15 de maio de 2011

Hard Corps: Uprising

Custom cover pois não existe retail.
Desenvolvido por: Arc System Works
Publicado por: Konami
Artista: Daisuke Ishiwatari
Compositor: Daisuke Ishiwatari
Plataforma(s): PlayStation 3 (PSN), Xbox360 (XBLA)
Lançamento: 15-03-2011 (EUA, JP), 23-03-2011 (EU)
Género: Run 'N Gun
Modos de jogo: Modo Arcade e Rising para um ou dois jogadores em Co-Op local e online.
Media: Suporte Digital
Funcionalidades: Gravação de progresso no disco rígido da consola
Estado: Não se aplica
Condição: Não se aplica
Viciómetro: Acabei-o muitas vezes em tão pouco tempo.

(É Domingo e pouco mais.)

A destruição começa!
Hoje em dia existe muito o hábito de viver à sombra da bananeira devido aos sucessos do passado e as software houses são um dos casos mais flagrantes desse fenómeno. Embora continuem a apostar na produção de novos jogos, com conceitos modernos, muitas ainda se viram para os jogos antigos e tentam dar-lhes um look actual. Não considero isso um gesto errado ou mesmo mau, até gosto de remakes e actualizações, dentro dos limites. E é nestes limites que o jogo de hoje assenta, dando a conhecer aos jogadores mais novos, uma das melhores séries de sempre dentro do estilo Run ´N Gun. E se esses mesmos jogadores não conseguem jogar os antigos títulos, certamente vão conseguir jogar este quanto muito não seja pelo visual renovado, visto a jogabilidade ser a mesma dos antigos. Este meu exemplar digital foi adquirido na PSN (quando ainda funcionava, deve voltar em breve) por cerca de 13 euros e não estou nada arrependido pois é daqueles jogos que mesmo daqui a 10 ou 15 anos vou continuar a jogar com o mesmo prazer de hoje.


Sem selva não seria Contra!
Hard Corps: Uprising é mais um dos jogos da série Contra (Probotector na Europa), que se espalha por diversos sistemas desde o tempo das 8-bit e arcadas. Tornou-se famoso pela sua dificuldade e pela sua inspiração oriunda dos filmes de acção dos anos 80 onde o que valia era rebentar tudo o que mexesse. E nesse aspecto a série Contra é exímia e é difícil encontrar um jogo que seja igual ou superior. Este Uprising vem no entanto mudar um bocado o aspecto da série, apostando numa abordagem "animada", estilo anime com personagens novas e afastando-se um pouco dos extra-terrestres malvados dos outros jogos. A história começa em 2136, onde a Commonwealth manda em tudo e todos sob o reinado de Tiberius. A opressão sobre os povos é tanta que uma pequena resistência faz frente a este inimigo enormérrimo, ainda que os resultados não sejam os mais favoráveis. Claro que a dada altura, Bahamut um jovem soldado elite insurge-se contra este império e decide dar a volta à maré, com a ajuda de Krystal, Harley Daniels e Saiyuri.

Um dos bosses que requer mais manhas.
A maior diferença e acima de tudo mudança, foi na parte visual. A Konami deu liberdade à Arc System Works para conceber o jogo como bem entendesse e o resultado foi algo muito parecido a Guilty Gear e mais recentemente a BlazBlue, visto o artista ser Daisuke Ishiwatari. Não é de estranhar que Bahamut se pareça com Sol Badguy e Krystal dê ares a Baiken. Para os fãs de Contra, é um bocado estranho mudarem assim o look do jogo mas pessoalmente creio que foi uma boa mudança. Mas entrando em pormenores técnicos, o jogo continua a fazer-se valer pela sua perspectiva 2D, ainda que os cenários tenham imensos objectos tridimensionais, bosses incluídos. Contudo as nossas personagens, alguns objectos pequenos e inimigos, brilham por serem sprites em alta resolução, com animações impressionantes e uma fluidez impecável. Destaco também os excelentes efeitos visuais presentes um pouco por todo o jogo. Este look 2D com tendências japonesas também é uma lufada de ar fresco e adequa-se bem à história. Como novidade foram incluídas cutscenes em anime para nos mostrar a intro e final do jogo, como se de uma série se tratasse. Digamos que neste campo não há queixas a apresentar pois a qualidade visual é bastante elevada.

Em termos sonoros, se gostam e conhecem a banda sonora de Guilty Gear/BlazBlue, vão gostar desta de Uprising pois o compositor é o mesmo. Muita rockalhada acompanha a acção e é o estilo perfeito para este tipo de jogo. Uma ou outra música dos jogos antigos aparece agora remixada mas facilmente a reconhecemos, fazendo crescer o sentimento nostálgico dentro de nós. O som no geral é perfeito, com tiros, explosões, gritos e tudo aquilo a que a série Contra no habituou. O voice-acting é praticamente inexistente sendo que apenas contamos com algumas vozes para as personagens e uma ou outra linha de diálogo em certos eventos ao longo do jogo. Aqui o Engrish faz-se valer pois nota-se bem que são japoneses a tentar falar inglês, ainda assim com alguma fluência.

Ambiente bem quentinho.
Algo que se mantém quase igual é a jogabilidade, claramente adaptada do excelente Contra III da velhinha SNES. Os movimentos das personagens são fluidos e basicamente iguais aos deste jogo, com algumas novidades que incluem uma barra de energia, a possibilidade de corrermos e alguns movimentos especiais que podemos ir adquirindo no modo Rising. As armas dividem-se entre as velhas conhecidas como a Spread Gun e outras novas como o Laser teleguiado (provavelmente a melhor arma). Os modos de jogo dividem-se entre o Arcade, que basicamente é o clássico modo, difícil como tudo, onde não podemos evoluir as personagens e o Rising, um modo onde podemos evoluir as personagens, armas e afins, tornando-se exponencialmente mais fácil. O jogo é composto por oito níveis, bastante variados entre si passando por desertos, selvas, templos, cidades, comboios e até naves, com uma dificuldade claramente progressiva e bosses gigantescos para tornar as coisas mais interessantes. As personagens diferem pouco entre si, sendo que Bahamut e Krystal apenas têm alguns movimentos diferentes, Harley e Leviathan, distinguem-se pelas barras de energia e Saiyuri é a única que não usa armas de fogo, recorrendo apenas à sua katana, o que torna o jogo numa espécie de Strider, o que a meu ver é excelente. Estas personagens são no entanto DLC's extra e custam cerca de 2 euros cada, para grande infelicidade dos fãs. Um conselho, a única que vale os 2 euros é mesmo a Saiyuri, tenho-o dito. :P

Um nível inspirado em Metal Gear.
Sozinho ou a dois, é um jogo extremamente viciante e acima de tudo desafiante pela sua crescente dificuldade. Em Rising é óptimo para quem não se quer chatear mas em Arcade é onde realmente se vê quem é bom em Contra. Seja como for é um excelente jogo, aconselhado para qualquer tipo de jogador e como tal é certamente um JOGALHÃO DE FORÇA!

Um clássico do Game Boy vai aparecer por estas bandas já amanhã. :)

MURRALHÕES DE FORÇA: 
 

3 comentários:

  1. Ainda tenho esperanças de ver este jogo numa versão retail para alguma nova plataforma por aí. Sempre torço um pouco o nariz a jogos de download, mas é o futuro. Sempre gostei do Hard Corps original, um jogo que bem representou o "Blast Processing" da Mega Drive. Parece-me uma boa sequela, mas estranho a Konami não ter colocado lá o nome "Contra".

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  2. Isto em retail não iria vender. É mais rentável ser em suporte digital. O curioso é que é uma prequela do Contra: Hard Corps e não uma sequela mas a meu ver pouco ou nada têm em comum a não ser a mecânica e a dificuldade em certas partes.

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  3. Sozinho acredito que não vendesse grande coisa, mas se fosse numa compilação da série "Contra", aí acredito que pudesse ser um pouco diferente.

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