19 de setembro de 2011

Gungrave

O fundo podia estar mais composto.
Desenvolvido por: Red Entertainment
Publicado por: Sega
Designer: Yasuhiro Nightow, Kosuke Fujishima
Compositor: Tsuneo Imahori
Plataforma: PlayStation 2
Lançamento: 17-07-2002 (JP), 16-09-2002 (EUA), 29-11-2002 (EU)
Género: Third Person Shooter
Modos de jogo: Modo história para um jogador
Media: DVD-ROM (4.7GB)
Funcionalidades: Gravação de progresso no Memory Card (80KB mínimo), Compatível com controlo analógico: apenas joysticks, Compatível com Função de Vibração
Estado: Completo
Condição: Impecável
Viciómetro: Acabei-o muitas vezes.

(Mais um joguito a caminho.)

Anime e videojogos andam de mãos dadas. Este é um dado mais do que adquirido, desde há muito e que em certos casos combina bastante bem. No caso do jogo que aqui trago hoje, curiosamente o anime só saiu mais tarde, colmatando uma lacuna que o jogo criou e que os fãs gostariam de ver preenchida. E assim foi feita a nossa vontade. Mas o que interessa por agora é o jogo em questão, que me foi oferecido por amigos, no meu aniversário em 2003. Bom presente e boa escolha! É o que dá termos gostos parecidos.


Autocolantes horrorosos!
Gungrave é daqueles jogos óptimos para se jogar depois de um dia stressante, caso ainda haja paciência para pegar no comando. Isto deve-se simplesmente ao facto de ser um anti stress natural pois podemos destruir tudo, despejando assim a raiva acumulada e evitando fazê-lo em alguém. Mas indo directamente a factos concretos, a história gira em torno de Brandon Heat, aqui conhecido por Beyond The Grave ou apenas Grave. Este senhor fazia parte de uma organização chamada Millennion, que geria tudo o que era crime e afins numa remota cidade desconhecida. Brandon era um simples "moço de recados" que foi subindo a pulso juntamente com o seu amigo Harry Macdowell. A dada altura e chegados ao topo, Harry decide que Brandon está a mais e enfia-lhe uns quantos balázios terminando assim com a vida dele. Mas Brandon não morreu e agora jura vingar-se do homem que o traiu.

Manual, papelada e disco.
Uma das coisas que mais salta à vista e que me agradou neste jogo foi a parte gráfica. Os visuais em cel shading, com muito anime à mistura, devem-se essencialmente a dois nomes bastante conhecidos neste meio, Yasuhiro Nightow, conhecido pelo seu trabalho em Trigun e Kosuke Fujishima, o autor de Ah! Megami~sama (Ah! My Goddess!). O trabalho de Nightow é visivelmente notório, pois Grave dá ares a Vash, de certo modo, quando muito não seja pelas armas. Há quem compare a Hellsing também, não deixando de ser semelhante. Mas numa vertente mais técnica, visualmente Gungrave é um bonito jogo, com um grafismo simples mas eficaz e variado, sobretudo em termos de cenários e ambiente, que vão desde ruas, restaurantes, um bairro chinês, arranha-céus, docas e outros tantos, qualquer um deles destrutível na sua grande maioria. As personagens estão também elas bastante decentes, ainda que isto se aplique apenas às principais e bosses, pois a raia miúda está menos detalhada do que os demais. Partes da história são contadas através de cutscenes que fazem uso do motor de jogo, dando-lhe um aspecto muito anime e mantendo tudo muito dentro da onda.

É mesmo isso que vamos fazer!
Se há coisa que gosto neste jogo em particular é a música. Desde a música da intro até ao final, a banda sonora deste jogo é excelente, com uma batida muito jazz e o toque pessoal de Tsuneo Imahori, responsável também não só pela banda sonora da série mas também pela sua participação em Trigun e Cowboy Bebop, citando apenas alguns exemplos. O som é caótico, no bom sentido, pois durante 99% do tempo só ouvimos "tiros de canhão", explosões e gritos. Uma das coisas que mais apreciei foi mesmo terem mantido o voice-acting japonês, adicionando legendas em inglês, o que torna este jogo ainda melhor em todos os aspectos. Haja alguém que pense neste mundo.

Tudo isto é para destruir!
E o que dizer da jogabilidade de Gungrave? Mais uma vez, caótica, no bom sentido. O controlo de Grave pode parecer um bocado preso mas com prática rapidamente se começa a onda de vingança e destruição. Grave pode correr, mergulhar em todas as direcções para escapar ao fogo inimigo e claro, disparar sobre tudo e todos. As suas armas principais são as Cerberus, duas pistolas idênticas com um poder de fogo absurdo. Em adição, podemos realizar ataques físicos com o caixão que Grave carrega às costas e onde tem o seu arsenal especial, que se traduz nos Demolition Shots. Estes vão sendo ganhos à medida que derrotamos bosses e vamos progredindo, podendo ser usados um certo número de vezes. Contudo só podemos usar um tipo de cada vez, pelo que devemos seleccionar o nosso favorito. São todos bons e bonitos de serem vistos, pois as cutscenes são brutais. O jogo em si é bastante linear e pequeno, contando apenas com seis níveis mas a diversão é imensa, especialmente nas lutas contra os bosses e no geral quando temos hordas de inimigos a correr para cima de nós e podemos não só rebentar com eles mas com tudo o que os rodeia. Aqui podemos ir à doida, recriando até cenas de filmes como Desperado ou séries como Trigun, visto o jogo ter sido inspirado em tais obras.

Grave em plena acrobacia.
Como tinha referido acima, a série veio colmatar a falta de história, contando assim a vida de Brandon antes deste jogo, algo que recomendo verem se tiverem intenções de vir a jogar. A seguir deste, seguiu-se Gungrave - Overdose, que se passa dois anos após estes eventos mas infelizmente ainda não consegui jogar-lhe as mãos e ando à procura de um bom negócio. A ver vamos se consigo. Penso que não é preciso dizer muito mais acerca deste excelente festival de destruição pois é sem sombra de dúvida, um JOGALHÃO DE FORÇA!

Amanhã trago um jogo "repetido" na Sega Saturn. :)

MURRALHÕES DE FORÇA:
 

2 comentários:

  1. Grande Pedro. Este é um jogo que está na fila para entrar na minha coleção. Já estou de olho a algum tempo esperando apenas um preço justo para comprá-lo. Abs!

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  2. Este é daqueles jogos que desde cedo me interessou por ter o cunho da Sega, pouco tempo depois de a mesma se dedicar apenas a software. Está na minha wishlist (bem como a sequela). Em relação ao voice acting, em vários jogos da Sega (embora este seja apenas publicado pela mesma) são disponibilizados o voice acting quer em Japonês quer em Inglês, com as respectivas legendas.

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