31 de março de 2011

Call of Duty - Black Ops [Hardened Edition]

Aquela pistola chama-se Sally.
Desenvolvido por: Treyarch
Publicado por: Activision, Square Enix (JP)
Designer(s): Brandon Marino, YoungMo Byun, Geoff McCulloch
Argumentista(s): Craig Houston, Dave Anthony, David S. Goyer
Compositor: Sean Murray
Motor Gráfico: IW Engine (update do mesmo usado desde CoD4)
Plataforma(s): PlayStation 3, Xbox360, PC, Nintendo Wii
Lançamento: 09-09-2010 (Mundial), 18-11-2010 (JP com legendas), 16-12-2010 (JP, dobrado)
Género: First Person Shooter
Modos de jogo: Modo história para um jogador, Modo Zombies Co-Op para um ou dois jogadores online ou local, Multiplayer online para até 18 jogadores (com 2 em splitscreen), Multiplayer local em splitscreen para até 4 jogadores com bots controlados pelo jogo.
Media: Blu-Ray
Funcionalidades: Gravação de progresso no disco rígido da consola (8MB mínimo), Suporte HD 720p, 1080i e 1080p, Compatível com Função de Vibração, DLC de mapas adicionais.
Estado: Completo
Condição: Impecável
Viciómetro: Acabei-o duas vezes em Normal e Veteran. Muitas horas de jogo em splitscreen local, especialmente contra bots (é giro) e algumas online (não muitas).

(E estamos quase em Abril!)

Não, não traz um boneco.
Hoje em dia mais do que nunca, existem diversos jogos que geram controvérsia. Ora seja pelos conteúdos violentos e explícitos ou pelas temáticas tidas como tabu ou de mau gosto, muitas são as razões que diversos organismos encontram para tentar banir certos títulos em determinados países. Felizmente, e haja alguma coisa de jeito neste nosso Portugalinho, nós não somos um desses países que censura o conteúdo das obras, sejam elas filmes, jogos, livros e tudo mais. Já tivemos censura que bastasse. Como temos livre acesso a tudo e mais alguma coisa, chegam-nos às mãos jogos como o de hoje e muitos outros, que um pobre alemão certamente não vai ver a menos que o consiga comprar "às escondidas". Quem diz um alemão, diz um australiano que conseguem ainda sofrer mais devido às rígidas leis aplicadas quando algum jogo "proibido" é apreendido dentro do território. Sinceramente tenho pena dessas pessoas mas adiante. O jogo de hoje aborda temas mais ou menos controversos para certas nações que não a nossa, daí o alarido. Também é um bocado violento graficamente mas nada que os meus olhos já não tenham visto na televisão, cinema e por essa internet fora. Este exemplar foi adquirido na Fnac Online visto não o ter conseguido encontrar numa loja online decente e a uma preço decente. Queria a Prestige Edition mas era um balúrdio para o conteúdo logo contentei-me com a Hardened Edition que também não foi barata e inclui um steelbook, uma medalha dos SOG e o código promocional para mapas Co-Op e uma skin do Woods para usar na PlayStation Home.


O costume, portanto.
E que jogo será este, perguntam vocês. Call of Duty: Black Ops, o mais recente trabalho da Treyarch e deixem-me dizer que é um belo trabalho. Mais do mesmo mas bom! A Treyarch sempre foi conhecida como a ovelha negra dos CoD depois de CoD3 mas com World at War fez um bom trabalho e neste Black Ops afirmou-se como sendo a nova Infinity Ward, na minha modesta opinião. Mas passando a facto concretos, a história deste jogo não é nada do outro mundo mas tem um certo carisma face à linearidade da saga Modern Warfare, que espero que se dê por terminada quando sair o terceiro jogo. Black Ops leva-nos até uma sala de interrogatórios onde estamos presos a uma cadeira e um individuo cuja cara não conseguimos ver, nos pergunta acerca do significado de uns números. Aparentemente o futuro da nação depende disso. Ah, o nosso nome é Alex Mason, desta vez. O resto depende dos fragmentos da nossa memória onde vamos viver, ou se preferirem, reviver algumas incursões de Mason e consequentemente de Viktor Reznov (conhecido de World at War), em diversos cenários de guerra que vão desde a Guerra do Vietnam, às covert ops nos montes Urais, passando por uma brilhante tentativa de assassinato a Fidel Castro. :)

Exterior do steelbook.
E falando de coisas espantosas, Black Ops é um jogo que aparentemente usa um motor gráfico datado mas continua a ter bom aspecto actualmente. Por incrível que pareça, este motor gráfico já sofreu enumeras modificações, desde o primeiro jogo para PC mas a partir do 4 para a frente tem vindo a ser puxado ao máximo dos máximos, culminando neste resultado que agora temos à frente. Resumindo, Black Ops tem um excelente aspecto, desde as personagens, extremamente bem animadas e detalhadas, passando pelos veículos e maquinaria, as imensas armas e claro os cenários, que estão impressionantes, cheios de pequenos pormenores e carregadinhos de bons efeitos visuais e excelente iluminação. Não há dúvida que a Treyarch soube fazer o trabalho de casa e neste aspecto tiro-lhe o chapéu. Não é o jogo visualmente mais bonito dentro do género mas é um dos mais funcionais, especialmente por correr a 60 frames quase sem falhas nenhumas e isso é o que importa. E de pensar que há por aí macacos a preocuparem-se com a qualidade das texturas... vão mas é jogar!

A medalha, não de honra.
Aliada à parte gráfica está a nem por isso pior parte sonora. Como é tradição, este título não se fica atrás dos outros e debita uma boa banda sonora original, suportada também por algumas faixas bem conhecidas e reminiscentes daquela época do Vietnam, como por exemplo a "Sympathy for the Devil" dos Rolling Stones e a "Fortunate Son" dos Creedence Clearwater Revival. Há ainda uma faixa do Eminem mas essa não suscita tanto interesse. O voice-acting é muito bom, com bastante diálogo e sobretudo frases memoráveis como a "Dragovich, Krevchenko, Steiner, all must die!", que Reznov repete vezes sem conta. Confesso, que me fizeram uma lavagem cerebral com esta frase! Mas não me querendo afastar do fundamental, a qualidade do voice-acting deve-se também ao excelente trabalho de diversos actores nossos conhecidos como Sam Worthington, Ed Harris, Gary Oldman e o não menos famoso rapper Ice Cube. Um elenco de luxo, sem margem de dúvida. O som, esse no geral não tem defeitos nenhuns a serem apontados pois desde as armas, ao ambiente, tudo está de acordo com os standards de hoje em dia.

Vamos andar de helicóptero éueee!
No campo da jogabilidade, mantém-se quase tudo na mesma, tal e qual os títulos anteriores, existindo apenas um novo movimento que nos permite mergulhar para a posição prone e ficar assim quase que de imediato protegidos do fogo inimigo. Não sei que existia no World at War, mas como não o joguei se existir, para mim é novidade. Pessoalmente prefiro o movimento de correr e fazer o slide to cover de Medal of Honor e Killzone 3, pois é mais eficaz, mas são gostos. Tanto jogamos com Mason como temos uma oportunidade de controlar Reznov numa parte passada ainda no tempo da 2ª Guerra Mundial. Mason encarrega-se de tudo o que é "mais actual" dentro do jogo passando pelo Vietnam, Rússia, Cuba e Hong Kong.

A fugir da prisão em grande estilo.
Assim em termos de novidades temos as armas, desde as mais convencionais às mais fictícias baseadas em outras reais. Exemplificando temos a Ballistic Knife que torna os confrontos multiplayer bem divertidos, tal como o RC-XD, um carrinho telecomandado com explosivos que pode ser controlado e detonado à distância. E por falar em multiplayer, este foi refinado em relação aos outros jogos da série. Por um lado é mais fácil ganhar experiência e subir de nível rapidamente. Por outro temos de fazer bons jogos para ganharmos os CoD Points, que são o dinheiro in-game, adquirido consoante a nossa performance e contratos, que nos permite comprar armas, perks e afins para construirmos as classes ao nosso gosto. É possível usarmos o nosso setup preferido, com direito a pintura custom e um símbolo de clã totalmente personalizado, logo após umas 10 ou 20 rondas mas temos de jogar como deve de ser. Por outro lado e isto na minha opinião, achei o jogo online mais desequilibrado com determinadas armas, quando jogamos com alguém que já tem umas boas horas de jogo. No fundo, eu que só gosto de jogar com armas de 3 shot burst, como a M-16, sou penalizado ao dar menos dano, aparentemente do que se levar uma AK-74 que é full auto e parece fazer mais mossa nos inimigos. Fora isso é um bom jogo para se jogar online e especialmente local em splitscreen com 3 amigos ou em LAN se tiverem consolas e televisões que cheguem em casa (por acaso até consigo fazer isto). :) Já o modo Zombies não achei muita piada mas parece ser uma espécie de imagem de marca adicional da Treyarch e a maioria das pessoas gosta desse modo.

Um grande amigalhaço de armas.
Curiosidades, todos os jogos têm e este não é excepção. Uma delas é a aparição de figuras políticas bem conhecidas da época, como Nixon, Kennedy e o próprio Fidel. Irão ver uma cena hilariante entre os três depois do final. Obviamente e tal como dei a entender no inicio, o facto de Fidel estar caracterizado neste jogo levou a que Cuba o condenasse pelo nível inicial, acusando-o de incitar a atitudes sociopatas por parte dos jovens americanos, tidos como o público-alvo deste jogo. Afirmações muito pouco fundamentadas na minha mais sincera opinião, pois não creio que os jovens sejam o público-alvo. Por outro lado, países como a Alemanha, censuraram toda a violência gráfica que inclui cenas de tortura, desmembramentos, cabeças a rebentar e muito provavelmente tudo o que meta facas a cortar e a espetar. Ah, e sangue. Aliás, o Federal Department of Media Harmful to Young Persons pediu encarecidamente que banissem todas as versões internacionais deste jogo, na Alemanha. As duas versões japonesas, legendada e dobrada, seguiram o mesmo caminho. Até compreendo em parte a razão disto tudo mas não se podem culpar os jogos pelas acções das pessoas.

E visto já ter escrito para além da minha conta, termino esta exposição com o seguinte conselho: joguem-no se gostarem de FPS e não tiverem problemas tais como desmaiarem com sangue. Ou melhor, joguem-no se gostarem de uma boa história aliada a muita acção. Posto isto, nada mais acrescento a este JOGALHÃO DE FORÇA!

Amanhã e aqui, a guerra virtual continua mas no passado. Apareçam! :)

MURRALHÕES DE FORÇA:
 

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