3 de fevereiro de 2011

Cybernator

Robots gigantes, impossível não se gostar.
Desenvolvido por: NCS Corp
Publicado por: Konami (EUA/EU), Masaya (JP)
Compositor: Masanao Akahori
Plataforma(s): Super Nintendo, PlayStation 2, Virtual Console
Lançamento: 18-12-1992 (JP), ? 1993 (EU), 04-04-1993 (EUA)
Género(s): Acção, Plataformas, Shoot 'em up, Run 'n Gun
Modos de jogo: Modo história para um jogador
Media: Cartucho de 16 megabit
Outros nomes: Assault Suits Valken (重装機兵ヴァルケン "Jūsō Kihei Varuken") (JP)
Estado: Completo
Condição: Impecável
Viciómetro: Acabei-o umas três vezes, vi os dois finais.

(Depois deste jogo, seguir-se-á uma jornada de PlayStation. Isto tudo porque os jogos estão todos organizados numa lista de entrada do blog.)

Mais um com direito a autocolante.
Mecha. Muitos não sabem o que esta palavra significa, mas outros tantos conhecem bem o seu significado. E elucidando os que não sabem, Mecha é uma abreviatura que designa robots gigantes, normalmente pilotados por um ser humano com capacidades para tal. Estes robots, como não poderia deixar de ser, são sempre fortemente armados e equipados para combate sendo que são o futuro de qualquer exército deste planeta. Quem inventou tudo isto? Bem, historicamente podemos voltar a 1880, onde Júlio Verne nos apresentou um elefante mecânico movido a vapor em La Maison à vapeur. Mais tarde, H. G. Wells introduziu os Tripods em The War of the Worlds. E ainda, em 1959, Robert A. Heinlein idealizou o conceito de soldados equipados com exoesqueletos mecânicos armados, em Starship Troopers. Mas posso afirmar com certeza, que foram os Japoneses que popularizaram o termo. Esta introdução toda é só pelo facto de que o jogo que se segue tem mechas para dar e vender. Entrou na minha colecção por volta de 1994, se não me falha a memória e foi o meu pai que me ofereceu. Não porque eu fazia anos ou algo do género mas só porque lhe apeteceu. x)


Manuais, papelada e cartucho.
Cybernator é um jogo ao bom velho estilo 2D, onde o objectivo é rebentar tudo o que mexe e sair, de preferência, intacto. É daqueles jogos que marca bem a era dos 16-bit, em particular a SNES, em todos os aspectos. A história prende-se com o facto dos combustíveis fósseis na Terra, estarem a atingir um limite critico, o que despoleta uma guerra entre duas frentes. Como se isso fosse pouco, a guerra alastrasse também devido ao facto de também estarem em causa os direitos de ocupação territorial da Lua. Para resolver a situação, Jake Brain é destacado para a frente de batalha no seu Assault Suit. Curiosamente este jogo foi alvo de censura, uma prática comum nesta época. Na sua localização ocidental perdeu-se algum texto tido como polémico bem como uma cena perto do final, onde o líder das forças inimigas se suicida visto ter perdido a guerra. Enfim, hoje em dia estas coisas mostram-se sem medos, felizmente. Afinal de contas, são apenas jogos...

Explosões, este jogo tem imensas.
Visualmente, Cybernator é um bom exemplo de como um jogo de SNES deve ser. Gráficos bonitos, detalhados e cheios de efeitos, acompanhados por uma velocidade de jogo decente, ainda que por vezes sofra de alguns solavancos quando há muita coisa ao mesmo tempo no ecrã. Neste jogo em particular há muita atenção ao pormenor, especialmente quando temos inimigos humanos que ao pé do nosso Assault Suit são mesmo pequenos! Muitos jogos ignoram as proporções de altura mas neste isso não acontece e é sempre giro ver as "formigas" a fugirem quando vamos com o nosso monstro metálico a correr na direcção "delas".

Outro bom exemplo de como deve ser um jogo de 16-bit está no som e na banda sonora. Cybernator está cheio de pequenos pormenores audíveis, desde as explosões aos barulhos das armas. A música faz um excelente trabalho de acompanhamento da acção bem como a criar o clima para cada nível. E para quem gosta, é sempre um deleite ouvir uma banda sonora criada para o hardware da SNES.

Macacada no espaço.
A parte da jogabilidade talvez seja o único campo onde Cybernator pode ser pior. Tudo isto porque o nosso mecha parece um bocado lento nos seus movimentos, quando tentamos fazer algo como saltar ou apontar a arma para determinado sítio. Na verdade é lento e recria bem o estilo, pois um robot daquela envergadura não pode ter o mesmo tempo de reacção de uma pessoa. Mas é uma questão de hábito até se dominar a máquina, visto os controlos responderem perfeitamente. Os níveis são variadíssimos, chegando mesmo a irmos ao espaço, bem como andarmos por várias localizações na Terra a rebentarmos tudo o que apareça no caminho, pois grande parte de tudo quanto aparece no ecrã, dá para rebentar. Para isto temos uma gama média de armas à disposição, desde os próprios punhos do nosso Assault Suit, até Lasers e claro, Napalm mas esta é secreta e não está disponível logo de inicio. Uma curiosidade acerca deste título que é nos avalia consoante o nosso desempenho ao longo da história, fazendo com que tenha dois finais: um bom e um mau. O bom, só o vemos se tivermos cumprido certos requisitos, o que faz com tenha um replay value acima da média.

De volta à Terra, a destruição continua.
E assim, Cybernator apresenta-se como um dos melhores jogos do género da sua geração. Existem mais jogos desta série noutras plataformas, como na Mega Drive, Sega Saturn, PlayStation e até PlayStation 2. A versão de PS2, no entanto, é um remake desta de SNES mas muito mal conseguido. Mas o certo é que, a versão original é um JOGALHÃO DE FORÇA!

Porrada e bouncing, já amanhã... :)

MURRALHÕES DE FORÇA:
 

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