20 de fevereiro de 2011

Donkey Kong Country

Esta capa foi um chamariz.
Desenvolvido por: Rare
Publicado por: Nintendo
Director: Tim Stamper
Produtor: Tim Stamper
Designer: Gregg Mayles
Artista(s): Steve Mayles, Kevin Bayliss
Argumentista(s): Gregg Mayles, Dan Owsen
Compositor(es): David Wise, Eveline Fischer, Robin Beanland
Plataforma(s): Super Nintendo, Game Boy Color, Game Boy Advance, Virtual Console
Lançamento: 21-11-1994 (EUA, EU), 26-11-1994 (JP)
Género: Plataformas
Modos de jogo: Modo história para um ou dois jogadores
Media: Cartucho de 32-megabit
Estado: Completo
Condição: Impecável
Viciómetro: Acabei-o várias vezes até ter descoberto tudo o que havia para descobrir.

(Faltam aproximadamente 197 jogos por analisar e expor aqui. Digo aproximadamente pois o número irá sempre oscilar...)

Aquilo nem um autocolante é...
Na década de 80, Shigeru Miyamoto inventou uma personagem peculiar, fruto das suas experiências e imaginação sem limites. Essa personagem era um misto de burro com gorila mas não saiu nenhum mutante. De facto saiu um gorila, semelhante a King Kong no aspecto físico mas com uma característica de burro, a teimosia. Assim foi baptizado como Donkey Kong e começou desde logo a fazer das suas, raptando uma rapariga e subindo ao alto de um prédio aparentemente em construção. Isto fez com que Mario, que na altura ainda não era canalizador mas sim carpinteiro ou algo parecido, fosse atrás do macacão para evitar o pior. Bom, mas os tempos evoluíram e Donkey Kong voltou à selva para junto de uma grande família para viver uma vida pacata longe da azáfama da cidade. E isto é apenas uma pequena introdução ao jogo de hoje que entrou na minha colecção em meados de Março de 1995. Foi um presente de aniversário comprado numa loja em Almada que já não existe, a Michu. Lembro-me especialmente deste jogo pois no dia em que o recebi tinha andando à tareia na escola com um colega e ficámos os dois com a cara num bonito estado. Putos.... :)


Manual, cartucho e afins.
Donkey Kong Country marca o regresso do macacão (ou gorilão, se preferirem) aos ecrãs. Afastado há bastante tempo, tendo apenas aparecido pouco antes em Donkey Kong no Game Boy, este seu regresso foi triunfal e sem dúvida uma reviravolta no panorama "videojoguistico". Mas antes de entrarmos em pormenores técnicos, Donkey Kong Country, leva-nos até à selva, lar do nosso gorila onde este vive uma vida calminha com o seu sobrinho Diddy Kong e o resto da família. Dedica-se essencialmente a encher um armazém de bananas até que este é assaltado pelos vis e pérfidos Kremlings, um bando de crocodilos, chefiados por King K. Rool. Ao deparar-se com o cenário catastrófico, Donkey Kong decide ir atrás dos malandros, com a ajuda de Diddy, para recuperar as suas amadas bananas. Argumento simples e eficaz, como se quer. A título de curiosidade, é o primeiro Donkey Kong que não foi dirigido nem produzido por Shigeru Miyamoto.

Folheto promocional do Game Boy.
Na época em que foi lançado, Donkey Kong Country causou um enorme impacto bem como surpreendeu tudo e todos. Um dos factores para que isso aconteceu foi toda a parte gráfica. Estávamos perante um jogo cujos visuais se assemelhavam a qualquer coisa que mais tarde veríamos com frequência nas consola de 32-bits. Mas em 1994, não existiam PlayStation's nem Saturn's, logo isto era o futuro! A Rare apostou em grande e decidiu correr riscos financeiros para conseguir puxar os limites da SNES e dar-nos este grafismo fabuloso. Tal deveu-se ao hardware usado, potentes estações de trabalho SGi e também a avançadas técnicas de compressão às quais chamaram "ACM" (Advanced Computer Modelling) e que permitiram incluir imensas animações nos sprites pré-renderizados em 3D. Termos técnicos aparte isto resultou num grafismo bonito, fluido e bastante colorido, transmitindo uma sensação enorme de movimento e acima de tudo, de vida. Pela primeira vez estávamos perante um jogo que ia muito além daquilo a que estávamos habituados a ver e jogar. Foi uma grande aposta ganha por parte da Rare.

Folhetos de inscrição no Club Nintendo.
A banda sonora também é bastante memorável, pois aliada à excelente parte gráfica proporcionou o ambiente ideal para um jogo de plataformas. As músicas rapidamente nos remetiam para a selva devido a todos os batuques e sons típicos de musica tribal. Afinal a ideia era essa e resultou que nem ginjas. Em geral, o som é de altíssima qualidade e a SNES faz sempre um bom trabalho nesta área, desde que os programadores e compositores saibam bem o que fazem.

Aquele gordo vai levar cornada.
A jogabilidade em Donkey Kong Country é a cereja no topo do bolo. Simples, fluida e viciante, são as três palavras que escolho para descrever a experiência. E o bom disto é que estas três palavras se mantêm pelo resto da saga, pelo menos na SNES, ainda não testei o novo na Wii mas creio que não vai desiludir nada. Donkey Kong comporta-se tal como esperávamos de um macacão: corre, salta, nada, rebola, anda de galho em galho, de árvore em árvore, enfim, todas essas coisas. Diddy Kong faz exactamente o mesmo, com uma ou outra diferença (em vez de rebolar faz a roda). O jogo apresenta-se sobre a forma de um mapa, como em Super Mario World, por exemplo, com diversos níveis espalhados por cada área. Isto quer dizer que não vamos passar o tempo todo na selva e vamos poder visitar o fundo do mar em certas ocasiões, explorar minas abandonadas sobre carris (sim, vão andar muito sobre carris nestes níveis) e até templos perdidos. Obviamente, durante toda esta aventura vamos poder encontrar níveis secretos e ainda contar com a ajuda de alguns membros da família Kong que nos vão facilitar a vida em certas ocasiões. De resto é o típico jogo de plataformas, estilo Super Mario, onde apanhamos bananas em vez de moedas e outros itens como as letras K-O-N-G para ganhar vidas, barris com efeitos diversos e ainda animais, tais como um rinoceronte, uma avestruz, um sapo, um papagaio e um espadarte, que nos ajudam a ultrapassar diversos obstáculos, bem como descobrir segredos.

Bom trabalho macacos!
Para concluir, Donkey Kong Country marcou uma época e desafiou os limites da Super Nintendo. Mas estes limites não se ficaram por aqui e foram mais além ainda. Só que essa história fica para mais tarde. Por agora, Donkey Kong Country é inquestionavelmente, um JOGALHÃO DE FORÇA! :)

Um jogo de luta, no mínimo, curioso irá aparecer amanhã por estas bandas...


MURRALHÕES DE FORÇA: 
 

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