5 de fevereiro de 2011

Assassin's Creed

O nosso assassino de serviço.
Desenvolvido por: Ubisoft Montreal
Publicado por: Ubisoft
Designer(s): Patrice Desilets (Director Criativo), Jade Raymond (Produtora)
Argumentista: Corey May
Compositor: Jesper Kyd
Motor Gráfico: Anvil (Scimitar)
Plataforma(s): PlayStation 3, Xbox360, PC
Lançamento: 14-11-2007 (EUA, EU), 21-11-2007 (AUS)
Género(s): Acção, Aventura
Modos de jogo: Modo história para um jogador
Media: Blu-Ray
Funcionalidades: Instalação de 1.3GB (mínimo) no disco rígido, Suporte HD 720p
Estado: Completo
Condição: Impecável
Viciómetro: Acabei-o uma única vez e chegou. É demasiado aborrecido.

(O calendário está a ser cumprido à risca e só por isso já é motivo de orgulho. Provavelmente lá para Agosto isto estará em dia o que significa uma ligeira mudança de conteúdos nas publicações. Novidades a longo prazo.)

Esta levou com flashada, sorry.
É certo que muitos dos jogos que jogamos hoje em dia, e mesmo aqueles que jogámos há quase 20 anos, são baseados em lendas, mitologias e até mesmo factos reais. Ainda que não sejam de todo fiéis à fonte original, o núcleo está lá e isso é o suficiente para a história ter pernas para andar. Muitas pessoas acham piada ao facto de existirem semelhanças com determinado tema ou acontecimento, outras acham os mesmos estão de tal maneira deturpados que os consideram quase ofensivos. Mas esquecem-se do essencial: são jogos. Não pretendem ser reproduções fiéis mas sim algo "baseado em". E isto remete-nos para o jogo de hoje, que tem como palco de fundo as Cruzadas na Terra Santa e a guerra acesa entre Templários e os elusivos Hashshashin. Chegou à minha colecção a 05-11-2008, pelo módica quantia de 29.90€, tendo sido adquirido na Fnac do Almada Fórum. Online teria sido mais barato... idiota. xD


Manual e disco.
Assassin's Creed, é um jogo na terceira pessoa onde assumimos o papel de Desmond Miles, um jovem que é raptado pela Abstergo Corporation e submetido a uma experiência que o leva até à vida dos seus antepassados, mais concretamente Altaïr ibn La-Ahad, um assassino do tempo da Terceira Cruzada, membro de uma sociedade secreta de... assassinos. Tudo isto consegue-se graças a uma máquina de nome Animus que permite a Desmond ir revivendo o passado e consequentemente todas as memórias desse tempo para mais tarde chegar à brilhante conclusão que a Abstergo é nada mais nada menos que uma fachada para os actuais descendentes dos Templários. Acho que já vos spoilei a história toda...

Já foste!
Ainda antes de ser lançado, Assassin's Creed já me tinha surpreendido pelos seus "altes gráfiques", com uma qualidade impressionante e detalhados ao pormenor. Depois de o jogar a minha opinião mudou ligeiramente. Apesar de ter bastante qualidade visual, não é de todo perfeito como aparentava. Existem notórias quebras de frames e bastante screen tearing que por vezes se tornam irritantes pois um jogo destes devia ter tido mais atenção. Contudo, isto não é assim tão grave e passear pelo mundo de Assassin's Creed é uma óptima experiência visual. As três cidades, Jerusalém, Acre, e Damascus estão muito bem recriadas, fervilhando de vida e principalmente de acção. Mesmo a extensão de terreno da Terra Santa, apesar de ser campo e mais campo, dá gosto de percorrer a cavalo.

A música em Assassin's Creed não é algo se destaque assim à partida. Está lá mas é suficientemente discreta sem que a tenhamos muito em consideração. Em vez disso, o som ambiente desempenha um papel fulcral neste jogo, já que muitas das vezes tempos de escutar conversas ou sermos suficientemente discretos para nos aproximarmos de uma vitima sem levantar muito alarido. Como seria de esperar, o som em geral é muito bom desde um pássaro a piar aos diálogos das personagens.

Altaïr diverte-se na cidade.
Em termos jogáveis, Assassin's Creed é um jogo estupidamente fácil de jogar. Existem dois perfis de acção: High Profile, que serve para batalha e acções mais bruscas; e o Low Profile, que é o que usaram grande parte do tempo e se traduz em acções socialmente aceites. E porque digo eu que usaram este? Há que não levantar suspeitas dentro das cidades, daí que agir com calma é a melhor maneira. A maioria das acções podem ser feitas com combinações de movimentos feitas com o D-pad e o X. A nossa personagem faz praticamente tudo com o botão X, desde correr, saltar, pendurar-se em parapeitos, enfim as possibilidades são mais que muitas. Uma vez que Assassin's Creed está desenhado de maneira a que possamos optar pelo caminho que mais nos dê gozo, podemos ir a pular de edifício em edifício, ao invés de irmos pela rua como pessoas normais. E visto que subir a certos pontos chave é a única maneira de abrir o mapa, vão passar muito tempo a trepar paredes, para no final poderem apreciar a magnifica vista e terminar a visita com um mergulho num fardo de palha.

Uma bela vista para apreciar.
Na parte do combate, este jogo é simplicíssimo e basta ter paciência para triunfar. O truque aqui é não ser visto mas caso isso aconteça temos de lutar. E nada melhor do que aproveitar os ataques inimigos para contra atacar logo de seguida. Em Assassin's Creed, o melhor ataque é a defesa e é o que torna os combates altamente divertidos. Contudo, existe um grande contra neste jogo que é a monotonia, ou se preferirem um termo mais corriqueiro, é repetitivo. Após as primeiras missões, o jogo é igual até ao fim, ou seja, têm sempre de assassinar uma figura importante e para lá chegarem fazem pequenas missões que podem ser desde ouvir conversas, interrogar outras personagens, fazer corridas contra o tempo para chegar a um certo local ou apanhar um N número de objectos (bandeiras por exemplo). É assim o jogo todo! Obviamente não precisam de completar todas estas missões para irem progredindo mas para isso não as tinham metido lá. Na gíria é o que se chama, encher chouriços e isso num jogo não é nada bom. Nem num jogo nem em instância alguma!

Assassin's Creed podia ter sido melhor, bem melhor a meu ver. Não é mau de todo mas poderão aborrecer-se com facilidade. Felizmente, no segundo tudo melhorou e estes pontos negativos foram convertidos para positivos. Claro que falarei disso um dia destes, provavelmente ainda este mês. O primeiro é claramente um JOGALHÃO DE FORÇA! :)

Os Deuses, amanhã, aqui, em força!

MURRALHÕES DE FORÇA:
 
 

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