3 de agosto de 2011

Samurai Warriors

Yukimura e a menina...
Desenvolvido por: Omega Force
Publicado por: Koei
Plataforma(s): PlayStation 2, Xbox
Lançamento: 11-02-2004 (JP), 06-05-2004 (EUA), 25-06-2004 (EU)
Género: Acção, Hack 'n Slash
Modos de jogo: Modo história para um jogador, Modo Vs. para dois jogadores, Outros modos para um jogador
Media: DVD-ROM (4.7GB)
Funcionalidades: Gravação de progresso no Memory Card (310KB), Compatível com Controlo Analógico: apenas joysticks, Compatível com Função de Vibração
Outros nomes: 戦国無双 - Sengoku Musou que se traduz em "Unrivaled Warring States" (JP)
Estado: Completo
Condição: Impecável
Viciómetro: Acabei-o várias vezes com várias personagens.

(Pelo menos hoje não chove.)

Autocolantes... *facepalm*
Sempre tive um particular interesse pela história do Japão, especialmente pelas drásticas mudanças e sobretudo pelas batalhas e afins. Os Japoneses, ao contrário de nós, sempre tiveram uma aptidão especial para recriar essa mesma história em séries, filmes, manga e claro, videojogos, abrangendo assim o maior número de pessoas possível. Obviamente a história não é de todo contada à risca e estas adaptações são na maior parte das vezes bastante floreadas e com muita ficção pelo meio. Ainda assim, não deixa de ser interessante. O jogo de hoje baseia-se no famoso período conhecido por Warring States e batalhas são coisa que não falta. Este exemplar foi adquirido pouco depois do seu lançamento, na Fnac da Baixa-Chiado tendo custado cerca de 50€.


Samurai Warriors começa por ser um spin-off da já conhecida série Dynasty Warriors mas com a diferença de se basear na história do Japão. O jogo em si não deixa grande margem de manobra para o enredo pois esse recai essencialmente na luta pelo poder e controlo do território, onde diversas personalidades históricas conhecidas como Hanzo Hattori, Yukimura Sanada, Nobunaga Oda, Ranmaru Mori, Masamune Date, Kenshin Uesugi entre outros, se defrontam arduamente. Cabe-nos a nós, decidir quem deve sair triunfante.

Manual, papelito e DVD.
Confesso que gostei deste jogo pelo visuais, bastante melhorados face à série Dynasty Warriors em vários aspectos, começando nos cenários, agora mais variados e com mais detalhe, e claro, as personagens, bastante distintas entre si, com toda a pormenorização possível e tudo a correr nuns estáveis 60 frames por segundo. É também surpreendente terem aumentado o número de inimigos em simultâneo no ecrã, consideravelmente maior do que nos outros jogos ainda que por vezes a acção sofra um pouco com isso, com um ou outro slowdown ocasional. O CG utilizado nas cutscenes é também muitíssimo bom, dando a ver um pouco de como estes jogos são hoje na PS3 e na Xbox360.

Wait... aquilo é um Triforce?!
Sonoramente, Samurai Warriors só peca por não ter uma opção que permita ouvir o áudio original japonês. Se estamos no Japão Feudal, é normal querermos ouvir as personagens falarem na sua língua e não em inglês. Infelizmente temos de levar com esta dobragem que desvirtua um pouco o ambiente do jogo, mesmo no meio de tanta espadada e pancada. Isto porque as personagens falam bastante umas com as outras e o diálogo é uma constante. De resto, a música está bastante boa, misturando uma sonoridade actual com aquela sonoridade típica japonesa, a contrastar com a acção frenética do jogo ainda que possa passar ao lado da maioria das pessoas. Durante grande parte do tempo vamos ouvir metal contra metal, ou metal contra carne portanto é uma questão de hábito e em última análise, abstracção.

Toscaria, muita toscaria!
A jogabilidade não mudou muito face a Dynasty Warriors, processando-se quase tudo do mesmo modo. Temos à disposição vários ataques e combos regulares, bem como os conhecidos Musou Attacks, que se traduzem numa ofensiva mais forte e destinada a limpar grandes "ajuntamentos" de inimigos. Estes ataques só podem ser usados quando enchemos a barra de Musou. Uma diferença neste jogo é que os Musou Attack nos permitem criar combos freestyle, ficando o jogo em câmara lenta enquanto nós à velocidade normal destruímos tudo à nossa volta. Ao evoluirmos a personagem ganhamos novas habilidades como por exemplo o dodge e a possibilidade de deflectir setas com a nossa arma. Ao completarmos missões somos avaliados numa série de parâmetros que nos permitem evoluir a nossa personagem, que vão desde número de inimigos derrotados, tempo despendido, experiência acumulada entre outros. Ocasionalmente em certos níveis teremos oportunidade de combater contra um ou mais bosses, sendo que quase em todos há pelo menos um que tem de ser derrotado para a batalha ser ganha. Contudo, no meio disto tudo existem certos eventos que podemos levar a cabo, ou não, consoante a personagem que estejamos a utilizar. Estes eventos por norma têm impacto na história e no seu curso.

Esta senhora não se perde entre homens.
Para além do Story Mode, o jogo oferece a possibilidade de combatermos contra outro jogador em splitscreen, alargando um pouco o período de vida do jogo. Pessoalmente não achei este modo nada de especial. A completarmos missões no Story Mode, podemos jogá-las novamente no Free Mode, as vezes que quisermos caso estejamos à procura de um item especial, por exemplo. Outro dos modos é o Survival, onde temos de sobreviver dentro de áreas fechadas (castelos), indo derrotando inimigos e limpando andares. O interessante deste modo é estas áreas serem sempre aleatórias. Finalmente a grande novidade é o New Officer Mode onde podemos criar uma personagem de raiz, escolhendo que tipo de arma irá utilizar e depois passando a um treino intensivo. Contudo este modo revela ser um bocado difícil e está associado ao Challenge Mode que nos testas nas diversas áreas de combate. Quando digo difícil é mesmo pelo facto deste jogo não ser muito amigo do jogador e quanto mais fracos somos, pior se torna. Por outro lado a dificuldade reside também no facto de termos de jogar em Hard ou acima, para conseguirmos os melhores itens e armas, sendo que o aparecimento destes é incerto pois temos de cumprir determinados objectivos. Isto a meu ver é um bocado injusto pois obrigar uma pessoa a jogar numa dificuldade elevada para poder apanhar um bom item não é desafio, é tortura. Ainda assim podemos criar itens e armas quase tão bons ou melhores que estes no Story Mode.

Uma coisa é certa, depois deste Samurai Warriors já tive a minha quota parte deste género de jogos que em nada evolui a não ser em pequenos aspectos quase irrelevantes. Se gostam de pancadaria sem terem de usar a cabeça, é uma recomendação. De outra forma não vale a pena perderem tempo com este jogo. Mesmo assim continuará a ser um JOGALHÃO DE FORÇA!

Continuamos no Japão amanhã mas com ninjas. :)

MURRALHÕES DE FORÇA:
 
 

3 comentários:

  1. Nem sei se me deva debruçar sobre esta série. Isto porque geralmente tento acabar por coleccionar todos os jogos da série principal, e no caso de Dynasty e Samurai Warriors, são bastantes. No entanto sempre me fascinou a quantidade de inimigos que temos de lutar ao mesmo tempo.

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  2. Samurai warrios eu tive a oportunidade de conhecer pelo samurai warrios 2 e digo que é realmente um jogo de força, se gosta de desfio ele é um verdadeiro hard mode, no nivel chaos é emocionante ver os chefes vindo correndo e dependendo do chefe irá matá-lo com apenas um golpe e as vezes efrentamos sem medo e outras ficamos com aquele medo de morrer no jogo, medo do ataque poderoso kkkk me sinto em uma verdadeira guerra nesses níveis altos!

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    1. Obrigado pelo comentário! Depois deste Samurai Warriors perdi um bocado o gosto por este género por achar demasiado repetitivo. Ultimamente experimentei o Hyrule Warriors na WiiU e fiquei novamente com o bichinho mas acho que foi mais por ter personagens da saga Zelda do que outra coisa. :)

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