5 de março de 2011

Devil May Cry 3: Dante's Awakening [Special Edition]

Os manos em destaque.
Desenvolvido por: Capcom
Publicado por: Capcom
Director: Hideaki Itsuno
Produtor: Tsuyoshi Tanaka
Artista: Kazuma Kaneko
Argumentista(s): Bingo Morihashi, Takayasu Yanagihara
Compositor(es): Tetsuya Shibata, Kento Hasegawa
Plataforma(s): PlayStation 2, PC
Lançamento: 24-01-2006 (EUA), 23-02-2006 (JP), 29-09-2006 (EU)
Género(s): Acção, Aventura, Hack 'n Slash
Modos de jogo: Modo história para um jogador (ou para dois se descobrirem como)
Media: DVD-ROM (4.7GB)
Funcionalidades: Gravação de progresso no Memory Card (364KB mínimo), Compatível com comando analógico: apenas joysticks, Compatível com Função de Vibração
Estado: Completo
Condição: Impecável
Viciómetro: Acabei-o uma três vezes, duas com Dante, uma com Vergil.

(A Primavera está quase, quase aí. Finalmente! A ver é se a temperatura lhe corresponde...)

Autocolantes mínimos.
Todos sabem como o software é caro, especialmente no nosso país. E no que toca a jogos ainda pior pois somos o único país na Europa que tem uma porcaria de um selo que só vem ainda mais aumentar o preço. É a dura verdade. Comprar online era uma opção que rapidamente se tornou numa necessidade para fugir a estes escandalosos abusos, ou se preferirem, atentados à nossa bolsa. E não há nada melhor que dar, a título de exemplo, 22 euros por um jogo que saiu há menos de um mês e cá custa 70. No máximo 50 euros online equivale a uma edição especial de porte comum (caixa do mesmo tamanho de uma edição standard). Claro que por vezes, aparecem certas pechinchas, nomeadamente nos hipermercados onde conseguimos bons jogos a preços justos. É o caso do jogo de hoje que me ficou por cerca de 20 euros, menos de um mês após o seu lançamento. Foi adquirido no dia 12-10-2006, no Jumbo do Almada Fórum.


Manual, DVD e papelada.
Devil May Cry 3: Dante's Awakening [Special Edition] (nome grande, hein?), é o terceiro título da saga do caçador de demónios, saída da Capcom para grande deleite dos fãs. Ok, não é o terceiro por ordem de chegada visto que antes da Special Edition há a edição normal mas em termos de numeração, vocês entendem. Foi também a forma da Capcom se redimir por ter feito borrada no jogo anterior, e que agora está obviamente desculpada e que tenha servido de lição. Cronologicamente, DMC3 é o primeiro título visto ser uma prequela de tudo o resto onde seguimos de perto a história do jovem Dante, que acaba de abrir a sua loja e está longe de saber o que o espera. Com uma relação familiar incerta, nomeadamente com o seu irmão Vergil e sem noção do poder que tem adormecido em si, Dante está prestes a ter a viagem da sua vida... :)

Dante andou a ver Twilight...
Seguindo a tradição dos jogos anteriores, DMC3 proporciona uma experiência gráfica notável, devido não só à fluidez com que se processa toda a acção mas também devido ao magnífico detalhe atribuído a este campo. Se gostaram do visual dos primeiros, este não irá desapontar ninguém. As personagens estão muito bem conseguidas, especialmente as senhoras, com pormenores e animações excelentes e claro, todos os inimigos com especial incidência nos bosses, que no seu grande grosso, são enormérrimos! Dá gosto dar de caras logo com o primeiro boss e ter aquela surpresa. Obviamente não me esqueço das típicas cutscenes, ora com o motor de jogo, ora pré-renderizadas para delírio dos fãs, dignas de um filme de John Woo como é de calcular.

Lady é uma menina muito má!
Um dos elementos de destaque na saga Devil May Cry sempre foi a música, que oscila entre rock, metal e até uns pózinhos de electrónica, construindo assim a atmosfera desejada para as intensas e intermináveis batalhas com as hordas de demónios. Se há coisa que dá gosto fazer num videojogo é bater em alguém e rebentar coisas ao som de uma banda sonora poderosa. Devil May Cry tem e sempre terá isso. Obviamente, o resto do som está ao nível da música mantendo o mesmo padrão que os jogos anteriores e sem grandes desvios. O voice-acting é decente, havendo bastante interacção entre as personagens e com algumas cenas cómicas lá pelo meio. Dante, contudo, parece-me demasiado convencido mas creio que isso faz parte desta sua fase da juventude, típica da idade.

Espadeirada faz parte da ementa.
A jogabilidade não sofreu grandes alterações, apenas alguns tweaks e uma mãozinha de novidades. Dante ou Vergil, controlam-se da mesma maneira mas reagem de maneiras diferentes, sendo Dante mais fácil de controlar e com mais variedade de movimentos, e Vergil mais difícil, com menos variedade mas de longe mais rápido e divertido. Isto já para não dizer, chulado pois cada golpe seu é o fim do mundo para quem leva com eles em cima! Uma das grandes novidades é a possibilidade de trocarmos de armas on-the-fly. Apesar de em DMC2 podermos fazer isto com as pistolas e afins, não era possível com as espadas. Agora já é e o resultado não podia ter sido melhor. Por outro lado incluíram ainda os estilos para Dante, que se dividem em Trickster, Swordmaster, Gunslinger, Royal Guard, Quicksilver e Doppelgänger, sendo este útimo muito especial. Estes estilos permitem a quem joga, escolher como joga visto poder fazê-lo de forma mais agressiva, defensiva ou um misto das duas. Já Vergil só pode optar pelo Dark Slayer, que é parecido ao Trickster de Dante.

Vergil tem muito mais estilo...
Esta versão Special Edition incorpora ainda algumas novidades face à primeira versão do jogo. Uma delas foi um notório ajuste de dificuldade pois a primeira versão era demasiado difícil, mesmo em Normal sendo que esta era equiparada ao Hard do primeiro DMC. Optou-se então por equilibrar as coisas mas mesmo assim o modo Normal continua a ser um verdadeiro desafio para os jogadores ocidentais. No Japão é tudo mais fácil, seja em que versão for. Contudo se morrermos podemos recomeçar logo do mesmo sítio, minimizando o risco de níveis de frustração elevados. Por outro lado a velocidade a que o jogo corre foi incrementada em cerca de 20% resultando numa experiência mais fluída e frenética. Como já referi, podemos jogar com Vergil, coisa que não acontecia anteriormente e existe ainda um boss extra e opcional, Jester, que poderemos defrontar se assim o entenderemos, mas que não deixa de ser importante para a história. No jogo original aparecia apenas nas cutscenes. Foram incluídos ainda alguns modos extra, como o Bloody Palace com os seus 9999 níveis. Duvido que alguém se desse ao trabalho de os passar todos mas há malucos para tudo.

E isto é Devil May Cry 3, um jogo frenético que mantém tudo o que torna esta saga um must play para os fãs do género. Com sorte, caso tenha PS2, ainda o conseguem encontrar à vendas nas grandes superfícies, a preço de amigo. E sem mais discurso, é um JOGALHÃO DE FORÇA!

Amanhã é dia de infiltrar sem ser descoberto... ;)

MURRALHÕES DE FORÇA: 
 

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