5 de fevereiro de 2019

NanoBreaker

Nope, não é um Belmont.
Desenvolvido por: Konami TYO
Publicado por: Konami
Director: Kenichiro Kato
Produtor: Koji Igarashi
Artista: Kazuhide Nakazawa
Compositor: Kennosuke Suemura
Plataforma: PlayStation 2
Lançamento: 27-01-2005 (JP), 15-02-2005 (EUA), 18-02-2005 (EU)
Género(s): Acção, Hack n' Slash
Modos de jogo: Modo história para um jogador
Media: DVD-ROM (4.7GB)
Funcionalidades: Gravação de progresso no Memory Card (69KB mínimo), Compatível com controlo analógico: apenas joysticks, Compatível com Função de Vibração.
Estado: Completo
Condição: Boa
Viciómetro: Acabei-o uma vez em cada dificuldade e com cada personagem.

(Fun fact: Hipopotomonstrosesquipedaliofobia é o medo de palavras longas.)

Sem autocolantes!
Konami. Um nome que nunca deixou ninguém indiferente fosse por bem ou por mal, que em tempos era sinónimo de qualidade, de excelentes jogos, de mestria nesta arte e que hoje em dia apenas cospe cá para fora lixo mobile, reedições de alguns jogos antigos (do mal o menos) e máquinas de pachinko que somente um Japonês reformado com vício ao jogo entra nesse hype train. Já na época da PS2, a Konami brilhou com alguns dos seus títulos mais famosos mas também lançou uns quantos de qualidade dúbia e ainda uma mão cheia de perfeitos desconhecidos, alguns deles até bastante decentes. O jogo que apresento aqui hoje é um exemplo disso visto que me passou completamente ao lado na altura e nem sequer sabia da sua existência até há bem pouco tempo. Este exemplar foi adquirido entre Setembro e Outubro de 2018, numa loja de usados aqui na zona por 2.5€, encontrando-se em muito bom estado.


Manual, catálogo e disco.
NanoBreaker é daqueles jogos que ao olharmos para a capa e vendo alguns screenshots não damos nada por ele. Até o podemos apelidar de clone de Devil May Cry mas o certo é que o jogo apesar de partilhar o mesmo género não tem o mesmo nível de qualidade ou o polimento dos jogos dessa série. Contudo não é um mau jogo, até pelo contrário. A história decorre no ano 2021, numa ilha onde os EUA estabeleceram um laboratório que desenvolve nanotecnologia para uso civil e militar. Como seria de prever, com este tipo de tecnologia à solta, as coisas na ilha correm para o torto e o computador central assume o controlo de tudo e todos. Eis que entra em cena Jake Warren, o herói destacado para esta missão de salvamento que com o auxílio do seu fato cyborg vai ter de resolver o problema da melhor maneira. Isto é, à espadada. Curiosamente, este jogo foi produzido por Koji Igarashi e isso é algo que se nota no seu percurso até porque algumas coisas parecem ser reminiscentes dos Castlevania de PS2.

O primeiro boss.
O grafismo de NanoBreaker para um jogo da sua época não é propriamente um showcase daquilo que a PS2 conseguia fazer embora utilize uma versão modificada do motor de Castlevania - Lament of Innocence. Os cenários apesar de terem alguma variedade são todos muito estéreis e sem grande detalhe no geral, com localizações muito semelhantes que vamos ver com bastante frequência. Já as personagens tiveram um tratamento ligeiramente melhor, especialmente Jake e o seu antagonista Keith, com animações decentes e uma estranha e caricata parecença com Raiden de Metal Gear Rising. Eu diria mesmo que esse jogo poderia ter sido inspirado neste de certa forma. Algo que vamos ver em doses industriais é o sangue que jorra de tudo quanto é inimigo e pinta o cenário de vermelho, podendo a quantidade e opacidade do mesmo ser ajustada, bem como a cor, nas opções. A acção decorre a 60 frames sem problemas aparentes, com cutscenes em CG a preencher as partes de história. Um problema a meu ver neste jogo é a câmara que por vezes dificulta o fluir do combate e pode tornar-se num estorvo em certas áreas.

Chove sangue por todo o lado.
A música de NanoBreaker é um caso curioso. Embora tenha apreciado as faixas que foram compostas, acho que grande maioria delas não se encaixa na acção do jogo. Tudo me soa a algo saído de um Castlevania e não de um jogo futurista onde andamos à espadada aos inimigos. Não julguem mal o que escrevo, a banda sonora é bastante boa mas não me parece adequada ao jogo em si. Apenas uma ou duas faixas conseguiram transmitir aquela sensação de mistério em certas zonas sendo que todas as outras pareciam um pouco off. Aliás, uma delas parece saída de um daqueles quartos em Resident Evil onde podemos gravar o progresso. O som no geral é bastante bom, com boa utilização de efeitos sonoros e o voice-acting tende a cair um bocado na cheesyness embora não seja terrível.

Vá, isto não dói.
Em termos de jogabilidade, NanoBreaker é um hack n' slash cuja mecânica assenta fortemente em combos, sendo que estes podem ser "construídos" ao nosso gosto através de um diagrama onde podemos desbloquear diversos ataques com Combo Chips de variados níveis. Podemos atacar os inimigos com golpes horizontais ou verticais, sendo que uns são mais susceptíveis a certos ataques do que outros, rebolar para desviar de ataques e usar os nossos Boosters, habilidades especiais que nos permitem ataques mais devastadores, aumentar as nossas defesas, puxar o inimigo até nós e ainda deflectir lasers e outros projécteis. Isto tudo junto proporciona um sistema de combate bastante amplo e divertido pois os combos transformam a nossa arma em lança, machado e até num martelo, se assim o entendermos.

Get over here!
Mas uma particularidade já acima referida é o facto de o sangue jorrar a rodos e isto não é por acaso. Temos um contador de galões que vamos acumulando e este quando chega a determinado valor serve para aumentarmos a nossa vida, o nosso booster ou a velocidade de recuperação de ambos. Por outro lado, o jogo recompensa-nos por sermos rápidos em combate ao despacharmos inimigos com um único golpe que obedece a timings rígidos mas relativamente fáceis de conseguir. Existem ainda diferentes níveis de dificuldade e digamos que mesmo em Normal, NanoBreaker não é um jogo fácil mas quando se apanha o jeito é extremamente divertido ainda que um ou outro boss nos possa dar dores de cabeça em Hard. À boa maneira da época podemos desbloquear duas personagens extra que valem bem a pena usar para passar o jogo novamente. Uma delas é o boss Keith, que tem um reportório de combos e habilidades diferentes. A outra é Jaguar, de Neo Contra, que tem muito pouca vida, os inimigos dão muito mais dano mas em contrapartida a sua espada japonesa é muito mais letal do que a das outras personagens, despachando quase todos os inimigos com muitos poucos golpes. Digamos que, na minha opinião, é a maneira correcta de se apreciar este jogo.

Este tipo é o maior!
NanoBreaker pode não ser um blockbuster e ter passado por debaixo do radar de muitos mas é daqueles jogos que vale a pena ter na colecção. Tem a sua dose de problemas técnicos e até pode requerer alguma habituação por parte de alguns em termos de jogabilidade mas o certo é que é um jogo bastante divertido e foi uma boa surpresa na PS2. Assim ganha o estatuto de JOGALHÃO DE FORÇA!

Próximo jogo: mini-jogos baseados noutros jogos na 3DS.

MURRALHÕES DE FORÇA:
 
 

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