28 de junho de 2011

Trauma Center - Under the Knife

Não é anime, é um jogo.
Desenvolvido por: Atlus
Publicado por: Atlus
Designer: Kazuya Niinou
Compositor: Shōji Meguro
Plataforma: Nintendo DS
Lançamento: 30-06-2005 (JP), 04-10-2005 (EUA), 28-04-2006 (EU)
Género: Simulação médica, Visual Novel
Modos de jogo: Modo história para um jogador
Media: Cartão de jogo com 256Mbit
Funcionalidades: Gravação de progresso no cartão de jogo
Outros nomes: Chōshittō Caduceus (超執刀 カドゥケウス) que se traduz em Super Surgical Operation: Caduceus (JP)
Estado: Completo
Condição: Impecável
Viciómetro: Ainda estou para terminá-lo.

(Odeio lojas online, têm tanta coisa boa!)

Informação em Português, muito bem!
Com o aparecimento da Nintendo DS, foram imensos os jogos que puderam finalmente sair do Japão e chegar ao ocidente, onde ganharam legiões de fãs. Não me refiro obviamente aos títulos que nos são familiares desde sempre mas a géneros obscuros populares entre os japoneses mas pouco apelativos para os ocidentais. Ou assim pensavam eles. O facto é que estes géneros são tão populares quanto lá, visto existir um público alvo muito grande, por incrível que pareça, um pouco por força da expansão que o anime e o manga tiveram no ocidente. Assim sendo, inúmeros jogos, nomeadamente Visual Novels, fizeram a sua aparição para deleite de todos. O jogo de hoje combina um pouco este género com uma mecânica especial que o torna único. Este meu exemplar foi-me oferecido algures em 2006, sem motivo de espécie alguma.


Manual, papelada e cartão de jogo.
Trauma Center - Under the Knife é um jogo original por uma simples razão: permite-nos ser um médico e estar em contacto com a acção. Ora isto foi o principal chamariz que me fez ganhar interesse pelo jogo e creio que fez o mesmo a muito boa gente. Mas não se limitando às operações, existe uma trama complexa por detrás disto tudo. A história decorre em 2018, numa época onde as doenças que eram incuráveis são coisa do passado e o Dr. Derek Stiles assume o seu papel no Hope Hospital. Após um caso de negligência médica por sua parte, Derek consegue milagrosamente salvar alguns pacientes de situações bastante complicadas, descobrindo que tem um poder dentro de si, o qual desconhecia. Esta é a parte de fantasia do jogo. Claro que a dada altura, descobre num paciente uma nova doença, conhecida por GUILT (Gangliated Utrophin Immuno Latency Toxin) e que tem várias variantes, ameaçando severamente a humanidade. Derek descobre ainda que a doença foi criada pelo homem e que tudo é obra de uma corporação médica terrorista conhecida por Delphi. O resto é para se jogar...

É melhor coser isto!
Fazendo uso do hardware da DS, Trauma Center revela ser um jogo visualmente agradável, onde a história e cada caso, vão sendo contados através de um grafismo 2D ora estático, ora dinâmico, onde as personagens se debatem umas com as outras e os ambientes vão variando. Não pensem que estamos sempre num hospital pois neste jogo vamos visitar vários locais. Na hora de operar, o grafismo assume uma vertente mais tridimensional, sempre que temos de mexer em órgãos, ossos e outras "componentes" humanas. Diria que dificilmente conseguiam fazer a coisa de outra maneira.

A sonoridade em Trauma Center não é algo que se destaque particularmente, assumindo uma postura discreta com músicas que vão desde o calmo até ao mais agitado, consoante a situação em que nos encontremos. Num quarto de hospital, à conversa com um paciente, calmaria, mas na mesa de operações numa situação crítica, a música dispara para acompanhar o momento. O som em si é competente, sem grandes aparatos e o voice-acting é escasso, limitando-se apenas a nomes de personagens e outras palavras.

Um caso bicudo!
Onde realmente o divertimento de Trauma Center reside é nas operações e portanto, na parte jogável. Operar é relativamente fácil e intuitivo, depois de se seguir o tutorial. A stylus comanda todos os nossos movimentos pelo que mais nenhum botão serve para o serviço. Cada operação tem um limite de tempo, que é algo que me irrita profundamente em certas ocasiões mas adiciona algum desafio ao jogo. Para procedermos à operação temos à nossa disposição várias ferramentas e outros aparatos que se resumem a Laser Cirúrgico, Gel Antibiótico, Dreno, Forceps, Mãos (duh), Lupa, Ultra-som, Bisturi, Suturas, Seringa e Ligaduras. Numa vertente mais fantástica, temos o Healing Touch que é uma antiga técnica Grega que permite ao cirurgião mexer-se acima da velocidade normal para um humano, permitindo-lhe fazer muito mais num curto espaço de tempo.

O briefing antes da operação.
Estas operações estão espalhadas por vários capítulos sendo que em cada um deles, existe uma onde vamos ter de operar um doente com GUILT, funcionando com uma espécie de boss battle, pois existem sempre grandes reviravoltas nestas operações. Após uma operação somos avaliados pelo nosso desempenho que vai desde C - Rookie Doctor a S - Master Surgeon. Isto compreende o tempo decorrido, o estado do paciente e as vezes que falhamos um movimento ou errámos ao usar um objecto. Podemos repetir qualquer operação no Challenge Mode, onde também encontramos as X-Missions, operações com variantes extremas da GUILT, para nos deixarem os cabelos em pé, literalmente, por serem tão difíceis. Este jogo deu origem a uma sequela na DS e ainda a alguns jogos na Wii mas nunca me senti tentado a experimentar nenhum.

E Trauma Center é isto, um jogo original, diferente e divertido, ainda que tenha algumas falhas menores a meu ver, nomeadamente a porcaria do tempo limite, que nos dá a impressão dos doentes estarem todos para morrer e condiciona demasiado as nossas acções. Fora isso é um JOGALHÃO DE FORÇA!

Amanhã, mais Mario na SNES. :)

MURRALHÕES DE FORÇA:
 

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