20 de março de 2011

Dynasty Warriors 2

Tantos chinocas!
Desenvolvido por: Omega Force
Publicado por: Koei
Plataforma: PlayStation 2
Lançamento: 03-08-2000 (JP), 26-10-2000 (EUA), 24-11-2000 (EU)
Género: Hack 'n Slash
Modos de jogo: Modo história para um jogador (Musou Mode e Free Mode)
Media: CD-ROM (650MB)
Funcionalidades: Gravação de progresso no Memory Card (288KB mínimo), Compatível com comando analógico: apenas joysticks, Compatível com Função de Vibração
Outros nomes: 真・三國無双 - Shin Sangokumusou (JP)
Estado: Completo
Condição: Impecável
Viciómetro: Acabei-o várias vezes, apesar de ser repetitivo como o raio.

(Ainda é fim de semana logo, nada a declarar! :P)

Sem autocolantes, yay!
No Japão existe muito a mania de fazer jogos baseados em factos históricos. E se na Europa e Estados Unidos todos os anos levamos com um update a séries como FIFA, Need for Speed ou WWE, lá são os Shin Sangokumusou, mais conhecido entre nós por Dynasty Warriors, que sofre deste mal. Digo "sofre deste mal" pois é coisa que já dura há uns bons anos e possivelmente irá continuar até porque esta série já se dividiu e alastrou a outros campos, dando origem a Shin Sengokumusou (Samurai Warriors) e até Gundam! Como não quero esticar a corda, o meu exemplar do jogo de hoje comprei-o algures em 2001, na tal loja em Almada que já não existe. O preço tenho uma vaga ideia que não passou dos 30 euros.


Dynasty Warriors 2 é o segundo jogo de uma saga que já vai em 7 mas curiosamente começou neste, pois o primeiro que saiu para a velhinha PlayStation, era um jogo de luta, estilo Soul Blade e estes nada têm a ver com essa imagem. Daí que se considerarmos o tipo de jogo este foi o que deu origem a todos os outros, spin-offs incluídos. Meramente baseado em batalhas históricas da China e também no famoso Romance of Three Kingdoms, Dynasty Warriors 2, coloca-nos na pele de vários generais e personalidades, na conquista dos reinos opostos para nos tornarmos no supremo líder de uma China unificada. Simples e eficaz, nem é preciso mais nenhum motivo para o jogar.

Caixa, manual e CD.
Como foi um dos jogos de lançamento da PS2, Dynasty Warriors 2 mostrava já muito do que esta máquina era capaz, nomeadamente o número de objectos em simultâneo no ecrã. Confesso que o que me atraiu foi mesmo isto, ver dezenas de modelos em 3D à pancada uns aos outros, ou melhor, eu a bater neles todos. Claro que neste jogo ainda era um bocadinho cedo para ver que a PS2 era capaz de fazer muito melhor porque os cenários nem estavam muito detalhados e estavam praticamente vazios. Contudo as batalhas era intensas e fluídas durante grande a maioria do tempo. As personagens que controlamos estão boas, dentro dos parâmetros daquela época ainda que sejam um bocadinho limitadas nas animações.

A parte sonora neste jogo, durante 90% do tempo resume-se ao som dos exércitos, das armas, gritos dos soldados e afins. Música? Existe mas no meio de tanta confusão passa completamente ao lado e muito sinceramente, um jogo deste género não precisa de música mas sim de bom som ambiente. E nisso não falha, pois cumpre perfeitamente o objectivo.

Cao Cao corta uns bifes para o jantar.
Jogabilidade é coisa que não falta em Dynasty Warriors 2. É fácil de aprender a dominar mas rapidamente se torna entediante pois não passa de um button masher. E é assim do início ao final. Claro que pode ser um óptimo anti-stress pois não precisamos de pensar em nada senão limpar tudo o que mexe e derrotar os generais inimigos para passar ao próximo nível. Aí chegados, repetir a dose. E tratando-se de porrada e espadada, existem 9 personagens à disposição inicialmente, podendo este leque ser alargado. Dos três reinos, escolhemos um para embarcar na guerra. Porém, seja qual for a personagem de eleição, o principio é sempre o mesmo, espadada, enche barra de Musou, ataque especial, siga em frente. Para variar um bocadinho, podemos ir contratando guarda-costas que nos ajudam ou até mesmo pegar num cavalo para não demorarmos tanto tempo a percorrer os mapas enormes. Ocasionalmente poderão ocorrer certas batalhas especiais, como por exemplo contra Lu Bu (a melhor personagem deste jogo), que garanto-vos, não vão conseguir ganhar da primeira vez. Quer isto dizer, voltem mais tarde quando estiverem mais fortes. A dificuldade começa a fazer-se sentir para aí a partir do terceiro nível, onde os sacanas dos arqueiros vão dar-vos dores de cabeça sem fim. A solução passa por reduzir o nível de dificuldade se não quiserem começar a partir comandos. Ao fim de algum tempo, com uma personagem forte, conseguem bater em tudo e todos. Se tiverem algum nível preferido, podem sempre optar pelo Free Mode e jogá-lo vezes sem conta, isto se o tiverem desbloqueado no Musou Mode (modo história).

Este não sei quem é... é um deles!
A saga Dynasty Warriors está longe de ter um fim, ou pelo menos, se continuar com os imensos spin-offs. Não creio que os japoneses se cansem deste tipo de jogo mas eu como bom ocidental que sou, bastou-me jogar dois jogos deste tipo para não querer comprar mais nenhum. Mas é claro que este, como foi o primeiro que joguei, é um JOGALHÃO DE FORÇA!

Assassinos e otakus, aqui, amanhã, em força! Façam o obséquio de aparecerem...

MURRALHÕES DE FORÇA:
 
 

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