24 de setembro de 2018

DooM [UAC Pack]

Capa genérica como tudo...
Desenvolvido por: idSoftware
Publicado por: Bethesda Softworks
Director(es): Marty Stratton, Hugo Martin
Produtor: Timothy Bell
Designer: Jason O'Connell
Artista: Hugo Martin
Argumentista: Adam Gascoine
Compositor: Mick Gordon
Motor gráfico: id Tech 6
Plataforma(s): PlayStation 4, XboxOne, PC, Nintendo Switch
Lançamento: 13-05-2016 (Lançamento Mundial)
Género: First Person Shooter
Modos de jogo: Modo história para um jogador, Multiplayer online para até 12 jogadores
Media: Blu-Ray
Funcionalidades: Instalação obrigatória no disco rígido (~100GB com updates), Gravação de progresso no disco rígido, Compatível com função de vibração do DualShock4, HD 720p, 1080i, 1080p, Funcionalidades de rede, Suporte Remote Play com PSVita
Estado: Completo
Condição: Impecável 
Viciómetro: Acabei-o uma vez em Normal. Pode ser que volte novamente daqui a uns tempos.

(O Outono está aí mas o calor persiste...)

Façam o que ali diz.
Hoje em dia, com a quantidade de jogos que existe no mercado, é difícil por vezes fazer uma escolha informada acerca de qual devemos comprar. Mesmo com toda a informação disponível nos mais variados meios, a oferta é tanta que muitos de nós se perde na hora de escolher um jogo, por mais simples que isso possa parecer. Mas no passado era bem pior, sendo que apenas o word-of-mouth e as revistas eram os métodos mais comuns e menos fiáveis de o fazer. Mas há jogos que ultrapassam tudo isso e somente o seu nome é sinónimo de qualidade, de clássico intemporal ou de outra coisa qualquer, se for caso disso. O jogo que trago até aqui hoje encaixa-se neste contexto pela sua fama, pela sua controvérsia mas acima de tudo pelo divertimento que proporcionou a tanta gente por esse mundo fora. Este exemplar aterrou no JDF algures entre Julho e Agosto de 2016, por cerca de 30 euros, oriundo de uma loja online. Sendo uma edição denominada UAC Pack, inclui para além do jogo um handbook com arte e dicas, um poster de propaganda, dois emblemas bordados e conteúdo adicional para o multiplayer.


Papelada e disco.
DooM dispensa apresentações. Quem pega no mesmo já sabe ao que vai e este novo não é excepção. Embora exista uma história como em todos os outros, onde o objectivo é travar uma invasão demoníaca levada a cabo por experiências da parte da UAC, em Marte, com algumas surpresa e plot twists pelo meio, no fundo rebentar demónios é aquilo que mais vamos fazer. E é isso que queremos fazer mais do que qualquer outra coisa! Desta vez não somos um space marine a cumprir castigo por ter atacado um oficial superior mas sim um space marine que acordou, teve acesso a um fato todo catita e assim ficou encarregue e amainar os bichos.

A capa reversível é bonita.
Como é tradição na idSoftware, DooM é um verdadeiro showcase em termos técnicos e visualmente isso faz-se logo sentir desde os primeiros momentos que temos com o jogo. O grafismo é deveras soberbo, com uma atenção enorme ao detalhe, texturas impecáveis, imensos efeitos visuais, iluminação impressionante, animações excelentes mas acima de tudo, sem sacrificar a performance do motor em parte alguma do jogo. Estamos perante um daqueles raros casos onde temos um jogo de consola a correr a 1080p/60 sem quebras mesmo quando as coisas ficam extremamente caóticas e temos N inimigos a disparar contra nós enquanto lhes rebentamos as fuças. E tudo isto no modelo base da PS4. A variedade visual é também óptima, com diversos e diferentes locais, desde as áridas paisagens de Marte, aos laboratórios e corredores das instalações da UAC sem no entanto esquecer as bonitas paisagens infernais do local onde vivem os maiores cornudos e as mais caricatas aberrações do jogo.

Sábias palavras.
A componente sonora de DooM é também ela muitíssimo boa, onde o som tem um papel de destaque criando assim a atmosfera pretendida mas também dando aquela satisfação de ouvir os tiros da nossa caçadeira, por exemplo, bem como a moto-serra a cortar uns belos bifes das hordas demoníacas. A única coisa que gostei menos foi a banda sonora, que aposta num heavy metal bastante agressivo e altamente adequado à acção mas que só se ouve nessas partes de escaramuça dando lugar ao som ambiente em tudo o resto. Funciona mas gostava que tivessem optado por uma remistura das faixas dos jogos originais ou que pelo menos tivéssemos a opção de escolher isso. O voice-acting apesar de não ser muito ao longo do jogo é bastante bom e competente ao transmitir-nos pontos chave na trama.

Handbook e emblemas.
Em termos de jogabilidade, DooM é sem dúvida um dos jogos mais agradáveis e divertidos que tive o prazer de jogar nos últimos anos. É extremamente simples e rápido de nos adaptarmos ao controlo, imensamente frenético durante os combates e dá um gozo tremendo ter imensas armas dando assim uma panóplia de opções para despachar inimigos. Não só isso, mas o nosso space marine pode saltar e até agarrar-se às bermas do cenário e objectos para assim chegar a zonas mais elevadas aumentando a verticalidade do combate e tornando as coisas ainda mais caóticas. E despachar inimigos não se resume somente a enchê-los de chumbo mas também a tirar partido dos seus pontos fracos e de algumas novas mecânicas de onde se destacam as glory kills, onde podemos liquidar um inimigo de forma estupidamente violenta mas ao mesmo tempo artística. E não se resume só a uma forma mas a várias, dependendo de como nos aproximamos deles, multiplicando assim as opções.

40 graus à sombra.
Por outro lado isto é uma maneira fácil de recuperarmos vida e munição pois é a nossa recompensa por termos sido arrojados. Isto é outro ponto interessante já que DooM não tem health regen na totalidade mas assenta em health pickups para o efeito, dando assim ainda mais o ar clássico dos originais. O mesmo se aplica ao armamento, onde podemos carregar várias armas, algumas delas acredito que bem pesadas mas onde o realismo não importa nada. Importa sim a diversão. As armas podem ser actualizadas com upgrades, duplicando a sua funcionalidade bem como outros upgrades que fazemos ao nosso fato para termos mais habilidades em combate e exploração. O jogo apresenta a mesma lógica linear dos antigos, por níveis mas cada um destes tem a sua quota parte de coisas a descobrir, tais como collectibles e salas secretas alusivas aos jogos originais que depois desbloqueiam esses mesmos níveis para serem jogados noutros modos.

Onde é que já vi este cubo...?
Para além da campanha, o jogo inclui ainda um arcade mode com pontuação, bónus e tudo mais, a possibilidade de jogar com a perspectiva antiga, ou seja, arma ao meio do ecrã (o que na minha opinião é um pouco estranho mas está lá para quem aprecia), multiplayer online (que não testei por ser necessária a subscrição do Plus) e o SnapMap, um editor que nos permite criar níveis, colocar inimigos e devidas rotinas, e posteriormente partilhar online. Estes níveis podem ser para single player ou multiplayer e a sua edição permite modificarmos grande parte das coisas ou simplesmente se não tivermos paciência, o jogo automatiza o processo para ser mais rápido. É uma boa inclusão que estica um bocado mais o tempo de vida do jogo.

Olá giraça!
Curiosamente este DooM começou por ser um jogo completamente diferente, com uma vertente co-op e uma mecânica mais estilo Call of Duty, sendo que a dada altura do seu desenvolvimento alguém teve o discernimento de cancelar tudo e começar de novo. Foi o melhor que fizeram mas no fundo sempre tive curiosidade em ver como iria ser esse DooM 4, tal como o chamaram. Mas a versão final que temos aqui é sem dúvida um jogo recomendadíssimo em qualquer plataforma da vossa escolha e portanto é um JOGALHÃO DE FORÇA!

Próximo jogo: um spinoff medíocre de uma excelente saga na 3DS.

MURRALHÕES DE FORÇA: 
 

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