14 de fevereiro de 2011

Assassin's Creed II [White Edition]

Ezio estiloso...
Desenvolvido por: Ubisoft Montreal
Publicado por: Ubisoft
Director: Patrice Désilets (Director Critivo)
Produtor(es): Sébastien Puel (producer), Jade Raymond (executive producer)
Argumentista(s): Corey May, Joshua Rubin, Jeffrey Yohalem
Compositor: Jesper Kyd
Motor Gráfico: Anvil
Plataforma(s): PlayStation 3, Xbox360, PC, Mac
Lançamento: 17-11-2009 (EUA), 19-11-2009 (EU, AUS)
Género(s): Acção, Aventura
Modos de jogo: Modo história para um jogador
Media: Blu-Ray
Funcionalidades: Instalação de 2GB (mínimo) no disco rígido, Suporte HD 720p, 1080i e 1080p, DLC de dois episódios adicionais (opcional) e localizações extra (opcional), Conectividade com Assassin's Creed - Bloodlines (PSP)
Estado: Completo
Condição: Impecável
Viciómetro: Acabei-o uma única vez, não me puxou para uma segunda ronda até porque fiz tudo e apanhei os troféus todos de uma assentada.

(Se porventura apanharem algum erro ou inconsistência na escrita, não se acanhem e façam favor de relatar. É que não sou muito dado a rever textos, aliás, detesto reler o que escrevi pois acabo sempre por mudar coisas que estão óptimas para algo menos bom.)

Not for resale... oh really?!
Se existe coisa que hoje em dia aprecio num bom jogo, para além do óbvio, é o cuidado que dão às edições que lançam. Por um lado é bom, por outro é mau. É bom porque se existirem 3 edições: uma normal, uma especial e uma super, hiper, mega, especial de coleccionador, o consumidor pode optar por qual se adequa mais à sua necessidade. Por outro é mau pois uma edição normal, é mais barata mas não traz o que as outras trazem. Às vezes nem compensa comprar as edições mais caras pelos extras mas também já se dá o caso da edição "do meio" custar o mesmo que a normal e trazer algo a mais. Assim compensa. Contudo o que considero pior ainda é que vamos atrás deste marketing mas descuramos o que realmente importa, o jogo em si! Antigamente isto não acontecia pois edições especiais e afins eram como água no deserto, uma miragem. E a mentalidade era outra também. Enfim, esta conversa toda só se prende com o jogo de hoje, que é uma edição "do meio" e compensou pelos extras. Entrou na colecção no dia 11-12-2009 e foi adquirida no Jumbo do Almada Fórum por 79.99€. Para além do jogo traz um estatueta em PVC da personagem principal, Ezio Auditore da Firenze com cerca de 18cm e um código para DLC de uma localização extra. Lá está, compensou a diferença abismal de preço em relação às outras.


Manual, papelada e disco.
Assassin's Creed II é a sequela do primeiro título, ainda que as coisas tenham mudado bastante de figura. Passámos da Terra Santa para a Europa, mais concretamente Itália e desta vez, Desmond vai continuar a sua "aventura" no Animus, que vai na versão 2.0, para desvendar os mistérios e a verdade acerca dos seus antepassados e consequentemente, dos seus inimigos. Claro que não conta com a ajuda da Abstergo mas sim de um pequeno grupo organizado que está do seu lado para o ajudar. No meio disto tudo vamos explorar cidades como Veneza, Florença, Forli e Toscânia, e ainda um cheirinho de Roma...

O "caixote" onde vinha tudo.
Assassin's Creed II conseguiu a proeza de eliminar quase todas as falhas do primeiro jogo. Começando pelo grafismo, melhoraram o aspecto geral de tudo, desde as personagens, bem mais detalhadas até aos cenários e ambiente em geral, que notoriamente são bem mais coloridos e acima de tudo vivos. No primeiro jogo da saga, havia um pouco a sensação de vazio ou falta de algo no meio envolvente mas neste isso foi completamente eliminado. Qualquer uma das cidades fervilha de movimento e até mesmo nas partes campestres há sempre uma sensação constante de vida. Passear pelas cidades é uma experiência fabulosa, sendo que algumas vezes nos perdemos a apreciar os edifícios ou mesmo as pessoas que por lá habitam. E claro, tal como o anterior, vão passar muito tempo a apreciar a vista do topo dos edifícios, o que resulta num cenário ainda mais agradável. Outra falha que o primeiro tinha e neste mal se nota é o screen tearing, que foi drasticamente reduzido mas poderá ocorrer de vez em quando sem que isso afecte a jogabilidade em geral.

A traseira do caixote.
Em termos sonoros não lhe aponto o dedo. A música está lá quando é necessária e som ambiente é perfeito em todas as ocasiões. O discurso das personagens é credível e a interacção oral entre as mesmas resulta bem sem parecer forçado ou tirado a ferros como em outros jogos. E ainda bem que assim é, pois neste jogo existe imenso diálogo e para aguentar isso é obrigatório que o trabalho esteja bem feito. Efeitos sonoros também cumprem o seu papel na perfeição em todos os campos, desde o galopar de um cavalo numa perseguição em alta velocidade pelos campos verdejantes, aos combates acesos entre Ezio e hordas de guardas.


Ezio Auditore da Firenze.
Se acharam Assassin's Creed aborrecido por ser muito repetitivo, o segundo título da saga mudou um bocadinho nesse campo. Digo um bocadinho porque o núcleo continua lá, vamos repetir muitas missões praticamente idênticas mas sempre temos um propósito que não seja só assassinar uma figura. Por termos sido incriminados e obrigados a abandonar uma cidade, temos agora como dever, reconstruir a villa da nossa família, não só a propriedade habitacional bem como todos os estabelecimentos comerciais à volta. Ora isto conferiu uma nova dinâmica ao jogo, fazendo com que tarefas enfadonhas se tornassem mais divertidas de fazer. Afinal de contas, no fim somos recompensados pelos nossos esforços. Para além dos habituais collectibles que podemos ir apanhado (as penas do Petruccio, por exemplo) temos ainda algumas localizações secretas que podemos explorar ainda que não afectem o decurso da história. No campo da jogabilidade propriamente dita, Ezio é mais hábil do que Altaïr visto ter à sua disposição uma gama mais alargada de movimentos, bem como de armas. Desta vez é possível assassinar duas pessoas em simultâneo com as wrist blades, visto termos duas. Por outro lado, podemos roubar as armas dos inimigos em certas ocasiões e dar-lhes a provar um pouco do próprio remédio. Incluíram alguns gadgets, fruto da relação de amizade de Ezio com Leonardo da Vinci, que se traduzem na sua famosa máquina voadora (que neste jogo voa e bem) e numa espécie "pistola" para usar a curta distância. Claro que muitas destas coisas, foram obviamente inventadas no próprio jogo. De resto Ezio faz exactamente tudo o que Altaïr fazia no primeiro jogo, sendo que a excepção mais notória é Ezio conseguir nadar, caso tenha de o fazer. Podemos andar de gôndola mas nadar por norma resulta melhor se tivermos de escapar a um grupo de guardas em perseguição...

Ó sole miiiiiio!
Não pretendo alargar mais esta breve exposição até porque não faço tenção de contar a história de Assassin's Creed II. Tem muito mais piada jogá-lo pois é bastante divertido e nada, mas mesmo nada difícil. E enquanto não sai o 3 e não arranjo o Brotherhood, há outros jogos para ir publicando e claro, jogando! Este como não poderia deixar de ser, é um JOGALHÃO DE FORÇA! :)

Um clássico dos FPS aterra aqui, amanhã.

MURRALHÕES DE FORÇA:
 

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