13 de julho de 2018

Project X Zone 2

Eix, tanta gente!
Desenvolvido por: Monolith Soft
Publicado por: Bandai Namco Entertainment
Director: Soichiro Morizumi
Produtor: Koji Ishitani
Designer: Atsushi Minayama
Argumentista: Soichiro Morizumi
Plataforma: Nintendo 3DS
Lançamento: 12-11-2015 (JP), 12-02-2016 (EU), 16-02-2016 (EUA)
Género: Tactical Role Playing Game
Modos de jogo: Modo história para um jogador
Funcionalidades: Gravação de progresso no cartão de jogo, Compatível com modo 3D
Outros nomes: Project X Zone 2: Brave New World (プロジェクト クロスゾーン2:ブレイブニューワールド) (JP)
Estado: Completo
Condição: Impecável
Viciómetro: Acabei-o uma vez com mais de 55 horas de jogo. Uma segunda ronda seguir-se-á um dia destes.

(Verão? Onde?)

Atrás podia ser mais composto...
Para quem é leitor habitual aqui do blog, já sabe certamente que o seu autor de vez em quando deixa passar alguns jogos ao lado. É um mau hábito, eu sei, mas vou tentando colmatar a coisa o melhor que posso. Um desses casos prende-se com a série Project X Zone que inicialmente não me suscitou muito interesse devido ao género de jogo que é e também muito por culpa da demo do primeiro jogo, que não me cativou o suficiente (ou melhor, eu não percebi peva do sistema de combate e não me esforcei por fazê-lo). Algum tempo mais tarde, anunciam a sequela, para meu espanto, e deitam cá para fora a demo da mesma, pelo que prontamente decidi dar uma nova oportunidade. E fiquei desde logo agarrado aquilo ao ponto de a terminar várias vezes e ficar sem mais tentativas (sim, a maior parte das demos de 3DS têm limite de utilizações... cenas à Nintendo). Ora quando o jogo saiu, fiz questão de o comprar no lançamento, muito a medo de não o voltar a encontrar nas lojas, como aconteceu com o primeiro que ainda não consegui arranjar. Isto foi em Fevereiro de 2016 ao preço normal de 40 euros.


Papelada e cartão de jogo.
Project X Zone 2 continua, ao que me parece, a história do primeiro jogo que já de si é uma confusão tremenda mas que como base tem o mesmo de sempre: os mauzões de serviço com um plano para conquistarem tudo e todos. Esta mesma história é uma homenagem ao jogo que começou tudo na PS2, Namco X Capcom, apenas lançado no Japão e cujo PxZ é uma sequela espiritual do mesmo. Esmiuçando a coisa, as nossas personagens principais, Reiji Arisu e Xiaomu, são dois agentes da Shinra (não, não tem nada a ver com o conglomerado de FFVII), uma agência governamental que se dedica ao estudo (e combate) do paranormal, sobrenatural, monstros e afins. Do outro lado, existe uma agência rival, a Ouma, que faz exactamente o mesmo mas com fins nefastos contando também com os seus agentes. De repente, Shibuya é palco da aparição de portais que trazem pessoas e seres de outros mundos provocando o caos e sendo desculpa para misturar personagens e inimigos de vários franchises bem conhecidos do público em geral.

Os dois agentes de serviço.
Considerando o hardware da 3DS, PxZ2 é um jogo que não puxa muito pelos galões mas cumpre na sua promessa. Os cenários isométricos optam pela utilização de modelos poligonais, que nos permitem rodar os mesmos bem como fazer zoom in e zoom out de modo a ver melhor a acção, onde o detalhe é bastante decente e nos fazem reconhecer de imediato as localizações. Por outro lado, as personagens e inimigos são todas sprites bastante detalhados com excelentes animações, sobretudo durante os combates que são visualizados numa perspectiva 2D com se de um fighter se tratasse. A única diferença é que é por turnos. Os efeitos visuais são também algo a ter em conta pois com a quantidade de acção que se passa no ecrã é incrível como a consola não pega fogo. A certa altura há tanto sprite no ecrã que chega a ser difícil seguir o que se passa no meio de tanta coisa, sobretudo quando mete scalling ao barulho e vemos personagens a encolher ou a crescer de tamanho. As cutscenes, ou parte delas, optam por segmentos animados de excelente qualidade com o esperado estilo anime pois não vejo outro estilo funcionar neste jogo. Ah, e o efeito 3D é muito bom para quem aprecia isso.

Em Shibuya aparece de tudo.
A música em PxZ2 é um gigante aglomerado de temas de vários jogos, alguns mais conhecidos do que outros dando assim uma extensa lista de faixas. E algumas destas são certamente bem memoráveis pois são retiradas de jogos mais recentes bem como outras que trazem de novo à ribalta os clássicos de sempre. Os efeitos sonoros são mais do que muitos, desde tiros, murros, explosões, grunhidos, é mesmo à escolha do freguês, por assim dizer. E claro, convém não esquecer o voice acting que é todo ele em japonês e muito bem conseguido, com bastantes diálogos completamente falados e outros tantos apenas em texto. E sim, há muito texto para ler para além daquilo que se pode ouvir.

A Sega está em todo o lado.
O melhor de PxZ2 é sem sombra de dúvida a mecânica de jogo criada em torno da sua base de Tactical RPG, com algumas nuances bastante especiais. Durante o nosso turno podemos mover as nossas unidades consoante um certo número de atenuantes e habilidades específicas de cada uma. Para além disto, podemos ainda utilizar habilidades e itens com os mais diversos fins e atributos. O combate, que se passa num plano 2D muito característico dos fighters, é onde a toscaria começa. Basicamente temos três turnos para infligir o máximo de dano no inimigo e isso passa pelas habilidades da nossa unidade, composta por duas personagens. É aqui que entra o timing entre ataques e é isto que temos de dominar para tirarmos o máximo de vantagem. Certos ataques atiram o inimigo para a frente, outros para o ar e antes que ele toque no chão, temos de atacar novamente, com o timing certo para manter o combo e assim não perdermos os modifiers como critical hits, multipliers de dano e afins.

Segata Sanshiro a espalhar o amor.
É certo que no nosso turno podemos matar um inimigo ou até boss com um ataque continuo e perfeito. Para nos ajudar nesta demanda existem ainda as unidades de Assist, que são apenas uma por equipa e que têm ataques devastadores que complementam os da nossa unidade e podem ser usados a meio de um combo ou mesmo para iniciar um novo. Como se não bastasse, temos uma barra que vamos enchendo no meio de tanto ataque e nos permite desfrutar de um daqueles Specials que enchem o ecrã inteiro e cujo o efeito no inimigo pode ser devastador. Em termos de progressão, a história desenrola-se ao longo de mais de 50 capítulos, onde em cada um deles aparecem inimigos e bosses, pelo que nunca são apenas os que se revelam inicialmente e por vezes quando pensamos ter chegado ao fim somos bombardeados com mais N unidades inimigas. Isto pode ser tanto divertido como frustrante, dependendo do nosso nível e equipamento e considerando que só se grava o progresso depois de concluir o capítulo onde estamos (existem saves temporários em qualquer altura mas são isso mesmo, temporários).

Está um calor esquisito.
Como bom RPG vamos subindo de nível, comprando equipamento e desbloqueando novos ataques para todas as personagens, embora o jogo seja suficientemente balançado visto não dar para fazer grinding. E personagens é algo que neste jogo é uma verdadeira loucura pois temos gente de jogos como Shenmue, Yakuza, Street Fighter, DMC, Shinobi, Strider, .hack//G.U., Sakura Wars, Ace Attorney, Darkstalkers, Xenoblade Chronicles, Fire Emblem, Mega Man X, Streets of Rage, God Eater, Soul Calibur, Tekken, Virtua Fighter, Tales of Vesperia, entre muitos outros. Até o famoso Segata Sanshiro, mais conhecido pela sua devoção à Sega Saturn aparece para incutir essa paixão em todos os que se cruzem no seu caminho. E é esta mistura que torna este jogo tão especial e divertido, não só pela acção estapafúrdia mas em particular pela interacção entre as personagens de universos tão diferentes que resulta em diálogos cómicos e bem construídos. E alguns deles até bem marotos, sobretudo nesta nossa versão ocidental. E acreditem quando vos digo, que destas 55 horas, metade foram a ler diálogos.

Fala-se desde sempre numa possível sequela, um PxZ3 mas até agora não se sabe de nada. Interesse existe, até porque algumas coisas não foram introduzidas no 2, tais como Bayonetta um pouco por casmurrice de Hideki Kamiya que achou que não era o momento certo de um Dante Vs. Bayonetta e depois de ver e jogar, arrependeu-se. Quem sabe, um dia destes. Quanto a este Project X Zone 2, é um jogo que recomendo vivamente a todos os que têm uma 3DS pois é sem dúvida um must have e claro, um verdadeiro JOGALHÃO DE FORÇA! E agora tenho de arranjar o primeiro jogo...

Próximo jogo: tiros, stealth e caçar nazis, na PS4!

MURRALHÕES DE FORÇA: 
 

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