5 de junho de 2011

Top Gear Rally

Um carro muito estranho.
Desenvolvido por: Boss Game Studios
Publicado por: Kemco (JP/EU), Midway Games (EUA)
Compositor: Barry Leitch
Plataforma(s): Nintendo 64, PC, Game Boy Advance
Lançamento: Outubro de 1997
Género: Corridas
Modos de jogo: Modo Arcade e Career para um jogador, Multiplayer para dois jogadores
Media: Cartucho de 64-megabit
Funcionalidades: Gravação de progresso no Memory Pak, Compatível com Rumble Pak
Outros nomes: Boss Rally (Versão PC)
Estado: Completo
Condição: Impecável
Viciómetro: Joguei-o até não ter nada mais para oferecer.

(Domingo, dia de nada fazer.)

Autocolante feio, este caixa tem um!
Na época em que a Nintendo 64 foi lançada criou-se uma enorme expectativa relativamente aos jogos que iriam ser lançados, pois apregoava-se muito o poder dos 64-bit da consola e das suas capacidades gráficas. Contudo, muitos dos jogos conseguiam ser inferiores aos da PlayStation, mesmo tendo estes a sua pixelização e outros artefactos menos simpáticos, isto tudo porque a N64 tinha uma espécie de maldição a começar pelo formato escolhido: os cartuchos. Porém isto não a fez ter jogos inferiores, antes pelo contrário. O jogo de hoje prova ser um bom exemplo, que não prima pelos visuais nem pelo som, muito menos pelos carros licenciados mas sim pela física e pela excelente jogabilidade. Este meu exemplar foi comprado há uns bons aninhos ao meu contacto na Concentra por um preço simbólico, pouco tempo depois de ter sido lançado por cá.


Top Gear Rally é um simples jogo de carros, ou se preferirem, de corridas que é mais correcto. Imediatamente se apercebem das parecenças com jogos como Sega Rally, nomeadamente por ser rally e pelas pistas mas também com Ridge Racer se formos pegar na parte visual extremamente colorida e variada. E sendo um jogo onde o objectivo é correr e bater os adversários não há muito a dizer sobre o mesmo portanto vamos aos pormenores técnicos.

Manual, papeluchos e cartucho.
A parte visual de Top Gear Rally é algo que se destaca particularmente pelo colorido e pela suavidade do grafismo, algo que não se via na PlayStation pois os pixeis tinham sempre tendência a destacarem-se. Neste caso, o bilinear filtering da N64 que tantos jogos atormentava, foi usado em doses bem distribuídas, proporcionando um aspecto espantoso para a época, onde as pistas, todas elas diferentes, ganhavam vida e eram bastante agradáveis de se ver. Os carros, apesar de não serem licenciados, foram modelados à imagem dos modelos reais e eram facilmente reconhecidos, ainda que tivessem pinturas horrorosas, algo que o jogador podia mudar na Paint Shop com um pouco de jeito e paciência. Aliada a isto tudo, está uma framerate estável onde a fluidez de jogo persistente em todos os momentos sem solavancos ou outros males.

Que pintura tão azeiteira.
Diria que sonoramente, Top Gear Rally não é o melhor exemplo de como fazer um bom trabalho num cartucho. Isto em parte porque o som dos motores não é de todo realista, dando a sensação de estarmos a conduzir um aspirador de pó e não um automóvel. Ainda assim, os sons das derrapagens escapam apesar de também não serem fabulosos. A música, composta pelo mesmo senhor que trabalhou nos Top Gear da SNES, não deixa saudades até porque na maioria das vezes eu desligava a mesma e a única coisa que ouvia era o som ambiente das pistas e dos carros.

Driving. You're doing it wrong!
O que realmente torna este jogo tão bom e tão viciante é a parte jogável. Controlar os carros pode parecer uma tarefa hercúlea inicialmente, devido à sensibilidade do joystick analógico mas podemos configurar isto nas opções antes da corrida, bem como mexer nos pneus e na suspensão, algo que afecta seriamente a jogabilidade. As pistas também afectam muito o comportamento dos veículos, devido ao piso que tanto varia entre asfalto como terra batida ou partes onde existe um misto dos dois, isto já para não referir a malvada lama e ocasionalmente uma ou outra poça. E se contarmos com a areia, o número de obstáculos aumenta ainda mais. Como se fosse pouco, as próprias pistas têm todas uma dinâmica muito própria que se traduz no terreno, com altos e baixos, conferindo uma física muito bem conseguida. Cada carro tem também o seu comportamento individual conferindo realismo ao jogo, algo que poucos jogos ofereciam até à data. E falando em carros, apesar de não terem os nomes oficiais, rapidamente reconhecemos marcas como Subaru, BMW, Toyota, Ford, Porsche, Mitsubishi e Nissan, com mais uns carros secretos no mínimo curiosos. As pistas apesar de não serem numerosas são enormes, com diversos atalhos e as correspondentes variações em mirror.

Nesta nem se trava.
Como referi acima, se tivermos jeito e paciência para paintjobs, podemos fazê-lo na Paint Shop onde conseguimos transformar as pinturas originais horríveis em algo mais parecido com a realidade. Eu, por exemplo, mudei as pinturas dos carros todos e o jogo ficou logo com outro ar.

Top Gear Rally foi de facto uma excelente surpresa na N64 pois naquela época nenhum jogo de carros para a consola era decente. Este preencheu a lacuna existente e proporcionou umas boas horas de vício logo nem se questiona o facto de ser um JOGALHÃO DE FORÇA!

Um clássico das plataformas na SNES, amanhã sem falta. :)

MURRALHÕES DE FORÇA:
 

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