21 de julho de 2011

Resident Evil - Code: Veronica X

Miúda na capa impõe respeito!
Desenvolvido por: Capcom Production Studio 4, Nextech, Sega
Publicado por: Capcom
Director: Hiroki Kato
Produtor: Shinji Mikami
Argumentista(s): Noboru Sugimura, Hirohisa Soda, Junichi Miyashita, Akira Asaka, Hideyuki Ishizeki, Yasuyuki Suzuki
Compositor(es): Takeshi Miura, Hijiri Anze, Sanae Kasahara
Plataforma(s): PlayStation 2, Dreamcast, Nintendo GameCube, PlayStation 3, Xbox 360
Lançamento: Versão PS2 - 22-03-2001 (JP), 21-08-2001 (EUA), 14-09-2001 (EU)
Género: Survival Horror
Modos de jogo: Modo história para um jogador
Media: DVD-ROM (4.7GB)
Funcionalidades: Gravação de progresso no Memory Card (105KB mínimo), Compatível com Função de Vibração.
Estado: Completo
Condição: Impecável
Viciómetro: Acabei-o três vezes.

(E os jogos que eu quero não baixam de preço...)

Sem nada agarrado e colado!
Se são seguidores assíduos do blog já devem ter reparado na quantidade de jogos da saga Resident Evil que já apareçam por estas bandas. Alguns deles até "repetidos". Não é de estranhar quando eu sou fanático pela saga e tento jogá-los quase todos. Digo "quase todos" porque há uns quantos que são mesmo mauzinhos e nem sequer os tenho. Obviamente isto não quer dizer que não os arranje, eventualmente. Mas até esse dia chegar o que interessa são os que aqui aparecem. Este exemplar foi-me oferecido pela minha mãe, por um motivo especial qualquer, aniversário, Natal ou algo do género. Não me lembro ao certo.


Manual, papelito e disco.
Resident Evil - Code: Veronica X marca, de certa forma, a estreia desta saga nas chamadas consolas de 128-bits, mais concretamente na Dreamcast e posteriormente na PlayStation 2, que é a versão que tenho. Foi ainda lançado para GameCube, mais tarde. Contudo, esta versão do jogo é uma actualização do original de Dreamcast que não tinha o X no nome, trazendo-nos agora novas cutscenes, novos eventos e um ecrã de título diferente também. A história leva-nos até Paris onde Claire Redfield tenta a todo o custo impedir a Umbrella Corporation de continuar com as suas actividades ilícitas, infiltrando-se numa das suas instalações. Como é de calcular é capturada e levada para a ilha-prisão, conhecida por Rockfort Island, onde as coisas mudam de figura quando se dá um daqueles típicos outbreaks da série. Não constituindo maior ameaça do que isto, Rodrigo Juan Raval, um dos guardas decide libertar Claire que prontamente quer é sair dali. Enquanto isto, Chris Redfield começa a investigar o paradeiro da irmã e a aventura começa, mais uma vez.

Claire em acção.
Uma das particularidades deste título é que foi o primeiro a adoptar um grafismo completamente tridimensional, deixando de lado os cenários pré-renderizados para dar lugar a um mundo completamente novo, ainda que obedeça a uma câmara quase sempre estática, que de vez em quando lá faz umas proezas, ainda que muito pouco. Os cenários em si continuam tão detalhados quanto os dos jogos anteriores, mas com um ambiente mais realista e bem conseguido, especialmente pelas personagens se misturarem bem com o resto. Estas em si são também vistosas mas sofrem com a animação que parece antiquada e demasiado datada para o jogo. Ainda assim mexem-se decentemente e isso é o que interessa. Apesar de ter algumas cutscenes em CG, a maioria utiliza o motor de jogo não resultando num efeito tão espectacular mas ainda assim é bastante convincente para os fãs.

O som em Code: Veronica X mantém-se muito idêntico ao que já ouvimos no passado, com uma banda sonora bastante boa, onde cada faixa consegue sempre transmitir aquele clima de tensão e com uma boa componente de efeitos sonoros no geral. Alguns dos sons foram claramente reciclados mas se a coisa é boa, porque não voltar a usar? Poupa-se trabalho e ninguém se queixa. Ainda assim o voice-acting não é tão mau como noutros jogos da saga, embora também não seja nenhuma obra digna de prémio. Está lá, ouve-se, end of story.

Calma Mariachi...
Onde realmente a coisa não mudou muito foi na jogabilidade, onde os tank controls continuam a puxar pelos galões, com algumas novidades que no todo não abonam muito em seu favor mas lá vão fazendo um jeitinho. Se jogaram RE2 e RE3, vão notar que existem muitas semelhanças neste campo, a começar pelo 180• turn, que dá sempre jeito e os objectos destrutíveis, como por exemplo barris. O movimento de dodge foi removido misteriosamente, algo que é muito negativo na minha opinião, pois conferia uma óptima dinâmica à jogabilidade e sobretudo aos confrontos. De RE2 aproveitaram a ideia de montarmos armas novas com peças que vamos encontrando ao longo da nossa demanda. Algumas novidades foram introduzidas, como por exemplo armas que não existem nos outros jogos e a possibilidade de usar certas armas em simultâneo, como por exemplo pistolas e metralhadoras, algo já visto em Dino Crisis 2. A melhor novidade, para mim, foi podermos usar as ervas curativas, mesmo que tenhamos o inventário cheio, uma vez que aparece uma opção para usar de imediato sem ter de as recolher. Boa Capcom, esta foi bem jogada. De resto, é o típico Resident Evil, com zombies, imensos puzzles, alguns bem chatinhos e ocasionalmente bosses para nos manter animados.

Chris gosta de vasculhar tudo.
Ainda que comecemos por jogar com Claire, a determinada altura passamos a controlar Chris e até mesmo Steve Burnside, o sidekick de Claire. Como é óbvio, o que quer que façamos com Claire, como por exemplo apanhar um item ou arma, tem influência mais tarde quando Chris passar pelo mesmo local, portanto há que ponderar as decisões que fazemos inicialmente para não ficarmos pendurados quando tivermos de passar lá novamente. À semelhança dos anteriores, em Code: Veronica X também somos recompensados pelo nosso desempenho, no final do jogo, podendo abrir diversos extras, do qual destaco o Battle Game, que é parecido ao The Mercenaries de RE3 e onde até podemos jogar com Wesker, se o desbloquearmos. A única diferença é que é na primeira pessoa.

Para quem gosta de Resident Evil, este jogo é obrigatório pois é importante em termos de história e revela muita coisa. Para os outros, bem, se forem jogadores de RE4/RE5, nem se aborreçam pois não vão gostar, muito provavelmente. Uma versão HD está para breve, sob o nome de Resident Evil: Revival Selection, onde constam RE4 e este, com as mariquices do costume em termos de grafismo, troféus e afins. Não há mesmo desculpa para não jogar este JOGALHÃO DE FORÇA!

Amanhã no Jogalhões, super herói ou vilão? Nós decidimos! :)

MURRALHÕES DE FORÇA:
 

2 comentários:

  1. Tenho a versão GC e até achei alguma piada ao jogo, embora algumas coisas me tenham passado ao lado, nomeadamente os minijogos. Mas isso é válido para quase todos os REs que possuo...

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  2. Dizem que é o Resident Evil mais difícil de todos

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