27 de abril de 2011

Ghost in the Shell

Esta capa confere!
Desenvolvido por: Exact Co., Ltd.
Publicado por: THQ (EUA), Sony Computer Entertainment (EU, JP)
Plataforma: PlayStation
Lançamento: 17-07-1997 (JP), 03-11-1997 (EUA), Julho de 1998 (EU)
Género: Acção, Third Person Shooter
Modos de jogo: Modo história para um jogador
Media: CD-ROM (650MB)
Funcionalidades: Gravação de progresso no Memory Card (1 Bloco), Compatível com Controlo Analógico, Compatível com Função de Vibração.
Estado: Completo
Condição: Impecável
Viciómetro: Acabei-o várias vezes.

(Mais um belo dia de Primavera.)

Uma traseira agradável.
Videojogos e anime desde cedo que andam de mãos dadas, resultando em algo que por vezes os fãs não desejam. Antigamente isso era o pão nosso de cada dia, pois jogos baseados em séries ou filmes de anime situavam-se por norma entre o mediano e o muito mau. Hoje em dia parece que a coisa deu a volta por cima e existem excelentes jogos que conseguem até ser melhores que as séries *hint, hint, Naruto, cof,cof*. No tempo da velhinha PlayStation o panorama estava mais ou menos dividido ao meio pois existam bons e maus jogos dentro desta categoria. O exemplo que vos trago hoje enquadra-se nos bons jogos, um pouco repetitivo verdade seja dita, mas bastante agradável de se jogar. Este exemplar foi adquirido num loja de jogos em Almada, que já não existe, em segunda mão mas como se tivesse sido acabado de abrir, por cerca de 6 mil escudos. Foi um excelente achado... :)


Manual, inlay e CD.
Ghost in the Shell é um jogo de acção na terceira pessoa que nos coloca na pele de uma personagem não existente nem no filme nem no manga de igual nome. Isto pode ter sido uma desilusão para os fãs mas no fundo as personagens da Public Security Section 9 estão lá todas e nós somos o rookie, que as vai ajudar. Felizmente não é adaptação de nenhuma das obras e optaram por uma história que no fundo não difere muito ainda que o objectivo seja apanhar o Puppet Master e impedir que a Human Liberation Front, espalhe o terror por Newport City. Para tal conduzimos o nosso Fuchikoma através de 12 níveis, onde espalhamos a destruição por todos os cantos.

Aquela coisa voadora vai cair.
Visualmente é um jogo bastante bom, com um grafismo cuidado e cenários tridimensionais grandes e detalhados. O Fuchikoma é imediatamente reconhecível e a atenção ao pormenor não foi deixada ao acaso pois vamos passar o jogo inteiro a vê-lo. Os inimigos traduzem-se em andróides de todas as espécies e feitios, passando ocasionalmente por robots mais elaborados e bosses gigantérrimos que também não descuram o seu look. As animações estão bem conseguidas, mesmo nos modelos maiores e a fluidez de jogo é constante. Para tornar tudo ainda melhor, a Production I.G. tratou das cutscenes animadas, como se realmente estivéssemos a ver uma série de GitS (coisa que na altura não existia) onde a arte se assemelha mais ao manga de Masamune Shirow do que ao filme.

Keycodes, vamos precisar de muitos.
A parte sonora de Ghost in the Shell é brilhante, se a tiver que descrever numa só palavra. A música ficou a cargo de vários grupos e nomes sonantes da electrónica como Mijk van Dijk, Hardfloor, Westbam, Joey Beltram e Derrick May, só para citar alguns resultando numa experiência fabulosa! Nada melhor que rebentar andróides e robots a ouvir uma batida de house a tirar para o electro, ou até mesmo techno com umas pitadas de dub pelo meio. É genial, de tal forma que deu origem a um CD intitulado Ghost in the Shell Megatech Body. Isto também se reflecte no gosto de cada um e eu neste campo sou suspeito mas dado o ambiente e acção do jogo, creio que a escolha musical não podia ter sido melhor. Em termos de som em geral também cumpre as suas funções e o voice-acting, apesar de ser em inglês, está bom e a selecção de actores foi bem feita na minha opinião pois enquadram-se bem com as personagens.

Fuchikoma numa das cutscenes.
Em termos jogáveis, Ghost in the Shell é facílimo de pegar e começar a distribuir fogo pelos inimigos. Controlar o Fuchikoma é intuitivo pois é disparar, saltar e andar de um lado para o outro. Para além da metralhadora e dos mísseis teleguiados, podemos recorrer a granadas para dispersar multidões indesejáveis mas resume-se somente a isto. Contudo, aquilo que o Fuchikoma faz no manga, faz no jogo também, ou seja, anda por todo o lado incluindo paredes e tectos. Podemos colocá-lo praticamente em qualquer sitio do cenário, podendo assim abordar a mesma situação de diversas formas e conferindo à jogabilidade uma certa variedade. Não há nada mais divertido do que aparecer colado a uma parede, fazer lock-on num inimigo e enfiar-lhe cinco mísseis na boca! No final de cada nível aguarda-nos um boss simpático e de tamanho considerável para nos dar um aperto de mão. Claro que isto se repete nos restante níveis o que torna o jogo bastante repetitivo para alguns mas na minha opinião, nunca é demais rebentar coisas. Um pormenor curioso é que apesar do jogo ser na terceira pessoa, os fãs de FPS podem optar por jogá-lo na primeira pessoa, bastando carregar em Select durante o jogo para alterar a vista. Pode dizer-se que muda um bocadinho a experiência.

Não sendo um jogo do outro mundo, é certamente um jogo para os fãs terem. Divertido, viciante, imensamente jogável e com uma banda sonora brutal, Ghost in the Shell foi um jogo que passou ao lado de muita gente. Só por isso é um JOGALHÃO DE FORÇA!

Amanhã, carros e mais carros. :)

MURRALHÕES DE FORÇA:
 

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