17 de março de 2011

Dirge of Cerberus - Final Fantasy VII

O Vincent é um duro.
Desenvolvido por: Square Enix PDD 1, Ideaworks Game Studio (Versão Mobile)
Publicado por: Square Enix
Designer: Takayoshi Nakazato
Artista: Tetsuya Nomura, Yukio Nakatani, Yusuke Naora
Compositor: Masashi Hamauzu
Plataforma(s): PlayStation 2, Mobile
Lançamento: 26-01-2006 (JP), 15-08-2006 (EUA), 17-11-2006 (EU)
Género(s): Acção, Third Person Shooter, First Person Shooter, Role Playing Game
Modos de jogo: Modo história para um jogador, Modo missões para um jogador
Media: DVD-ROM (4.7GB)
Funcionalidades: Gravação de progresso no Memory Card (678KB mínimo), Compatível com comando analógico: apenas joysticks, Compatível com Função de Vibração, Compatível com rato e teclado USB
Estado: Completo
Condição: Impecável
Viciómetro: Acabei-o várias vezes, em todas as dificuldades. As missões, também as fiz todas...

(Ainda faltam cento e muitos jogos mas até Agosto penso que estarão aqui todos. A ver vamos...)

Artwork fabulosa!
Final Fantasy é daqueles títulos que estarão sempre associados com jogos. Desde o primeiro até ao mais recente, todos eles tiveram o seu tempo e deixaram a sua marca. Mas é claro que só isso não chega e com o decorrer dos anos, esta saga veio a popularizar-se no ocidente dando origem a uma imensidão de fãs, o que fez com que a Squaresoft, agora conhecida por Square Enix, começasse a tentar lucrar com isso. Daí saíram então imensos "novos" jogos da saga. Digo "novos" pois muitos são remakes ou versões actualizadas de jogos antigos, tudo para fazer render o peixe. Não é que seja mau, pois assim mais fãs têm oportunidade de jogar os jogos antigos com um interface mais amigável mas é um bocado sem vergonha por parte da Square. Pessoalmente não me importo nada, nem me queixo pois assim também jogo coisas que se não estivessem "actualizadas", provavelmente nem lhes tocaria. Não por serem antigas mas sim por serem difíceis de arranjar e demasiado caras em certos aspectos. O jogo que trago até aqui hoje, é um destes casos, ainda que seja uma continuação de um dos maiores sucessos desta empresa. Refiro-me a Final Fantasy VII, que analisarei daqui a uns tempos. O título de hoje chegou-me à colecção pela mão da minha irmã mais nova, tendo sido uma prenda de Natal, mais concretamente em 2006. :)


Manual, disco e um papel.
Dirge of Cerberus - Final Fantasy VII, é um dos vários episódios em torno da saga, fazendo parte da colectânea Compilation of Final Fantasy VII, que inclui para além de vários jogos, um filme. Este título em concreto, leva-nos mais uma vez a Midgar mas na pele de Vincent Valentine, um dos companheiros de Cloud Strife em FFVII. Vincent sempre teve uma aura de mistério em torno de si mesmo e neste episódio vamos ficar a saber muito mais acerca disso. Assim por alto, a história passa-se 3 anos após os eventos de FFVII e Vincent tem agora de lidar com uma organização que dá pelo nome de Deepground e que no fundo querem destruir o planeta e todas as formas de vida, utilizando para tal Omega, um ser misterioso intrinsecamente ligado ao planeta. Com a ajuda dos seus companheiros e da World Regenesis Organization, conduzida por Reeve Truesti, Vincent embarca agora numa aventura que lhe vai dar a conhecer mais sobre si mesmo devido a ter os genes de Chaos, e mais ainda sobre tudo o que está por detrás da Deepground.

Yuffie está com um excelente aspecto.
Gostando de ver jogos com visuais bonitos e cuidados, Dirge of Cerberus foi jogo que me agradou muito, conseguindo transmitir plenamente todo o ambiente de FFVII e melhorando ainda alguns aspectos devido ao hardware permitir isso. Aspectos esses incluem obviamente as personagens que estão extremamente detalhadas e neste jogo há bastantes, cada qual com os seus pormenores. Para condizer, os cenários em geral estão excelentes, com bastante diversidade e muito por explorar. Graficamente é um dos jogos mais fluidos que a PS2 tem para oferecer, sem sombra de dúvidas. Tem ainda a apoiar esta parte um número bem generoso de cutscenes em CG, ao bom estilo da Square, que literalmente deixam qualquer fã a babar-se, pela soberba qualidade visual que proporcionam.

Prova o sabor do trabuco!
E um jogo da Square nunca desilude na parte audível. Dirge of Cerberus presenteia-nos com algumas faixas bem nossas conhecidas assim como outras tantas novas. Digamos que dificilmente existirá um Final Fantasy com má música, seja inteiramente RPG ou de outro estilo qualquer, como é o caso deste. Embora já tenha acontecido noutros títulos da saga, neste recorreu-se ainda a um artista para compor e interpretar os temas principais, sendo que a escolha recaiu em Gackt, uma estrela da música no Japão. Pessoalmente não gosto do artista em questão, mas dou o braço a torcer neste jogo, pois ambas as músicas são excelentes e felizmente, mantiveram-nas nas versões ocidentais. Obrigado senhores da Square! Claro que tenho de apontar o meu dedo inquisidor, pois o som não é de todo impecável como deveria ser. Não me refiro aos efeitos sonoros e afins mas sim ao voice acting. Apesar de não ser terrível como em FFX, onde o lip synch era mentira, o ocidente teve de levar com a dobragem em inglês e não há opção para escolher a original em japonês. É pena, pois independentemente da dobragem em inglês desta vez estar aceitável, preferia ouvir as vozes originais. Paciência, não adianta estrebuchar...

Azul, um dos bosses.
Não sendo um RPG, ter o nome Final Fantasy implica muita responsabilidade. Muitos perguntaram-se porque raio este jogo não era um RPG mas desses todos, grande parte nem tocaram neste jogo por essa mesma razão. Foi um erro. Dirge of Cerberus oferece-nos um estilo de jogo na onda de um Devil May Cry. Não é igual mas dá ares. Durante grande parte do tempo controlamos Vincent mas num determinado nível, controlamos outra personagem que não vou referir. Vincent pode tanto usar armas de fogo com melee attack e até magia. As armas, divididas em três categorias (Handgun, Rifle e Machine Gun) são completamente costumizáveis dando origem e diversas combinações. Mantiveram imensos elementos de FFVII, conferindo-lhe assim um ambiente mais familiar e podemos evoluir e equipar Vincent tal e qual um RPG. Como se isso não bastasse temos ainda dois Limit Break à disposição, Galian Beast, utilizável através do item Limit Breaker e Chaos, sendo que este só é activado no último nível.

O ecrã de modificações.
O giro deste jogo é que o podemos jogar na 1ª pessoa, se nos der na gana, ainda que durante alguns movimentos o jogo se processe somente na 3ª pessoa. Mais giro ainda, é ser um dos poucos jogos de PS2 em que podemos usar rato e teclado para controlar a personagem. Se resulta? Muito bem até, mas prefiro jogar com comando. É um jogo acessível em termos de dificuldade, podendo os mais destemidos tentar o modo Hard e Ex Hard, onde o dano é em maior quantidade e o menu de pausa não pára o jogo, continuando a acção a decorrer (estilo Dead Space, por exemplo).

Também podemos ir lá à pancada.
Existem contudo algumas diferenças face à versão japonesa. Uma delas é o modo online, completamente omitido no ocidente, tendo sido substituído por conjunto de 40 missões extra onde podemos usar o Vincent do modo história, com o equipamento adequado pois as missões da terceira para a frente são extremamente difíceis. Isto deveu-se essencialmente ao facto de utilizar o serviço pago PlayOnline e de ter pouca aderência. Outro aspecto foi o ajuste na dificuldade, omitindo-se o modo Easy e introduzindo-se o Ex Hard, No entanto a AI dos inimigos é igualmente estúpida em qualquer dificuldade. Outras diferenças incluem ajustes na jogabilidade, nomeadamente no movimento, combate e nas partes de disparo na primeira pessoa. Felizmente, foram sensatos em deixar todas as cutscenes intactas, inclusive aquela onde entra Gackt a fazer de G (ou Genesis, se tiverem jogado Crisis Core) pois é algo que faz parte da história.

Concluindo pois esta coisa toda já vai longa, Dirge of Cerberus é um excelente jogo e não me interessa nada as criticas da imprensa que foram muito díspares pois ora era bom, ora era fraquinho. Isso são tudo tretas! Este jogo é sem dúvida um JOGALHÃO DE FORÇA! Ainda o acham barato em lojas online, portanto se têm PS2, brindem-na com esta obra. ;)

Continuo amanhã com mais Final Fantasy, portanto, apareçam... :D

MURRALHÕES DE FORÇA: 
 

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