16 de fevereiro de 2011

MadWorld

Capa simples mas sugestiva.
Desenvolvido por: Platinum Games
Publicado por: Sega (EUA, EU), Spike (JP)
Director: Shigenori Nishikawa
Produtor: Atsushi Inaba
Designer(s): Eiro Shirahama, Hirono Sato, Takahisa Taura, Tokuro Fujiwara
Artista: Masaki Yamanaka
Argumentista(s): Yasumi Matsuno, Jean Pierre Kellams, Ken Pontac, Warren Graff
Compositor: Naoto Tanaka
Plataforma: Nintendo Wii
Lançamento: 10-03-2009 (EUA), 20-03-2009 (EU), 26-03-2009 (AUS), 10-02-2010 (JP)
Género: 3D Beat 'em up
Modos de jogo: Modo história para um jogador, Multiplayer local (2 jogadores) Media: DVD-ROM (4.7GB)
Funcionalidades: Gravação de progresso na memória interna da Wii
Estado: Completo
Condição: Impecável
Viciómetro: Acabei-o duas vezes mas já repeti alguns níveis mais de dez.

(Este pequeno espaço está reservado a breves comentários e outras baboseiras. Hoje não tenho nada de parvo a dizer.)

É verdade o que ali está escrito.
Violência. Um tema sempre controverso que desde sempre acompanhou os videojogos e o seu crescimento. E se antigamente a censura era impiedosa, dando azo a muitos jogos alterados face ao que deveriam ser, hoje em dia existem muitas atenuantes e maneiras de evitar que o trabalho de alguém seja retalhado pelas "autoridades" da censura que, na minha modesta opinião, não passam de um bando de eunucos puritanos, mais preocupados em estragar as obras da imaginação de terceiros do que realmente olhar para o que está mal neste mundo. E se estes mesmo senhores culpam os jogos violentos dos males da humanidade, então preocupem-se em educar a humanidade para que possam distinguir a realidade da ficção. Afinal de contas a linha que separa as duas é bem grande e visível. Só não vê quem é burro. Bom, passando ao que importa e visto o jogo de hoje ser controverso, este chegou-me à colecção por volta de Agosto de 2009, por cerca de 16€, se bem me recordo. Foi adquirido na Zavvi.com, só para não variar nada. :)


Manual, papelito e DVD.
MadWorld é um jogo brutalmente violento onde o objectivo é sair vivo de uma competição onde estamos a participar. Esta competição de nome DeathWatch, é a principal atracção televisiva de Jefferson Island onde imensos concorrentes lutam entre si para chegar ao primeiro lugar. Para tal, tem de acumular um certo número de pontos para poderem desafiar o boss da área, num combate estupidamente brutal. E como se acumulam pontos? É fácil, basta matar todos os que se atravessem no nosso caminho e aqui a originalidade fala mais alto e consequentemente, dá mais pontos. A nossa personagem, Jack, está equipada com uma moto-serra num dos braços, só para tornar a coisa mais interessante (ou sangrenta, depende do ponto de vista de cada um)...

O que dizer disto?
A coisa que mais salta à vista em MadWorld são os gráficos. Habituados a ver coisas coloridas com imensa profundidade, neste jogo não vamos ver nada a cores excepto o sangue e alguma sinalização a amarelo. De resto, optou-se por um grafismo a preto e branco que nos lembra imediatamente de Sin City pois as semelhanças são evidentes. A um nível mais acentuado, parece um manga interactivo (ou se preferirem uma banda desenhada japonesa), onde tudo serve de arma e pintar o ecrã de vermelho torna-se um trabalho a tempo inteiro. Contudo, não deixa de ser interessante por isso, aliás é um dos jogos mais giros e detalhados neste campo que podemos ter na Wii. Desde as personagens, os inimigos e claro, todo o cenário que nos envolve, o nível de detalhe é bastante elevado e, confesso, que consegue rivalizar com alguns jogos nas HD.

A violência continua sobre rodas.
Sonoramente adorei MadWorld. A banda sonora é excelente, com uma mistura de estilos entre rap, hip-hop e até rock, sempre a acompanhar os banhos de sangue e a manter a acção frenética durante o jogo todo. Por outro lado, o som em geral é muito bom, desde os barulhos das armas, grunhidos de dor dos inimigos e claro, tudo o que envolva qualquer coisa a ser desfeita. Para além da música em geral, os diálogos e o voice acting estão impecáveis e o que mais gozo dá é ter dois comentadores a falarem das nossas acções durante o jogo todo, como se estivessem a relatar um jogo de futebol. Neste campo, MadWorld é dos melhores jogos de sempre.

Jack faz um piercing a este senhor.
Passando à parte jogável, não destaco nenhum ponto negativo. No geral porta-se bem, é fácil de lhe apanhar o jeito e tira partido das funcionalidades do Wii Remote com diversos truques e manhas, espalhadas um pouco por todo o jogo. Por esta mesma razão, o jogo está repleto de objectos que podem ser usados com armas para fazermos combos e claro imensas armadilhas para acabarmos com a vida dos nossos inimigos em grande estilo. Existem também imensos mini-jogos espalhados pelos níveis, desde tiro ao alvo em alvos gigantescos, atirar inimigos para dentro de uma turbina de um avião e até um onde o objectivo é fritar, literalmente, ninjas numa frigideira gigante. E isto são apenas três exemplos dos N existentes. As batalhas com os bosses são sempre um desafio e extremamente divertidas pois estes tanto podem ser gigantescos como terem a nossa estatura para um combate mais corpo a corpo. A originalidade neste jogo é genial e a cada nível que passam vão poder comprovar isso pelo que não vou estragar a experiência.

Prato do dia? Tempura, pois claro!
O único ponto fraco que considero é mesmo a falta de suporte 50/60Hz que nos dias que correm não faz sentido nenhum não existir. Poderá também não ser o jogo indicado para se jogar em família pela sua violência extrema e linguagem obscena e agressiva. No entanto, apesar de extremamente explícita e gráfica, a violência deste jogo é tão ridícula que pode mesmo ser comparada à de Tom & Jerry pois no fundo, a base é a mesma.

Sem me querer alongar mais nesta exposição, até porque eu não faço "reviews" visto não ser pago para tal, MadWorld é um daqueles jogos que considero anti-stress e ideal para ser jogado depois de um dia complicado para libertar energias. Se preferirem, vão até ao ginásio para o mesmo efeito. Como tal, é um JOGALHÃO DE FORÇA!

Uma vez mais, os vampiros regressam para outra aventura, já amanhã...

MURRALHÕES DE FORÇA:
 

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