira prova que é possível esticar a máquina para além dos seus limites, coisa que já aconteceu várias vezes depois disto e que deixou muito boa gente de boca aberta. Mas o que interessa aqui e agora é SMB3. Não é de espantar que a história se repita, pois se analisarmos bem a mesma, não há muita margem de manobra para intrigas complexas e afinal de contas é algo que se dirige a uma faixa etária jovem mas que, curiosamente, agarra qualquer um. Uma vez mais, Miyamoto-san resolveu rescrever todas as suas experiências de infância e oferecer-nos mundos de mistério e fantasia, onde os malfadados Koopas andam a fazer das suas segundo ordens do seu rei Bowser que resolveu também utilizar os seus rebentos para espalhar o terror.

Luigi açambarca o conteúdo do cofre.
E que posso eu dizer sobre este jogo? Muita coisa mesmo mas não quero massacrar ninguém e vou direitinho ao cerne da questão. Grafismo? Soberbo, do melhor que a NES pode oferecer mas não é o melhor pois há jogos que neste patamar conseguem batê-lo. Contudo, sofreu um grande upgrade em relação aos anteriores. A palete de cores aumentou, não se nota tanto flickering quando deslocamos a personagem (coisa típica quando os jogos de NES eram programados às três pancadas) e é tudo bem fluído no geral. Sonoramente é capaz, na minha opinião, de ser o melhor jogo de NES. A música e os efeitos sonoros são simplesmente perfeitos ao ponto de terem sido aproveitados para a série de TV. Mas onde SMB3 atinge o seu auge é na jogabilidade e no design de níveis. Mário pode agora para além de correr e nadar, também, voar graças à Magic Leaf. Foi uma das grandes novidades que proporcionou ainda mais a exploração de cada nível à procura do mais ínfimo segredo. Para além disto, ganhou ainda uma panóplia de novas maneiras de derrotar os seus inimigos e novos itens que o permitem transformar num guaxinim com tendências de Homem-Estátua, num sapo que aumenta grandiosamente a sua habilidade para nadar e… num Irmão Martelo, o sonho molhado de qualquer jogador de SMB!

Clash of the Titans - Mario Edition.
Os níveis em si, estão muito além do que já tínhamos visto anteriormente uma vez que deixaram de ser lineares para passarem a ter uma complexidade mais característica dos jogos de plataformas actuais. Agora é possível ver diversos objectos e partes do cenário em diagonal, cair para trás do cenário (isto tem truque…) e até mesmo inimigos gigantescos! Para além disto, foi introduzido um mapa para cada mundo que exploramos, com os níveis, fortalezas e demais localizações (nomeadamente mini jogos) que nos permitem escolher a melhor rota a tomar até ao castelo desse reino.


O mapa do 1º mundo.
Em suma, muitas modificações, todas para melhor e que fazem de SMB3 um jogo a considerar mesmo nos dias de hoje para quem gosta de plataformas ou simplesmente é fã do Mario. Escusado será dizer que o podem adquirir através da vossa Wii, caso tenham uma, por uns míseros 500 Nintendo Points (5 euros, vá lá). E eu tendo o original, como novo… é um JOGALHÃO DE FORÇA!

Mais palavreado e jogatana para breve, ainda tenho de decidir qual será o próximo. :)

MURRALHÕES DE FORÇA: 
 

Sem comentários:

Publicar um comentário