8 de março de 2011

Bionic Commando Rearmed

Mais uma custom cover.
Desenvolvido por: GRIN
Publicado por: Capcom
Produtor: Ben Judd
Designer: Simon Viklund
Artista: Shinkiro
Compositor: Simon Viklund
Motor gráfico: Diesel Engine
Plataforma: PlayStation 3 (PSN), PC, Xbox Live Arcade
Lançamento: 13-08-2008 (JP), 14-08-2008 (EUA), 15-08-2008 (EU)
Género: Acção, Aventura, Plataformas
Modos de jogo: Modo história para um ou dois jogadores (Co-Op), Multiplayer local e online.
Media: Download (354MB)
Funcionalidades: Gravação de progresso no disco rígido da PS3, Conteúdo extra para utilizar em Bionic Commando.
Outros nomes: (バイオニック コマンドー マスターD復活計画, Bionic Commando: Master D Resurrection Project)
Estado: Não se aplica.
Condição: Não se aplica.
Viciómetro: Acabei-o umas três vezes e repeti vários níveis só pelo gozo.

(Chuva, como te odeio. Mas adoro água, que dilema.)

Spencer enfrenta um dos bosses.
Como a advento das consolas da actual geração, surgiram diversos títulos cuja comercialização se faz única e exclusivamente online. Seja na PS3, na Wii ou na Xbox360, existem imensos jogos disponíveis nas suas lojas online, alguns deles completamente novos e originais mas outros tantos, nossos velhos conhecidos. Se por um lado isto é bom, pois podemos aproveitar alguns jogos que perdemos ou simplesmente nos passaram ao lado na época, por outro lado é mau pois perde-se um bocado a magia de ter o jogo na caixa, com o manual e outras coisas. Claro que em certos casos, como por exemplo um jogo de arcada de 1993, não fazia muito sentido ser comercializado fisicamente pois o mais certo era nem sequer vender. Mas no caso de jogos mais recentes, não seria má ideia de todo. Isto remete-nos para o jogo de hoje, que foi adquirido na PlayStation Store, pois não podia ter sido feito de outra maneira. A data de aquisição, creio que foi em 2008, pouco depois do lançamento.


Um dos níveis de bónus.
Bionic Commando Rearmed, é o remake de um jogo que originalmente foi lançado na NES, em 1988. A história coloca-nos na pele de Nathan "Rad" Spencer, um comando com um braço biónico que lhe permite realizar diversas acrobacias, entre as quais projectar-se no ar e agarrar objectos. Spencer é enviado pela federação com o objectivo de destruir o Projecto Albatros e resgatar Super Joe, o agente que anteriormente foi destacado para o campo de batalha e capturado pelo Empire, comandado pelo Generalissimo Killt. Ao levar a cabo a sua missão, Spencer dará de caras com o The Leader, ressuscitado pelo Empire. Digamos que em Rearmed a história mantém-se o mais fiel possível ao original, optando por pegar na versão americana que foi alvo de censura. Isto resume-se ao simples facto que na versão japonesa, Spencer combatia nazis (daí o tal Empire) e o The Leader era na verdade Hitler. Como isto não ia cair muito bem aos ocidentais optaram por omitir tudo e este remake segue esse parâmetros.

Mas censuras aparte, o grafismo em Rearmed faz uso do mesmo motor gráfico que Bionic Commando (PS3,X360) e mantém a perspectiva bidimensional, ainda que seja tudo em três dimensões, conseguindo assim proporcionar uma experiência nostálgica fantástica. Por outro lado, os programadores optaram por se manterem o mais próximo possível do original e assim a palete e cores é notoriamente parecida, dando aquele look retro mas ao mesmo tempo actual, o que faz deste jogo algo único. Tudo se movimenta a um ritmo decente, sem quebras de acção e com uma fluidez consistente, especialmente quando estamos perante os bosses gigantescos.

Na parte sonora, Rearmed é excelente pois aproveitaram muitos dos sons 8-bit e incluíram-nos neste jogo, alguns na sua "forma" original e outros com alguns efeitos extra. A banda sonora é um dos pontos altos visto ter sido toda remixada mas não se distanciar muito da original.

Macacada a quatro.
Em termos de jogabilidade, é claramente um jogo mais fluido e menos frustrante do que o original, graças ao trabalho de programação levado a cabo. Ainda que os programadores tenham tido algumas dificuldades com a jogabilidade, devido ao motor de jogo e à perspectiva, rapidamente resolveram o problema analisando o original a fundo. Mas pondo os pormenores técnicos de lado, Spencer mexe-se bem, fazendo pleno uso do braço, uma vez que não existindo um botão de salto, o braço é a única forma de poder ultrapassar obstáculos. Contudo serve também para agarrar objectos, inimigos, deflectir projecteis entre outras funções, que incluem as batalhas com os bosses. O jogo desenrola-se através de diversos níveis que podem ser acedidos através de um mapa de vista vertical onde movemos o helicóptero de Spencer. Nesse mapa existem ainda bases da Federation bem como tropas inimigas sempre em movimento que ao se encontrarem com Spencer, dão inicio a uma batalha num nível top view. Podemos encarar isto como um nível de bónus. Os restante níveis são todos side scrolling e nestes podemos ainda encontrar diversos itens escondidos, bem como níveis secretos.

Hackar computadores faz parte da acção.
Algumas diferenças face ao original, incluem uma ligeira modificação no balanço das armas e o facto de podermos levá-las todas para o campo de batalha (no original só se podia levar uma). Estas estão espalhadas pelos níveis, existindo sempre um upgrade para cada uma e a sua utilização deve ser feita consoante os inimigos, em particular nos bosses Por outro lado, Spencer tem agora uma barra de energia para controlar o dano que recebe e recebe bónus se não levar dano durante o nível inteiro, permitindo assim os mais persistentes, obterem boas pontuações. Os hacks nos computadores inimigos agora incluem puzzles tridimensionais e a batalha contra o último boss deu lugar a um nível inteiro antes da desforra.

Ainda de novo neste remake temos o modo multiplayer, que compreende um modo de co-op, onde dois jogadores podem desfrutar da história partilhando o mesmo número de vidas e o mesmo ecrã, sendo que este faz zoom consoante a distância de ambos e chega mesmo a fazer splitscreen se estiverem muito longe. Podem ainda optar pelo modo Vs. local ou online onde quatro jogadores se defrontam em três modos de jogo. Como se isso não bastasse, existem ainda os challenge rooms com imensos níveis onde a lógica é o prato do dia para se vencerem os obstáculos no menor tempo possível.

E pronto, Bionic Commando Rearmed é isto! Um jogo quase novo que consegue manter o espírito do original em todos os campos. O seu sucesso foi de tal ordem que deu origem a uma sequela, que por acaso ainda não adquiri mas não há-de tardar. Sem mais bla bla, este é um JOGALHÃO DE FORÇA!

Voltamos ao espaço, com uma caçadora de recompensas, já amanhã... :)

MURRALHÕES DE FORÇA: 
 

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