19 de fevereiro de 2011

DooM 64

Mais uma repro feita.
Desenvolvido por: Midway Games
Publicado por: Midway Games
Compositor: Aubrey Hodges
Plataforma: Nintendo 64
Lançamento: 31-03-1997 (EUA) 02-12-1997 (EU)
Género: First Person Shooter
Modos de jogo: Modo história para um jogador
Media: Cartucho de 96 megabit
Funcionalidades: Compatível com N64 Memory Pak para gravação de progresso.
Estado: Incompleto, falta a caixa e os manuais
Condição: Boa, pequenas marcas de uso no autocolante.
Viciómetro: Acabei-o várias vezes, é DOOM 64! :D

(Questões, dúvidas, criticas? É só deixarem nos comentários! Abertos 24 horas por dia e sem moderação. Agora vejam lá o que escrevem...)

Com bastante texto para ler.
No tempo da N64, havia um enorme cepticismo em torno da máquina e das suas capacidades, tudo isto devido às escolhas da Nintendo em termos de hardware. Numa época onde o CD-ROM prosperava e tudo era agora mais digital, com tempos de loading a esgotar a nossa paciência, optaram por continuar no passado e utilizar cartuchos. Sim, cartuchos, grandes, cinzentos, feios e com capacidade limitada. Armazenar dados era um castigo para grande parte dos programadores e estes tinham de inventar novas técnicas para conseguirem enfiar toda a informação dentro de um circuito electrónico ou corriam o risco de ter de eliminar grande parte das suas ideias para o fundamental caber. Tristes tempos, sem dúvida mas se têm de culpar alguém por más escolhas, nem preciso de dizer quem será. O jogo de hoje sofreu um bocado por isso mas não deixa de ser bom. A sua história na minha colecção é um tanto incerta pois não foi comprado e muito menos oferecido. Também não o ganhei em nenhum concurso. Digamos que apareceu cá por volta de 1999, oriundo de parte incerta e de dono desconhecido. Daí só ter o cartucho, para grande infelicidade minha. Se porventura tiverem a caixa e manual ou se souberem onde encontrar, tenham a bondade de me informar. Aceito doações e até negoceio pelo preço justo. :)


O solitário cartucho...
DooM 64, é um daqueles jogos que teve o desprazer de levar com o 64 no nome, tal como muitos da sua geração. Era uma política estúpida por parte da Nintendo de colocar o 64 em tudo quanto era jogo, o que podia levar certas pessoas a pensar que existiam 63 jogos antes do 64. Não dá para compreender mas é assim que funciona, até hoje. Mas resumindo assim muito rapidamente, DooM 64, em termos históricos passa-se logo após Doom II onde o nosso marine faz uma nova incursão às luas de Marte, visto a limpeza anterior não ter sido de todo eficaz. Sim, é mais do mesmo mas para limpar demónios não é preciso ter um motivo, muito menos um background histórico conciso...

Furar este boi é uma ordem!
Uma certeza que tenho e todos têm, é que o motor de DooM é velho como o catano e na altura que DooM 64 saiu, já era velho. Daí que este jogo já tinha um aspecto antigo e datado quando saiu, visto que aproveitaram o motor modificado da versão de PlayStation para este. O resultado está à vista mas com diversas modificações. Uma delas e provavelmente a mais notória é a inclusão de texturas novas. À partida deu logo um look diferente a tudo, desde paredes, chão, tecto até aos céus animados. Por outro lado os sprites foram todos substituídos por versões de resolução superior, quer sejam inimigos ou mesmo objectos e armas. para prevenir a pixelização tradicional de DooM quando as coisas estão à frente do nosso nariz, toca de filtrar tudo dando aquele típico aspecto esborratado, também conhecido por bilinear filtering. Obviamente não vos vou massacrar com explicações técnicas, o Google é vosso amigo se tiverem interesse em saber mais.

Em termos sonoros é dos melhores DooM's de sempre. O único que rivaliza com este é a versão de PlayStation, cuja música é praticamente a mesma. Isto deve-se ao facto de a banda sonora de PlayStation ter sido reciclada para a N64, resultando em música ambiente, ideal para este tipo de jogo. Esqueçam aquele pseudo-metal-rock da versão de PC, não presta, música tenebrosa é que faz DooM 64 ser ainda melhor. O som em geral sofreu o mesmo tratamento, em todos os campos, daí que seja melhor que qualquer outra versão à excepção da PlayStation (já repeti esta palavra demasiadas vezes).

Um dia normal, lá no bairro.
O comando da N64 é quase que perfeito para FPS, se estes não tiverem muitos inputs. Em DooM 64, contudo, não é o melhor comando para se usar tudo porque não estamos perante um verdadeiro FPS em 3D mas sim algo 2.5D. Esmiuçando a coisa, estamos num ambiente 3D, onde nos movemos em três dimensões mas os objectos estão entre o 2D e o 3D, dando uma falsa sensação de tridimensionalidade. É fácil ver isso quando estamos perante um inimigo morto ou num sítio onde existam dois andares. Os inimigos irão parecer folhas de papel quando rodamos à volta deles e os andares, se repararem bem, nunca se sobrepõem! Mas que tem isto a ver com o comando? É simples, visto não ser preciso olhar para cima nem para baixo (simplesmente porque o jogo não foi programado assim), o mapeamento de botões foi feito de forma a que o joystick controle o movimento da personagem e não o movimento da cabeça. Depois de Turok ou mesmo GoldenEye, isto vai-vos parecer pré-histórico. Mas com um bocadinho de treino até se consegue controlar bem e nem é nada de horrivelmente mau. Apenas arcaico. Agora um facto é que estamos perante um jogo novo, nenhum outro DooM é igual a este e isso é óptimo, pois temos muitos níveis novos, alguns até secretos, para explorar. Devido a limitações de hardware, tal como referi inicialmente, alguns inimigos foram removidos, mais concretamente Commandos, Spider Masterminds e Revenants. É uma pena mas que se há-de fazer? Algumas novidades incluem diversas armadilhas, alguns pormenores "realistas" em algumas armas como a caçadeira e o lança-rockets, que agora têm recoil e, finalmente, uma arma nova, a Unmaker que para ter o seu poder ao máximo necessita de 3 pentagramas, escondidos em três níveis ultra secretos, que com certeza vão querer achar visto que, para além de aumentarem o poder da arma, também servem para fechar as 3 comportas no último nível e evitar que este fique inundado de inimigos enquanto lutam contra o último boss.

No fundo, DooM 64 é isto, mais do mesmo com um sabor ligeiramente diferente e um look renovado, dentro do antigo. Não é mau, antes pelo contrário até é bonzinho em pequenas doses. Consegue manter o ambiente e o espírito dos anteriores e só por isso é um JOGALHÃO DE FORÇA!

Macacadas na selva, é o prato de amanhã... :D

MURRALHÕES DE FORÇA:
 

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