7 de julho de 2011

Silent Hill

Capa tenebrosa!
Desenvolvido por: Konami Computer Entertainment Tokyo
Publicado por: Konami
Director: Keiichiro Toyama
Produtor: Gozo Kitao
Argumentista: Keiichiro Toyama
Compositor: Akira Yamaoka
Plataforma(s): PlayStation, PlayStation Network
Lançamento: 31-01-1999 (EUA), 04-03-1999 (JP), 01-08-1999 (EU)
Género: Survival Horror
Modos de jogo: Modo história para um jogador
Media: CD-ROM (650MB)
Funcionalidades: Gravação de progresso no Memory Card (1 Bloco), Compatível com Controlo Analógico, Compatível com Função de Vibração
Estado: Completo
Condição: Impecável
Viciómetro: Acabei-o cinco vezes.

(A lista de jogatana começa a diminuir, felizmente!)

Três autocolantes estúpidos.
Já é hábito encontrarem por aqui diversos jogos do género Survival Horror, até porque é um dos meus favoritos. Porém, nem todos se resumem à saga Resident Evil pois existem muito mais do que isso, felizmente. O próprio género em questão também não significa que tenhamos de levar sempre com zombies e aberrações, fruto de experiências que correram muitíssimo mal. Depois de Resident Evil, apareceram outros jogos do género que fazem abordagens diferentes, apostando no terror psicológico e em situações paranormais, o que a meu ver é sempre uma lufada de ar fresco. O jogo de hoje começou uma saga que ainda perdura nos dias de hoje, tendo-se espalhado por várias plataformas, com sequelas, prequelas e até spin-offs e remakes. Este meu exemplar foi comprado há uns bons anos, numa loja aqui em Almada que já não existe mas não é aquela que estou sempre a referir. Lembro-me vagamente que o comprei em Agosto de 1999, pouco tempo depois de ser lançado, tendo custado cerca de 12 mil escudos. Um balúrdio mas não me arrependo.


Manual, CD e papelada.
Silent Hill marca o começo de uma das sagas que mais gozo me deu jogar até hoje, tendo começado na velhinha PlayStation. Recordo-me que joguei a demo que vinha com o Metal Gear Solid e fiquei surpreendido com o ambiente do jogo, um dos factores que impulsionou a minha decisão. A trama deste primeiro capítulo começa com Harry Mason, um homem que decide ir passar férias com a sua filha Cheryl e a dada altura, para evitar atropelar uma pequena miúda que lhe aparece à frente na estrada, tenta desviar o carro incorrendo num acidente. Mais tarde, acorda num pequeno café já na cidade, onde conhece a agente Cybil Bennett, que o informa do acidente e de ter ficado inconsciente. Harry apercebe-se também que Cheryl desapareceu e decide começar a procurar por toda a cidade de Silent Hill. No entanto, está longe de saber o que o espera neste lugar inóspito.

Muito sangue nunca é bom sinal...
Não sendo um marco na parte visual, Silent Hill optou por um grafismo completamente tridimensional, onde tanto os cenários como as personagens e demais objectos são todos idênticos na sua concepção, tirando partido do hardware até onde se conseguia chegar. Ainda assim, apesar da escuridão típica do jogo e da monotonia da cidade em si, existe uma boa variedade de locais, não se restringindo somente a exteriores mas também apostando nos interiores que se dividem numa escola, num hospital, em esgotos, passando também por pequenos estabelecimentos comerciais e até um porto. Os visuais são sólidos, sem grandes problemas técnicos, ainda que as personagens e inimigos pareceram ter alguns solavancos ocasionais mas nada que estrague a experiência. Os inimigos destacam-se particularmente pela sua morbidez, uma vez que se apresentam como criaturas deformadas, algo que foi concebido propositadamente considerando o ambiente do jogo. Uma particularidade é que o jogo oscila entre duas realidades distintas, a "nossa" e o "outro mundo" onde tudo se transforma em metal e assume por vezes outras formas e perspectivas. As cutscenes utilizam o tradicional CG, para relatarem os momentos chave do enredo.

A banda sonora é provavelmente um dos pontos mais fortes deste título, que ficou a cargo da agora conhecida lenda Akira Yamaoka, uma vez que o compositor original escolhido para o jogo decidiu não levar o projecto em frente. Assim, o senhor Yamaoka pôs o seu génio e talento em prática, tendo composto uma excelente banda sonora, com inspiração em vários estilos mas curiosamente com uma clara tendência para o industrial, algo que se sente ao longo do jogo todo. O som também é um dos pontos de destaque, uma vez que Yamaoka conseguiu criar um composição sonora perturbante, que nos dá a sensação constante de perseguição, terror e claustrofobia. Obviamente isto foi propositado, surpreendendo alguns que achavam que a parte sonora estava assolada por bugs de programação.

A mulher da limpeza não tem vindo.
O controlo em Silent Hill é bem capaz de ser o ponto onde o jogo se deixa ir abaixo um bocado. Controlar os movimentos de Harry não requer grande destreza mas este parece ser demasiado solto nas suas acções, dando a impressão de fazer sempre mais do que aquilo que estamos a tentar. A câmara nem sempre ajuda, ora com uns bons ângulos, ora com outros terríveis que nos bloqueiam completamente a visão, algo que durante um confronto com inimigos não é a melhor coisa para acontecer. E é também no combate que achei os defeitos que por vezes nos aborrecem, como por exemplo nem sempre ser fácil conseguir tiros certeiros, ou em última análise, no combate com armas brancas e outros objectos parecidos, ser complicado obter resultados positivos sem levar um ou dois tabefes. Com prática consegue-se mas inicialmente é uma pequena penúria, especialmente nos bosses. O jogo incita imenso à exploração, pois Silent Hill é grande e tem muitos cantos onde podemos sempre achar algo, desde itens a inimigos. Neste aspecto o mapa é o nosso melhor amigo pois permite-nos ver onde podemos ir e onde realmente não há saída. Por outro lado, os puzzles complementam grande parte dos pontos chaves que nos permitem desvendar todo este mistério mas isto é algo que já é tradição em qualquer Survival Horror à antiga.

Harry dá um tiro no escuro, por via de dúvidas.
Silent Hill é daqueles jogos que como é de calcular está envolto em alguma controvérsia, devido ao seu conteúdo extremamente gráfico e perturbador para as mentes mais fracas, tanto que foi alvo de censura na versão PAL, onde por exemplo as crianças deformadas que apareciam na escola com facas na mãos, foram substituídas por uma criatura sem cabeça e com braços e forma de lâmina. Ainda assim bastante perturbadoras. Na demo que vinha com MGS, isto estava intacto pois suspeito que fosse conversão directa da versão NTSC-UC. Mesmo assim o jogo é bastante violento e estranho. Esta versão deu também origem a um jogo para o GBA chamado Play Novel - Silent Hill, onde esta mesma história era contada através de imagens e texto, com puzzles alusivos mas sem música, algo que desagradou o público em geral. Mais tarde foi reinventada na Wii, com o subtítulo Shattered Memories, tendo também sido lançada para PS2 e PSP, onde toda a componente de combate foi removida, tornado a experiência ainda mais tensa e assustadora.

Penso que já ficaram com uma boa ideia deste agora clássico dos 32-bit e só me resta dizer para o tentarem jogar, ou em última instância, jogar este remake mais recente. Boa história, bom ambiente e várias sequelas tornam este num JOGALHÃO DE FORÇA!

Amanhã no Jogalhões, voltamos ao Japão e à espadada, uma vez mais. :)

MURRALHÕES DE FORÇA: 
 

4 comentários:

  1. Clássico eterno do PS1. Uns dos jogos que me fizeram sentir medo de verdade. Caríssimo hoje em dia nos sites de leilão. Ainda consigo o meu XD

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  2. Acredito, certos jogos de PS1 não são nada baratos nos tempos que correm. Felizmente consegui todos os que queria, o resto se vier, será por acréscimo. :)

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  3. Que grande jogo este, quando saiu fiquei vidrado em casa de um amigo meu até tive de ficar lá a dormir, este jogo tinha tudo, uma boa historia, musica e efeitos sonoros, ambiente assustador tudo isso criava no jogador uma maior imersão naquele mundo. Excelente é realmente um jogalhão de força.

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