18 de fevereiro de 2019

Headhunter Redemption

Above and Below!
Desenvolvido por: Amuze
Publicado por: Sega
Director: John Kroknes
Produtor: John Kroknes
Designer: Peter Johansson
Artista: Johan Lindh
Argumentista: Philip Lawrence
Compositor: Richard Jacques
Plataforma(s): PlayStation 2, Xbox
Lançamento: 27-08-2004 (EU), 21-09-2004 (EUA)
Género(s): Acção, Aventura
Modos de jogo: Modo história para um jogador
Media: DVD-ROM (4.7GB)
Funcionalidades: Gravação de progresso no Memory Card (215KB mínimo), Compatível com controlo analógico: todos os botões, Compatível com Função de Vibração.
Estado: Completo
Condição: Boa
Viciómetro: Acabei-o uma vez.

(Fun fact: todos os anos 98% dos átomos no nosso corpo são substituídos.)

Nem tudo o que escrevem é verdade.
Continuando a interminável demanda de explorar o imenso catálogo de PS2, deparo-me com mais um jogo que na época me passou ao lado embora tivesse tido perfeita noção da sua existência desde sempre. Refiro pois então a Headhunter Redemption, a sequela de um jogo que pessoalmente não apreciei devido a inúmeros motivos que já enunciei anteriormente (literalmente na análise anterior) mas que no seu todo até tem os seus momentos. Esta sequela tenta colmatar essas falhas, algo que consegue de certo modo mas introduz novos problemas. Este exemplar chegou à colecção a 19 de Maio de 2018, por 5.95€ tendo vindo, como não podia deixar de ser, da Play N' Play.


Panfleto, manual e disco.
Os eventos de Headhunter Redemption ocorrem 20 anos depois de tudo o que se passou no primeiro jogo, onde os acontecimentos que não vou revelar para evitar spoilers, dividiram a sociedade em duas partes distintas: Above e Below. Na primeira, que vive sob o Sol que nos ilumina todos os dias, encontra-se o poder, a política, a lei, todos aqueles que são relevantes para esta nova sociedade. Em Below temos os criminosos, os perdidos, os não-desejáveis, a poluição industrial e as experiências pouco ortodoxas. Jack Wade continua a sua profissão com Headhunter, caçando Migs, migrantes de Below e mantendo a cidade livre de perigo. No meio disto tudo, conhece Leeza X, uma jovem que faz os possíveis para sobreviver neste mundo distópico. Juntos acabam por descobrir que algo nefasto e de considerável dimensão começa a tomar forma e cabe-lhes a eles impedir que esta ameaça se alastre pela cidade.

Há que treinar a pontaria.
Na parte visual, Headhunter Redemption é uma clara evolução do primeiro jogo com um grafismo mais aprimorado, com modelos mais detalhados, melhores animações sobretudo quando existe interacção entre estes e no geral um ambiente mais sombrio. O design dos níveis é bastante mais amplo, com diversos locais que podemos explorar, embora seja tudo muito industrial e cinzento durante grande parte do tempo. Infelizmente aquelas perspectivas de câmara fixas em alguns locais foram abandonadas em favor de uma third person view constante. As cutscenes também optam por apenas fazer uso do motor de jogo sem aquelas cenas live-action ridículas do primeiro jogo. Em termos de performance a acção corre a 30 frames sem problemas que tenha dado conta.

Hacking the system!
Optando por uma banda sonora dinâmica, Headhunter Redemption consegue ser bastante superior ao original neste patamar, optando por uma sonoridade que ainda assim pode parecer um pouco reminiscente da saga Metal Gear mas consegue proporcionar uma boa atmosfera com faixas a fazerem-se ouvir nas partes de acção e conflito, dando lugar ao som ambiente em todos os outros locais. Resulta bastante bem e isso é o que interessa. O voice-acting é mais do que muito, com partes decentes mas outras um bocadinho a tirar para o esforçado onde se tenta ter piada mas não tem piada nenhuma. Isto é mais com certos vilões. O som em geral é bastante competente ainda que em certas zonas me pareceu que os efeitos sonoros ou estavam em falta ou simplesmente não se faziam ouvir como seria de esperar.

Um dos bosses mais fáceis.
A jogabilidade em Headhunter Redemption foi bastante melhorada face ao jogo original. O controlo das personagens é muito mais intuitivo, com mais movimentos e habilidades que podemos usar em combate. Utilizar armas é também mais fácil, seja em cover ou em movimento, com uma mira que paira sobre os inimigos e fica mais estável se não nos mexermos. Embora este título seja muito mais focado em acção, existem partes onde o stealth é recomendado não só para evitar escaramuças desnecessárias contra hordas de inimigos bem como para poupar munição pois o jogo não é muito generoso com esta, sobretudo quando mais precisamos. Alguns gadgets ajudam-nos a detectar armadilhas em certas partes pelo que devemos proceder sempre com cautela. Existe também uma nova mecânica que assenta num gadget de nome Iris Scanner. Este permite-nos analisar o ambiente que nos rodeia à procura de pistas que nos ajudem na nossa demanda bem como por exemplo poucos fracos nas estruturas, que nos permitam tirar partido dos mesmos. Isto funciona bastante bem, sobretudo na resolução de puzzles, algo que continua a ser utilizado com frequência. Isto faz-me lembrar um pouco Metroid Prime onde podíamos analisar praticamente tudo mas em Headhunter Redemption a coisa não é explorada tão a fundo.

Esta parte é assim para o chatinho...
Algo que também mudou e para melhor é a forma como a acção se desenrola. Acabaram os testes chatos e as viagens frustrantes de mota pois aqui vamos avançando de zona em zona, podendo por vezes até voltar atrás e explorar áreas inalcançáveis previamente. Se virem algo estranho e não conseguirem avançar, não desesperem, hão-de lá voltar. O combate também melhorou imenso embora alguns bosses sejam um nadinha frustrantes devido ao posicionamento da câmara nem sempre ajudar e os próprios padrões de ataque serem ridículos. Há também umas certas zonas no jogo que são bastante frustrantes devido ao design e puzzles que envolvem, sendo que estes requerem alguma paciência.

Iris, a(o) nossa(o) melhor amiga(o).
Headhunter Redemption é um passo na direcção certa mas ao mesmo tempo é um passo pequeno quando devia ter sido algo bem maior e ambicioso. Tenho pena que a série tenha acabado por aqui pois de futuro podia vir a melhorar bastante sobretudo com a tecnologia actual. Ainda assim não deixa de ser mais um JOGALHÃO DE FORÇA!

Próximo jogo: um clássico da NES adaptado ao GBC, na Virtual Console.

MURRALHÕES DE FORÇA:
 
 

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