6 de maio de 2011

Gran Turismo

A melhor capa de GT até hoje.
Desenvolvido por: Polyphony Digital
Publicado por: Sony Computer Entertainment
Designer: Kazunori Yamauchi
Plataforma: PlayStation
Lançamento: 23-12-1997 (JP), 08-05-1998 (EU), 12-05-1998 (EUA)
Género: Condução, Corridas
Modos de jogo: Modo arcade para um ou dois jogadores, Modo simulação para um jogador
Media: CD-ROM (650MB)
Funcionalidades: Gravação de progresso no Memory Card (5-15 Blocos), Compatível com Controlo Analógico, Compatível com Controlos adicionais
Estado: Completo
Condição: Boa mas apresenta algumas marcas de uso
Viciómetro: Demasiadas horas, praticamente tudo feito e desbloqueado.

(Estamos a andar rápido.)

Sem um único autocolante!
Há uns dias atrás publiquei a minha análise a Gran Turismo 3, um dos primeiros jogos que joguei na PS2 mas o facto é que esse mesmo já não era novidade e o impacto que teve não foi tão grande quanto esperava. Muito antes disso, na velhinha PlayStation o "avô" de GT3 fazia as delícias de todos e foi sem dúvida um dos jogos mais marcantes e importantes da história desta consola. Este meu exemplar foi adquirido a um particular, já há uns bons anos atrás por cerca de 5 mil escudos, estando usado e apresentando algumas marcas desse mesmo uso. Porém, nada de grave.


Inlay, disco e manual.
Gran Turismo auto intitulou-se como The Real Driving Simulator e não era para menos pois em 1997 era o único jogo que apresentava algo que em certos momentos até se assemelhava ao real mas que comparado com os outros jogos do género era infinitamente melhor do que qualquer um. A premissa é simples, competir para ganhar seja no modo Arcade ou no modo Gran Turismo, onde a nossa carreira é o mais importante e essa terá de ser constituída de muitas vitórias. Carros é algo que não falta em GT, com cerca de 290 para comprar, ganhar e até desbloquear nos eventos mais competitivos, que decorrem nas onze pistas e suas variantes. Mais palavras para quê? Prego a fundo!

Corvette, aquele carro incontrolável...
E sendo um jogo realista, ou pelo menos tentando sê-lo, Gran Turismo começou por impressionar pela qualidade visual e foto realista tanto dos veículos fielmente modelados a três dimensões com todos os pormenores e detalhe possíveis, como dos cenários com diversas pistas, cada qual distinta entre si, apresentando também diversas variantes das mesmas, com mais ou menos distância, em ambientes citadinos ou mais campestres. Digamos que não havia rival à altura e só mais tarde, jogos como Colin McRae Rally é que vieram a constituir "ameaça".

Uma das melhores pistas para aprender.
Em termos sonoros, GT tal como os seus sucessores foi alvo de um minucioso trabalho de campo por parte da Polyphony Digital, onde cada som foi gravado individualmente para garantir a qualidade e a fidelidade de cada veículo e no geral da simulação. Tratando-se de um trabalho que começou em 1992, terminando 5 anos depois e envolvendo uma equipa que ia dos 7 aos 15 elementos, a parte sonora tomou grande parte deste tempo. E nada melhor do que ouvir o barulho da borracha a chiar enquanto se tenta controlar uma derrapagem. A banda sonora inclui diversas bandas conhecidas da altura e é sem dúvida uma excelente selecção. Nomes como Chemical Brothers, Ash, Garbage, Feeder e Cubanate fazem parte deste pequeno elenco.

Este não vos deixa ficar mal, trust me.
Em Gran Turismo a jogabilidade é algo que se destacou face a qualquer jogo de corridas da época. Cada carro reagia de forma diferente, com comportamentos por vezes impulsivos o que requeria algum treino até termos controlo sobre a máquina. O modo Arcade era algo para começar logo em grande, com alguns excelente carros disponíveis e ganhar corridas era imperativo para se ir desbloqueando mais carros e pistas. Mas era no modo Gran Turismo que este jogo se fazia valer. Tínhamos de começar por baixo, tirar as respectivas licenças para poder entrar em certos eventos e claro, começar por comprar um carro fraquinho em segunda mão, correr, tentando sempre ganhar para poder investir em peças e modificar o mesmo. Depois, já com um pé de meia generoso apostávamos num bólide novinho e aí começava verdadeiramente a nossa carreira enquanto piloto. Esta é e sempre será a grande premissa de GT e aquilo que nos mantém tantas horas agarrados ao comando ou ao volante, em frente à televisão. Correr, modificar, testar os veículos, é algo que GT proporcionou desde cedo e cativou tantas pessoas. Os eventos em si também são variados, alguns com regras específicas em relação aos veículos, pelo que nos 180 disponíveis, algum irá servir o propósito. As pistas também ajudaram muito, com um design inteligente e várias variantes para facilitar ou dificultar a tarefa, sendo que ainda hoje algumas delas constam nos jogos da série mais recentes.

Creio que referi praticamente tudo o que GT tem para oferecer, ainda que todos sejam quase iguais neste aspecto, com algumas novidades à mistura. Tendo este sido o primeiro, foi um dos jogos mais importantes na história da PlayStation e só por isso é um JOGALHÃO DE FORÇA!

Amanhã vamos tentar sobreviver aos zombies, mais uma vez. :)

MURRALHÕES DE FORÇA:
 

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