12 de setembro de 2011

Castlevania - Lords of Shadow

Já não é a Ayami que desenha...
Desenvolvido por: MercurySteam, Kojima Productions
Publicado por: Konami
Director: Enric Álvarez
Produtor(es): Jose Raluy, Dave Cox
Artista(s): Juan Antonio Alcázar, Jose Luis Vaello
Argumentista(s): Enric Álvarez, Dave Cox, Eddie Deighton, Jon Sloan, Enrique Ventura, Luis Miguel Quijada
Compositor: Óscar Araujo
Plataforma: PlayStation 3, Xbox360
Lançamento: 05-10-2010 (EUA), 07-10-2010 (EU), 16-12-2010 (JP)
Género(s): Acção, Aventura, Hack 'n Slash
Modos de jogo: Modo história para um jogador
Media: Blu-Ray Dual Layer (50GB)
Funcionalidades: Gravação de progresso no disco rígido (435KB), Compatível com Função de Vibração, HD 720p, DLC adicional
Estado: Completo
Condição: Impecável
Viciómetro: Acabei-o quatro vezes. Platina garantida!

(Depois deste faltam apenas doze jogos! Isto sem contar com os que ainda não joguei e os que estão para vir...)

Dark hero, gosto disso.
Muitas séries que seguimos desde sempre ainda hoje prevalecem nas consolas actuais mas muitas delas viram-se alvos de reboots. Passando a explicar o termo que para muitos não deixa de ser um termo informático que traduz a acção de reiniciarmos a máquina, um reboot numa série de videojogos consiste quase no mesmo, ou seja, voltar ao inicio, à estaca zero e começar tudo de novo segundo uma nova abordagem. Actualmente está-se a apostar muito nisto em várias sagas bem nossas conhecidas, sendo que em certos casos tem sido um verdadeiro sucesso. A meu ver é um excelente jogada até porque algumas histórias já não têm mais nada a oferecer e quanto mais se esgravata, pior a coisa fica daí que voltar atrás e fazer as coisas de maneira diferente é a melhor opção. O jogo que aqui trago hoje é um bom exemplo disto que acabei de escrever. Este exemplar foi adquirido numa loja online, como é costume, por cerca de 20 euros, algures no ano corrente.


Inlay, manual e disco.
Castlevania - Lords of Shadow é o primeiro jogo desta longa e tentacular saga, a ser lançado na PS3 e Xbox360, se ignorarmos os relançamentos de outros jogos antigos, que a meu ver não contam. Não pretendendo saturar a extensa trama nem ser apenas mais um jogo, apostou-se e começar tudo de novo. A história começa no ano de 1047, onde a aliança que a Terra tinha com o Céu é quebrada pelos Lords of Shadow, dando origem a que as almas dos mortos não partam e a terra comece a morrer lentamente, onde imensas criaturas demoníacas começam a aparecer e a atacar os vivos. Gabriel Belmont aparece no meio disto tudo como um membro da Brotherhood of Light, um grupo de elite composto por cavaleiros sagrados que protegem o povo destas nefastas criaturas. Mas o seu propósito toma forma quando a sua mulher, Marie é assassinada por uma destas criaturas, fazendo com que a sua alma fique presa no limbo. Assim Gabriel vai ter de percorrer esta terra em decadência, atrás dos Lords of Shadow que detêm as peças das God e Devil Masks, que lhe permitiram ressuscitar a sua amada Marie.  Mas muito mais irá descobrir nesta demanda...

Abriu a temporada de caça ao lobo.
E que dizer deste novo Castlevania em termos visuais? Espantoso! Desde o primeiro nível até ao apoteótico final, graficamente é um jogo bonito, com uma variedade cénica muitíssimo boa e acima de tudo extremamente detalhada, conseguindo obter um ambiente fabuloso durante toda a duração do jogo. Desde florestas, montanhas, castelos, aldeias e outras localizações não menos interessantes, Lords of Shadow consegue transmitir toda a mística da saga sem perder pitada. As personagens são também um dos pontos fortes, com imensos pormenores e animadas de forma precisa, bem como os inimigos que aparecem em todas as formas, raças e tamanhos. A acção é rápida e sempre fluída sem qualquer espécie de males menores. Como é de calcular não existem cutscenes em CG pois o motor de jogo trata do assunto da melhor forma possível, com excelentes partes cinemáticas que não deixam de ser jogo devido aos QTE's.

Não, não é um dos colossos.
Sonoramente, Lords of Shadow é um luxo. A começar pela banda sonora, com alguns temas originais e outros tantos já nossos conhecidos, agora remisturados para nos proporcionarem não só alguma nostalgia mas também um ambiente de jogo incrível. Onde realmente o jogo brilha é no elenco escolhido para o voice-acting, que  incluí nomes como Robert Carlyle, que dá voz a Gabriel e Sir Patrick Stewart que empresta o seu talento a Zobek, companheiro de Gabriel nesta demanda. Os diálogos são muito bons, notando-se que os actores realmente se entregaram às personagens, com muita história para ser ouvida com atenção. Curiosamente foi oferecido o papel de Zobek a Gerard Butler mas este recusou por não estar disponível.

Escaladas, vamos fazer imensas.
Chegados à jogabilidade, notamos que existem muito poucas semelhanças com outros Castlevania's a 3D, nomeadamente os de PS2. Contudo as semelhanças com God of War e Ninja Gaiden são evidentes. Isto provocou um misto de reacções entre os fãs, com uns a gostar e outros a chamarem-lhe clone. A meu ver foi uma boa mudança pois o carisma e o espírito da saga permanecem no jogo. Realmente o jogo é muito parecido com God of War em termos de mecânica, com ataques normais e fortes, esquivas, saltos e itens secundários para ajudar à festa. Gabriel pode ainda usar dois tipos de magia, Light e Dark, consoante os inimigos que enfrenta e as situações. Invariavelmente podemos fazer upgrade a todo o nosso equipamento, bem como aos nossos ataques, tornando o nosso Cross Whip mais versátil, uma vez que o utilizamos para quase tudo neste jogo. Tal como outros do género, existe muita exploração para fazer bem como algum backtracking depois de adquirirmos alguns itens e habilidades. Os puzzles fazem também parte desta equação para podermos progredir, com alguns bem interessantes, especialmente lá mais para a frente. O combate assenta muito nos combos e na defesa, podendo o jogador optar por ser mais agressivo ou mais defensivo, sendo que a segunda opção é a mais indicada. Onde realmente acho que o jogo está em altas é nos combates contra os bosses, que se traduzem tanto em combates altamente frenéticos, algo reminiscentes de Ninja Gaiden, como em épicas lutas à la Shadow of Colossus, onde temos de trepar pelos bosses, atingindo-os em pontos específicos para os mandar abaixo. Alguns destes combates são autênticos puzzles, a meu ver.

Antes do combate, um diálogo amigável.
Muitos fãs podem ter ficado desiludidos com este jogo mas na minha mais sincera opinião, não creio que essas pessoas sejam verdadeiros fãs da saga. Este reboot é uma excelente maneira de recomeçar as coisas, aproveitando muito do lore de Castlevania, algo que podemos constatar ao longo do jogo, através dos cenários, das personagens, dos diálogos e para quem jogou todos ou quase todos os jogos antigos, parecendo que não, isto conta para algo e é sinal que houve cuidado nesta nova abordagem. Ou não fosse Hideo Kojima ter dado uma ajudinha. Só existe um senão no meio disto tudo. Se quisermos saber realmente como é que aquele final se deu, temos de investir mais uns trocos nos dois capítulos extra Reverie e Ressurection. Algo que irei fazer futuramente, se não sair uma GOTY com tudo.

Depois desta abordagem não restam dúvidas em relação a este jogo. Se têm uma PS3 ou Xbox360, façam o favor de abrilhantar a vossa colecção com esta excelente aventura pois vale cada cêntimo do vosso dinheiro e cada segundo do vosso tempo. E claro, é um JOGALHÃO DE FORÇA!

Amanhã vou trazer a maior toscaria que vi num jogo de pancada em toda a minha vida! :)

MURRALHÕES DE FORÇA:
 

1 comentário:

  1. Sempre gostei mais dos "Metroidvania" e, tirando os da N64 ainda não me estreei nos Castlevania 3D. Apesar das piscadelas de olho a God of War, sempre achei este jogo muito bonito, um dia que compre uma PS360 ficará na minha wishlist concerteza. Agora o que não gosto (e não sabia) é do facto de este jogo ser um reboot. Não gosto de reboots, seja no que for, sempre achei que fosse deitar vários anos de história, trabalho, etc, no lixo.

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