10 de fevereiro de 2011

Super Mario Bros.

Quando não há caixa, faz-se uma!
Desenvolvido por: Nintendo EAD
Publicado por: Nintendo
Designer(s): Shigeru Miyamoto, Takashi Tezuka
Compositor: Koji Kondo
Plataforma(s): Nintendo Entertainment System, Family Computer Disk System, Super Famicom/Super Nintendo Entertainment System, Game Boy Color, Game Boy Advance, Virtual Console
Lançamento: 13-09-1985 (JP), 17-11-1985 (EUA), 15-05-1987 (EU)
Género: Plataformas 2D
Modos de jogo: Modo história para um ou dois jogadores
Media: Cartucho de 3-megabit
Estado: Completo
Condição: Bom, o manual sofreu "alterações"
Viciómetro: Acabei-o tantas vezes que nem consigo calcular um número preciso.

(Clássicos nunca morrem. E para comprovar isso mesmo, o jogo de hoje é a prova viva e funcional!)

Info pertinente.
Super Mario, para muitos é sinónimo de um jogador de futebol que foi grande mas agora ninguém sabe por onde anda mas para milhões é sinónimo de jogos, divertimento e acima de tudo, uma personagem icónica que caracteriza toda uma geração. E a verdade é que ninguém adivinhava que um pequeno e rechonchudo canalizador de origem italiana, residente em Brooklyn, saído da imaginação infinita de um japonês cheio de sonhos, se tornasse no sucesso que é hoje e provavelmente continuará a ser muito muitas e largas décadas. Tal como já referi aqui anteriormente, este jogo faz parte de uma colectânea que acompanhava a Nintendo Super Set e portanto, não tem uma caixa de cartão própria. Chegou à colecção na década de 90.


Mesma foto, outro jogo.
Super Mario Bros., é um jogo que dispensa apresentações mas ainda assim nunca é demais voltar a repetir pois ainda existem pessoas que poderão não ter conhecimento do mesmo e ainda que tenham, poderá ser muito superficial. A ideia do jogo surgiu da mente brilhante de Shigeru Miyamoto, que enquanto jovem imaginava mundos para além de um simples túnel escuro ou até mesmo de uma enorme montanha. Na sua cabeça, existia um mundo de fantasia para além daquilo que os seus olhos não conseguiam alcançar e a única maneira de descobrir isso era entrar no túnel ou subir a montanha. A dada altura da sua vida, tendo adquirido uma formação na área das artes, tentou a sua sorte numa empresa cujo o nome não nos é nada estranho: Nintendo. O seu pai como tinha conhecimentos lá dentro (não lhe chamemos cunha, é feio) lá conseguiu uma entrevista com o presidente. Este último ficou tão impressionado com a imaginação e vontade de trabalhar do jovem que lhe deu luz verde para começar a materializar os seus sonhos. Assim nasceram títulos como Donkey Kong, The Legend of Zelda e claro, Super Mario Bros., que é sem dúvida o jogo de plataformas mais famoso de sempre e talvez o mais jogado também. Peço desculpa aos fãs do ouriço azul... :P

Infelizmente, a capa do manual desapareceu.
Numa época onde os jogos praticamente tinha todos o mesmo aspecto, ou seja, quadrados e coloridos, SMB cumpria a sua função que era divertir a malta. O seu aspecto quadradão ainda hoje é tido como algo actual e retro ao mesmo tempo mas acima de tudo nostálgico. E digo actual pois há jogos hoje em dia que apostaram em visuais parecidos ou baseados no de SMB e outros jogos desses tempos. Mas o que realmente interessa é que o grafismo não é tudo, apenas uma pequena parte e o deste jogo apesar de simples é engraçado e funciona perfeitamente.

Mario mete tudo a arder!
Konji Kondo fez um excelente trabalho em SMB, ao compor apenas 6 faixas sonoras mas que nos ficaram para sempre na memória. Verdade seja dita, a música do 1º nível jamais será esquecida depois de a terem ouvido uma vez apenas e é a música que, na minha opinião, melhor consegue representar os videojogos, seja em que circunstância for. Outra característica marcante deste título é também o som em geral, que curiosamente hoje em dia serve tanto para toque de mensagem de um telemóvel (o barulho das moedas, dos cogumelos de 1-Up ou até mesmo os normais), como por exemplo em anúncios televisivos. É este o impacto e a influência que SMB exerce neste nosso mundo.

Peixes voadores, este jogo tem tudo.
Claro que não vou deixar de referir aquilo que fez de SMB o jogo que é hoje e que certamente mantém o legado vivo. A jogabilidade, algo que em SMB é sinónimo de qualidade, criatividade mas acima de tudo, entretenimento. Se há algo que posso dizer acerca de SMB, é que é dos jogos mais divertidos de se jogar por ser tão simples e isso certamente traz boas memórias. Sozinho ou a dois, competindo para ver que chega ao final primeiro, SMB é daqueles jogos que devia servir de exemplo para todos os outros. Com apenas dois botões é possível fazer uma série de movimentos, intuitivos e sem grandes complicações, no fundo, sem pedir grandes exigências ao jogador. Alguns hoje em dia conseguem esse feito mas outros quase que é preciso tirar um doutoramento para se conseguir jogar em condições. Na NES, o único jogo que conseguiu superar SMB neste campo foi um dos seus sucessores, Super Mario Bros. 3 (já aqui exposto e analisado), que elevou as coisas a um novo patamar. Sempre que pensarmos que já não nos conseguem surpreender, a Nintendo surge com algo de novo...

Um dos confrontos mais icónicos de sempre.
Enfim, não é necessário alongar-me mais do que o devido até porque já escrevi tudo o que era pertinente acerca deste jogo. Não preciso de dizer que tem N níveis, alguns em terra, outros na água e claro, nos castelos. Vocês sabem dessas coisas todas ou deveriam saber. :) E se Super Mario Bros. não fosse um JOGALHÃO DE FORÇA, mais nenhum por aqui poderia ser.

Amanhã, rodas grandes e lama...


MURRALHÕES DE FORÇA: 
 

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