4 de abril de 2015

Medal of Honor - Warfighter

Capa genérica até mais não.
Desenvolvido por: Danger Close Games
Publicado por: Electronic Arts
Produtor: Greg Goodrich
Compositor: Ramin Djawadi, Mike Shinoda
Motor gráfico:  Frostbite 2
Plataforma(s): PlayStation 3, Xbox360, PC
Lançamento: 23-10-2012 (EUA), 26-10-2010 (EU), 15-11-2012 (JP)
Género: First Person Shooter
Modos de jogo: Modo história para um jogador, Multiplayer online até 20 jogadores
Media: Blu-Ray Dual Layer (50GB)
Funcionalidades: Instalação no disco rígido (1.7GB), Gravação de progresso no disco rígido, Compatível com Função de Vibração, HD 720p, DLC adicional
Estado: Completo
Condição: Impecável
Viciómetro: Acabei-o uma vez em Normal e não lhe toquei mais.

(Hoje não tenho nada a declarar.)

Tanta nação...
Medal of Honor é certamente um nome bem conhecido para quem é fã de First Person Shooters e sem dúvida um dos jogos responsáveis por ter colocado o tema da Segunda Guerra Mundial na ribalta no que concerne a videojogos. E tudo começou na velhinha PlayStation, com os seus 32-bit de glória 3D pixelizada até mais não, coisa que na altura teve um sucesso tremendo e foi sem dúvida um dos melhores jogos do género que se podia ter na consola. Mas os tempos avançam e com eles os jogos, que vão sofrendo alterações e nem sempre para melhor. Tendo o tema estagnado, séries como Call of Duty decidiram enveredar por outros caminhos como a actualidade, coisa que Medal of Honor decidiu fazer em 2010. Até teve algum impacto positivo mas quando a sequela saiu, o caso mudou de figura e não foi das melhores. Este exemplar foi adquirido numa loja online por cerca de 10 euros mais coisa menos coisa, algures em 2013.


"Manual", papelada e disco.
Medal of Honor - Warfighter é a sequela directa do jogo que foi lançado em 2010, agora centrado na guerra que se vive na actualidade um pouco por todo o mundo. Apesar do original até ter sido interessante, esta sequela deitou tudo a perder pelos mais variados motivos. Primeiro, começa por ser uma história familiar e isto, na minha mais modesta e sincera opinião como jogador é um erro temendo. Ninguém, repito, ninguém quer saber de histórias de família num FPS (CoD Chosts, toma nota pois fizeste o mesmo)! A trama começa logo após os eventos do primeiro jogo, onde Tom "Preacher" Walker regressa a casa para se deparar com uma família fragmentada devido à sua profissão. Entre as diversas missões ao longo do globo, vamos assistindo ao desenrolar deste drama familiar sem interesse e que nos faz perder o interesse pelo que estamos a fazer, sem nunca nos permitir ficarmos imersos na pele da personagem.

Faz o que te dizem.
Embora não seja horrível de todo, visualmente este Warfighter pareceu-me inferior ao jogo anterior. Fazendo uso de tecnologia mais recente, seria de esperar ver um grafismo melhor mas não é o caso. Enquanto o single player do original fazia uso do Unreal Engine 3, esta sequela utiliza uma versão nova do Frostbite (utilizado no multiplayer do original) que lhe confere uns visuais bastante bonitos até (estilo os do Battlefield 3) mas que na versão de PS3 sofrem pelas texturas manhosas e algum pop-up inesperado em certos locais. Para além disso, é demasiado parecido a Battlefield na minha opinião o que lhe retira identidade. Por outro lado, estando habituado aos quase constantes 60 frames dos CoD, jogar este Warfighter parece estranho inicialmente mas não é de todo um ponto negativo.

É da EA mas não é NFS...
Já musicalmente é jogo que não me deixa saudades nenhumas até porque pouco ou nada me lembro da música que foi mais uma vez composta pelo mesmo senhor do jogo anterior. Contudo, Mike Shinoda deu uma ajudinha e os Linkin Park compõem o tema do jogo com Castle of Glass, que a meu ver nada contribui para melhorar o jogo (até porque nem sou fã desta banda e acho piroso meterem este tipo de música em jogos). Os efeitos sonoros no geral são bons, com os sons das armas e afins bastante bem conseguidos mas o voice-acting e os diálogos são no mínimo enfadonhos, especialmente durante as cutscenes. A gíria militar volta uma vez mais a estar na linha da frente, pelo que é aconselhável utilizarem legendas para perceber minimamente o que é dito. A menos que sejam da tropa...

Uma porta, tantas decisões.
Em termos de mecânica e jogabilidade não há muita novidade a assinalar. Continua-se a jogar do mesmo modo, fazendo uso das mesmas habilidades como o peak 'n lean (algo pouco comum em FPS de consola), slide to cover (que continua a dar um jeitão) e pedir munição aos parceiros (que agora é infinita). Esta última é ridícula e torna o jogo estupidamente fácil. Por outro lado incluíram o Dynamic Door Breach que nos permite arrombar portas de várias maneiras e ainda alguns elementos de destruição do cenário, coisa que não abunda em muitos FPS actuais. Contudo isto não chega para tornar um jogo atractivo. As missões ao longo do jogo são terrivelmente lineares e genéricas, ainda mais do que no primeiro jogo, com uma IA que chega a ser atroz no que toca aos inimigos (os nossos companheiros também são estúpidos mas não tanto). Não há muita diversidade neste campo, excepto duas ou três missões, sendo que numa delas andamos de helicóptero a bombardear uma aldeia e as outras duas incluem perseguições de carro. Porém estas duas últimas podiam ser apenas uma secção dentro de uma missão mas não... são mesmo missões completas sendo que a primeira é enfadonha até mais não. A segunda como somos nós os perseguidos, já aposta mais num jogo de gato e rato onde temos de nos esconder do inimigo numa zona residencial e até tem a sua piada.

Woman... you're FUGLY!
Com uma campanha curtíssima, que dura no máximo dos máximos umas seis horas, o multiplayer será o sítio onde irão passar mais tempo, tal como acontecia no primeiro. Mas embora eu tenha jogado o multiplayer do primeiro para falar sobre isso, não o fiz com este Warfighter mas acho que já esperavam isso de mim. A única coisa que sei é que escolhemos a nossa nacionalidade e a nossa classe, de um conjunto de seis e depois lá vamos nós à descoberta dos vários modos competitivos. Mas com tanta escolha boa de jogos MP que há por aí, ficar retido neste seria uma perda de tempo.

Um dia no Médio-oriente.
E é isto, Medal of Honor - Warfighter é um jogo medíocre, com um single player fraco, sem ideias e com bugs devido ao rush que sofreu para ser lançado e portanto não o recomendo a menos que sejam deveras curiosos. Não deixa de ser um JOGALHÃO DE FORÇA pois continuará a fazer parte da colecção.

Próximo jogo: um RPG/dungeon crawler na 3DS.

MURRALHÕES DE FORÇA:
 
  

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