26 de agosto de 2019

Street Fighter EX Plus α

Podiam ter usado a arte do CD.
Desenvolvido por: Arika
Publicado por: Capcom, Virgin Interactive (EU)
Designer(s): Junichi Ono, Akira Nishitani, Noritaka Funamizu, Kazuko Kawanaka, Masashi Tanaka
Artista(s): Jun Matsumura, Alien Pole, Masaaki Tanaka, Kazuko Kawanaka
Compositor(es): Takayuki Aihara, Shinji Hosoe, Ayako Saso
Plataforma(s): PlayStation, Arcade
Lançamento: 17-07-1997 (JP), 30-09-1997 (EUA), 28-11-1997 (EU)
Género: 3D Fighting
Modos de jogo: Modo Arcade para um jogador, Modo Vs. para dois jogadores, Outros modos de jogo
Media: CD-ROM (650MB)
Funcionalidades: Gravação de progresso no Memory Card (1 Bloco)
Estado: Completo
Condição: Razoável, o CD apresenta marcas de uso e a caixa tem rachas um pouco por todo o lado.
Viciómetro: Acabei-o imensas vezes, tendo desbloqueado tudo o que havia para desbloquear.

Informação pertinente.
Muitos dos jogos que tenho na colecção, foram compras normalíssimas, sem nenhuma história por trás, algo que é bastante comum a quem colecciona. Contudo, outra parte destes jogos têm sempre histórias associadas, algumas mais caricatas do que outras, e até tramas que adensam em complexidade. O jogo que apresento aqui hoje encaixa perfeitamente nesta descrição pois tem uma história curiosa associada. Inicialmente tive este jogo algures em 1998, uma altura em que andava fervorosamente a experimentar qualquer jogo que aparecesse na consola, pedindo emprestado a amigos quando tinha dúvidas acerca da qualidade do mesmo ou simplesmente comprando assim que pudesse fazê-lo. E claro, as demos da revista oficial PlayStation eram uma dádiva divina. Mas este jogo em particular chegou-me à mãos através de um amigo que mo vendeu juntamente com o Gran Turismo, visto precisar de dinheiro e não ter mais interesse em ambos os jogos. O estado deles não era pristino mas estavam em condições minimamente aceitáveis. E por cerca de 5 contos, mais coisa menos coisa, fiquei com os dois. Algum tempo mais tarde, já depois de ter jogado ambos os jogos até à exaustão, continuei a jogar este de vez em quando pelo que um dia, depois de uma tarde de jogatana com pessoal amigo dei conta que o jogo tinha desaparecido. Ficou apenas a caixa com as respectivas capas e manuais. Sempre desconfiei quem tivesse sido mas sem provas era difícil apontar o dedo e como não era pessoa que visse com frequência mais complicado era confrontá-la. Mas como o que é nosso, à nossas mãos virá ter, em Agosto de 2019 lá apareceu um exemplar do jogo que foi doado pelo Gonçalo Gonçalves do St1ka's Retro Corner, no YouTube.


Manual e disco.
Street Fighter EX Plus α é um spin-off da saga principal que decidiu ir pelo caminho mais árduo, o do 3D. Obviamente, muitos fãs da saga não viram isto com bons olhos criticando não só os visuais mas também a jogabilidade e outras tantas coisas associadas. Mas houve quem também gostasse do jogo, assim como eu, que viu aqui algo diferente mas ao mesmo tempo com uma certa nostalgia qe sobrou de títulos anteriores. Tal como em qualquer jogo da saga, este revela ser mais um torneio onde cada lutador tem as suas motivações para participar, algumas bem ridículas por sinal mas que no fundo fazem parte deste género desde sempre. A meu ver que melhor motivo existe para dar uns sopapos a não ser para passar tempo e divertimo-nos?

Há muitas mais personagens do que estas.
Uma das diferenças mais notórias nesta saga é sem dúvida o grafismo que deixou de lado o 2D passando a utilizar o 3D e tirando assim partido do hardware da PlayStation mais indicado para isto. As personagens são grandes q.b. e bastante bem animadas ainda que tenham aquele look quadradão típico dos jogos desta época, algo que evoluiu com os restantes jogos desta sub-saga. Os cenários optam por fundos estáticos e que parecem não ter fim, um pouco a reflectir aquilo que vimos em Tekken, e algo também comum a jogos deste género durante esta era. A performance da acção é algo bastante forte pois os 60 frames são praticamente constantes, existindo um ou outro slowdown em momentos específicos onde o jogo é mais exigente com o hardware. Existem ainda cutscenes que utilizam o glorioso CG da época para os finais.

As coisas aqueceram rapidamente!
A parte sonora de Street Fighter EX Plus α é algo que também me ficou na memória sobretudo devido à banda sonora produzida por ex-empregados da Namco, com uma ampla selecção de faixas, algumas bastante memoráveis e que são exclusivas deste título, sempre com direito a serem anunciadas via texto, quando o combate começa. A sonoridade é bastante diversificada nesta escolha, com temas alusivos ao locais em questão em alguns dos casos mas sempre com um gostinho jazz, rock e até electrónica. Os efeitos sonoros são bastante bons, ainda que não tenham aquele impacto dos jogos 2D mas cumprem a sua função sem percalços. O voice-acting também é competente, com bastantes vozes a serem ouvidas durante os combates, ainda que algumas possam parecer um nadinha irritantes quando ouvidas vezes sem conta.

Os replays são sempre porreiros.
Não se querendo distanciar muito da fórmula vencedora da saga principal, Street Fighter EX Plus α opta por uma jogabilidade 2D ainda que seja um jogo 3D. Assim temos um jogo onde facilmente nos adaptamos à qualquer personagem, sejam as velhas conhecidas ou as estreantes que incluem excelentes surpresas com lutadores muito equilibrados em termos de golpes e técnicas. Os combates utilizam o mesmo esquema de duas rondas para ganhar, com dois lutadores a defrontarem-se com os seus estilos de luta e misturando um pouco elementos de jogos anteriores, como a série Alpha. Podemos utilizar combos e Super Combos, golpes especiais e ainda Cancelling, Super Cancelling e Ex Guard Break. Os dois primeiros permitem-nos cancelar golpes especiais ou Super Moves, com outros, resultando assim em combos imprevisíveis. O EX Guard Break permite-nos partir a defesa do inimigo deixando-o tonto por alguns segundos, o suficiente para mudar o rumo de um combate. Exclusivo deste jogo e desta série é a barra de Super segmentada em três partes, que é usada para os Super Combos, Guard Breaks e afins.

Um momento mais íntimo...
O jogo apresenta ainda diversos modos para além do tradicional Arcade, onde se incluem o Versus para dois jogadores, Practice para os treinos, Survival para ver quantas rondas conseguimos aguentar contra os adversários, Team Battle que é aquilo que o nome sugere, Time Attack para quem gosta de combates contra-relógio e Watch, onde podemos ver os nossos lutadores favoritos à bulha, sendo controlados ambos pelo computador. Curiosamente, esta sub-saga deu origem a mais dois jogos (já aqui analisados) mas depois desapareceu sem deixar rasto. Ou assim se pensava pois alguns dos lutadores, aqueles não pertencentes à Capcom fizeram o seu trilho noutra saga, considerada por alguns como espiritual, chamada Fighting Layer, cujo primeiro jogo saiu apenas no Japão pela mão da Namco. Em Junho de 2018 foi lançada outra sequela, na PS4/PC (digital para estas plataformas) e Arcade chamada Fighting EX Layer com as mesmas personagens e até convidados como Terry Bogard de Fatal Fury. O jogo foi relançado em 2019 para plataformas móveis com o nome Fighting EX Layer -α (I see what you did there...).

Ryu aprendeu isto com o melhor.
Se gostam de jogos de luta e de Street Fighter, Street Fighter EX Plus α é sem dúvida um excelente jogo a considerar na vossa colecção de PlayStation pois tem conteúdo suficiente para vos manter ocupados por algum tempo. E é daqueles jogos que tem qualquer coisa de especial e só por isso merece ser considerado um JOGALHÃO DE FORÇA.


MURRALHÕES DE FORÇA:
 

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