21 de janeiro de 2011

Bushido Blade

Que mauzões que eles parecem...
Desenvolvido por: Squaresoft
Publicado por: Squaresoft (JP), SCEA (EUA), SCEE (EU)
Designer: Tetsuo Mizuno (Produtor Executivo)
Compositor: Shinji Hosoe
Plataforma: PlayStation
Lançamento: 14-03-1997 (JP), 30-09-1997 (EUA), 01-02-1998 (EU)
Género: Slash 'em up 3D
Modos de jogo: Modo história para um jogador, modo Vs. para dois jogadores
Media: CD-ROM (650MB)
Estado: Completo
Condição: Boa, apesar da caixa ter duas pequenas rachas que não afectam o seu "funcionamento".
Funcionalidades: Memory Card (1 Bloco), Suporta o Link Cable para ligar duas consolas.
Viciómetro: Acabei-o umas duas ou três vezes.

(A pontuação, em murralhões, que atribuo é baseada na experiência global que tenho com o jogo e não unicamente pelos gráficos, som e jogabilidade. Posso nem sequer ter ainda acabado o jogo mas joguei o suficiente para o poder classificar. :P)

Ali está a racha que referi.
Bushido, o caminho do guerreiro é um código de honra muito estrito e seguido pelos samurais Japoneses desde o ano 1000 até 1876 d.C. Este mesmo código serviu de elo entre as crenças tradicionais budistas do Shinto e do Zen, dando lugar ao aparecimento de virtuosos e honrados guerreiros. Bla, bla, bla, se é que querem a minha opinião pois isto não interessa nada mas está associado a este jogo. E a sua história, o que realmente interessa, resume-se a uma compra no miau.pt, há uns largos anos por cerca de 10 euros, a um tipo qualquer que estava a vender esta raridade por um simples motivo: a PlayStation era para a filha pequena jogar pois ele não tinha tempo e este jogo era demasiado violento. Estando em condição imaculada, dei-lhe um bom lar. :)


Inlay, CD e manual.
Bushido Blade é um dos primeiros jogos que aterrou na PlayStation e caracterizou-se essencialmente pela sua originalidade. Não porque era um jogo de samurais, nem sequer porque era um jogo de luta em 3D mas sim por ser o primeiro onde as barras de energia e o tempo eram omitidos. Aqui o que estava em causa era o realismo, daí a ausência destes elementos. A trama basicamente assenta numa das 6 personagens jogáveis, a tentar escapar de uma ilha que é refúgio de uma sociedade secreta de guerreiros assassinos. Obviamente, esta sociedade da início à caçada. Como seria de esperar, previsível...

Replay, a derradeira forma de humilhação.
Visualmente, Bushido Blade tem muito bom aspecto, ainda que hoje nos pareça demasiado quadrado. As personagens mexem-se bem, os cenários são variados ainda que um pouco vazios mas estávamos ainda no principio de vida da consola, logo não se podia exigir muito. Isto já era um luxo quando comparado a qualquer outra coisa e nessa época a oferta não era muita para além de Tekken e Virtua Fighter.



Clean Fight? Sim, claro...
A nível sonoro confesso que mal me lembro da música deste jogo. Sei que tinha mas resumia-se a uma composição musical com instrumentos típicos japoneses como o shamisen entre flautas e violinos. Curiosamente, a banda sonora tem 23 faixas portanto, este jogo, tem bastante música. O mais memorável, são mesmo os sons das armas. Desses lembro-me bem e não passavam nada despercebidos. As vozes das personagens foram feitas por alguns seiyuu conhecidos no Japão mas prefiro não me alargar nesse campo pois não estamos aqui para "falar" de anime.

Na primeira pessoa é penoso jogar.
A primeira coisa que podíamos sentir ao pegar em Bushido Blade pela primeira vez era uma estranha sensação por ter tanta liberdade de movimentos. Podemos andar por todo o cenário livremente sendo que as únicas restrições são o nosso adversários, as paredes como é lógico "abismos" que podem causar a morte se a queda for demasiado grande. Como referi inicialmente, não existem barras de energia nem tempo o que nos permite matar o adversário só com um golpe, fugir dele ou sermos mortos antes fazermos seja o que for. Isto por um lado é giro e dinâmico mas por outro pode tornar-se irritante. Por outro lado, se matarmos o adversário de forma desonrosa, ou seja, pelas costas, somos penalizados por isso em termos de história. Claro que isso não invalida o facto de lhes podermos cortar a perna fazendo com que se arrastem e mal consigam lutar. O castelo onde decorre a acção está dividido em várias áreas, onde vamos encontrar os nossos adversários que se traduzem em 7 personagens jogáveis (uma é secreta) e mais 5 não jogáveis (bosses e afins), portanto há sempre vários caminhos por onde seguir. Outro pormenor é que podemos escolher várias armas, desde espadas, floretes, até martelos sendo que estas causam impacto no desempenho da nossa personagens logo há que escolher a que melhor se adequa.

Concluído a minha breve exposição, Bushido Blade foi um jogo inovador, diria até um projecto arriscado que teve sucesso. De tal forma que chegaram a lançar o 2 mas esse não viu a luz do dia na Europa, ficando apenas pelo Japão e Estados Unidos. E era bem melhor que este. Enfim, é um JOGALHÃO DE FORÇA e chega!

Mais, brevemente.

MURRALHÕES DE FORÇA:
 
 

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