22 de maio de 2016

Echo Night Beyond

Spooky cover art!
Desenvolvido por: From Software 
Publicado por: From Software (JP), Agetec (EUA), Indie Games (EU)
Produtor: Toshifumi Nabeshima
Compositor(es): Tsukasa Saito, Kouichi Suenaga
Plataforma: PlayStation 2
Lançamento: 22-01-2004 (JP), 27-07-2004 (EUA), 26-08-2005 (EU)
Género: Survival Horror
Modos de jogo: Modo história para um jogador
Media: DVD-ROM (4.7GB)
Funcionalidades: Gravação de progresso no Memory Card (80KB mínimo), Compatível com controlo analógico: apenas joysticks, Compatível com função de vibração
Outros nomes: Nebula: Echo Night (エコーナイト Nebyura Ekō Naito) (JP)
Estado: Completo
Condição: Impecável
Viciómetro: Acabei-o uma vez mas de forma a ver os diferentes finais.

(Parece que o bom tempo veio para ficar, assim o espero!)

Not so spooky back...
Desde sempre que um dos princípios fundamentais do JDF é não só divulgar a minha colecção mas também fornecer informação pertinente acerca dos jogos que a compõem. Ora, essa informação vai-se adquirindo seja na internet ou mesmo através de conversa com amigos e pessoal que está dentro do meio. Assim lá se vão descobrindo alguns jogos obscuros que por qualquer outro motivo não constavam ainda na lista e parece que essa tendência veio para ficar. Esta pequena introdução serve para apresentar o jogo que trago até aqui hoje e que desconhecia por completo. Numa conversa com o Ivo Leitão do Green Hills Zone, lá fiquei a saber da existência não só do jogo como também da série em questão e como se isso não bastasse, ele próprio conseguiu-me este exemplar usado mas em excelentes condições algures entre Novembro/Dezembro de 2014 por cerca de 2 euros e qualquer coisa. Como se diz na gíria: props para o bro!


Manual e DVD.
Echo Night Beyond é um daqueles jogos que só mesmo quem se interessa a sério por esta coisa dos jogos conhece. E porquê? É um título obscuro que surgiu quase no final de vida da PS2, pelo menos na Europa e que faz parte de uma saga que começou na primeira consola da Sony embora não exista ligação directa entre os jogos. Embora a história não seja de todo apelativa, é no mínimo caricata. Num futuro não muito distante, a nossa personagem recém-casada decide passar a sua lua de mel na lua só porque sim mas as coisas não correm lá muito bem e a nave despenha-se antes de chegarem ao resort. Mas como seria de esperar, a nossa personagem sobrevive e encontra-se numa estação espacial onde não existe vivalma. Cabe-nos a nós descobrir o que realmente se passa (ou passou) por aquelas bandas.

Querida, isto vai ser mesmo para sempre.
Não sendo um dos jogos mais luxuosos a nível visual que vi na PlayStation 2, Echo Night Beyond consegue ser minimamente interessante. Estando longe de qualquer um dos jogos de topo nesta época, o grafismo é bastante minimalista e repetitivo um pouco devido à própria localização da aventura. Os corredores da estação rapidamente se tornam enfadonhos com pouca variedade cénica mesmo quando temos de caminhar sobre o solo lunar. Ainda assim, é visualmente funcional e até mesmo atmosférico q.b. para proporcionar uma experiência agradável. As cutscenes em CG dão um ar cinemático à coisa em geral mas a qualidade das mesmas também não é nada que fique na memória.

Será boa ideia ir atrás dela?
Mantendo-se fiel ao género, Echo Night Beyond prima por ter uma componente sonora bastante sólida, optando pelo som ambiente durante a maioria do tempo o que ajuda imenso a manter a atmosfera e tensão que o jogo pretende transmitir. Por outro lado, a banda sonora também ajuda neste campo, com algumas faixas nos momentos chave (e durante as cutscenes) que não se afastam deste conceito. Já o voice-acting é mediano mesmo não sendo abundante com algumas performances melhores do que outras mas que no seu todo não deixam saudades. Uma coisa é certa, quando é para assustar, certamente os mais impressionáveis são capazes de sentir um arrepio devido à utilização do som.

Hora de saltar! E frustrar...
Como survival horror que é, Echo Night Beyond distingue-se de muitos outros pelo facto de não existirem armas de espécie alguma. Para sobreviver é preciso sermos inteligentes e resolver alguns puzzles que nos permitem evitar confrontos com os únicos inimigos do jogo: fantasmas. Exacto, nada mais do que isto. Alguns deles são pacíficos mas os restantes são hostis e apenas pretendem uma coisa: provocarem-nos um ataque de coração. Não existe energia, nem power-ups, apenas um pequeno indicador ECG que nos permite ver o nosso nível de stress. Se atingir um certo valor, kaput! Para nos acalmarmos, basta recuar, fugir do sítio onde estão os malvados dos fantasmas e aos poucos voltamos à pasmaceira. Obviamente é necessário converter estes tipos em fantasmas bonzinhos e com informação pertinente pelo que existem sistema de ventilação que permitem sugar a névoa que os torna maus. Pois, é um conceito estranho mas é assim que o jogo funciona.

Há quem prefira ir às cavalitas.
Ao longo da trama vamos encontrando salas que nos permitem ver as câmaras de vigilância para detectarmos fantasmas em certos locais, bem como gravar o nosso progresso. Ao nos embrenharmos na história mais a fundo, alguns fantasmas dão-nos side quests que podemos ou não concluir mas é do nosso interesse que o façamos até porque estas têm influência na história. Algumas resumem-se a fetch quests mas outras são mais interessantes. O controlo da personagem é bastante fluído e tratando-se de um jogo na primeira pessoa não existem entraves ao mesmo, tudo é de fácil aprendizagem. Contudo existe uma falha que certamente não serei o único a apontar. Saltar neste jogo é horrível! E embora se pense que é um mal menor, o problema é que existem secções da estação em que temos de andar a fazer platforming, algo que em jogos na primeira pessoa não é bem visto pela maioria das pessoas, eu incluído. A frustração aumenta quando estes saltos nos conduzem à nossa morte invariavelmente e depois temos de retomar desde o último save point. Com prática vai-se lá mas é uma tarefa para os mais pacientes apenas. Será que é uma espécie de prequela ao "You Died" da série Souls?

Perdão amigo, viu a minha mulher?
Echo Night Beyond pode não ser uma grande surpresa mas é um jogo interessante, produzido pela From Software bem antes de serem conhecidos pela série Souls. Aliás, atrevo-me a dizer que muitos só os conhecem por isso e nem imaginam que fizeram títulos como Armored Core. Por outro lado é um jogo a ter na colecção se forem fãs do género, embora nos dias que correm o mesmo tenha atingido preços estupidamente exorbitantes seja novo ou usado. Cheguei a ver isto a 50/80 euros novo e "selado" tanto no eBay como nos OLX'zes bem como usado em lojas por 30! Isto é absurdo e não se deixem enganar pois por cá existem bastante exemplares do jogo e podem arranjar-se baratíssimos. E com tudo isto, estamos perante um JOGALHÃO DE FORÇA!

Próximo jogo: ninjas na PS2!

MURRALHÕES DE FORÇA:
 
 

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