23 de fevereiro de 2019

Grand Theft Auto III

Excelente artwork!
Desenvolvido por: DMA Design
Publicado por: Rockstar Games
Produtor: Leslie Benzies
Artista: Aaron Garbut
Argumentista(s): James Worrall, Paul Kurowski, Dan Houser
Compositor(es): Craig Conner, Stuart Ross
Plataforma(s): PlayStation 2, Xbox, PC, Mac OS, Android, iOS
Lançamento: 22-10-2001 (EUA), 29-10-2001 (EU) (PlayStation 2)
Género(s): Acção, Aventura, Sandbox
Modos de jogo: Modo história para um jogador
Media: DVD-ROM (4.7GB)
Funcionalidades: Gravação de progresso no Memory Card (500KB mínimo), Compatível com controlo analógico: todos os botões, Compatível com Função de Vibração.
Estado: Completo
Condição: Impecável
Viciómetro: Acabei-o duas vezes.

(Hoje não há fun facts, é fim de semana e não me apetece.)

Sem autocolantes feios.
Em todas as gerações de videojogos há sempre um título ou um grupo restrito de títulos que definem as mesmas por diversos motivos mas sempre com grande enfâse na parte técnica. E são estes que são lembrados eternamente, que vendem a rodos e fazem com que a venda das consolas seja igualmente produtiva e muitas das vezes convertidos para outras plataformas devido à sua popularidade e procura. O jogo que trago até aqui hoje é um claro exemplo de tudo isto aliado também à sua dose de controvérsia devido aos temas que aborda e no geral ao que podemos fazer sem nos questionarmos moralmente. Este exemplar foi adquirido numa loja de usados aqui na zona por 5€, algures entre Setembro e Outubro de 2018.


Mapa, manual e disco.
Grand Theft Auto III foi a grande estreia da série em 3D que aterrou na PS2 em 2001 e que moveu uma legião de fãs por todo esse mundo fora. Quem já seguia a série desde os seus primórdios viu aqui uma evolução enorme daquilo que esta era e que se tornou desde este jogo na base para todos os que se seguiram e que mesmo mantendo a fórmula conseguem inovar e surpreender em cada nova iteração. GTA III começa com um assalto a um banco em Liberty City que corre muito mal para o nosso protagonista silencioso, Claude (também conhecido por That Guy) que é traído por Catalina, sua cúmplice e namorada, que lhe dá um tiro e foge não só com o saque bem como um Colombiano desconhecido. Claude sobrevive a tudo isto mas é condenado a 10 anos da sua vida atrás das grades. Durante o transporte para a prisão, Claude e o seu novo amigo 8-Ball são inesperadamente libertados por um grupo de colombianos que ataca a carrinha para libertar um terceiro prisioneiro. Começa então aqui uma história de vingança e ambição que nos vai dar a conhecer muitas figuras manhosas do submundo de Liberty City.

A cena correu mal...
O salto para a terceira dimensão foi de facto estrondoso no caso de GTA III. Longe estão os visuais em top down view para dar lugar a uma perspectiva em terceira pessoa, que podemos controlar a nosso gosto e onde o grafismo foi sem dúvida um chamariz por tudo aquilo que nos oferecia em termos de detalhe e pormenor, com uma cidade enorme por explorar, cheia de edifícios, trânsito e transeuntes desprevenidos, bem como um ciclo de dia/noite e até mudanças nas condições climatéricas. Este salto foi impressionante do ponto de vista técnico e que ainda hoje é interessante de se apreciar. Embora considere que as animações das personagens quando em movimento não sejam as melhores, no geral tudo funciona de modo bastante orgânico e natural, algo que se pode ver ao andar pela cidade, nas cutscenes e noutras ocasiões. Durante as cutscenes há maior enfâse nisto e as performances são muito boas. A física dos veículos está também bastante bem conseguida com bastante variedade não só no controlo dos mesmos bem como nos modelos.

Põe-te a fresco, meu!
A sonoridade de GTA III é também bastante recordada pelas suas diversas rádios que podemos seleccionar ao nosso gosto quando a conduzir, onde temos variados estilos musicais para quase todos os gostos, desde rock a pop dos 80's/90's, ópera inclusive, como coisas mais obscuras com ritmos latinos e reggae. E se gostam da banda sonora de Scarface, há umas quantas faixas desse filme que servem quem nem uma luva. Porém, embora a variedade seja muita a quantidade é bastante limitada pelos standards actuais e as músicas repetem imenso se tiverem a ouvir sempre a mesma rádio. Quando joguei isto em 2001 não notei tanto mas volvidos 18 anos a coisa é mais notória. As performances em termos de voice-acting são soberbas com imenso diálogo típico de um filme de mafiosos, com interacções cómicas entre personagens e nomes sonantes como Michael Madsen, Michael Rapaport, Joe Pantoliano e até Kyle Maclachlan, para referir apenas alguns. Os efeitos sonoros são aquilo que se podia esperar de ouvir numa metrópole desta magnitude, onde não só ouvimos o som do trânsito bem como diálogos de transeuntes, sirenes, tiros, e até insultos quando é caso disso.

Bang, bang, money ain't a thang!
GTA III é daqueles jogos onde o controlo pode parecer estranho mas rapidamente nos habituamos a tudo. O controlo de Claude é bastante acessível no que concerne a movimento e afins mas em combate a coisa muda um bocado de figura pois apontar e disparar não é de todo intuitivo embora dê para fazer lock-on e rodar entre inimigos. O mesmo se aplica ao combate corpo a corpo. Isto é algo que foi melhorando a longo dos anos e somente após San Andreas é que a coisa ficou realmente boa. No entanto, o controlo dos veículos é soberbo, com cada modelo a ter comportamentos completamente diferentes em termos de condução, velocidade, tracção e afins. Também podemos mudar a perspectiva quando estamos a conduzir com diferentes vistas sendo uma delas alusiva aos jogos antigos. A progressão em GTA III dá-se através de missões de história que se vão desenrolando passo a passo, onde os plot twist são mais do que muitos mas podemos sempre fazer outras missões que vão desde os ocasionais oddjobs para certas personagens onde podemos fazer uma miríade de coisas diferentes desde roubar carros, armadilhar carros, limpar o sarampo a certos indivíduos, participar em corridas ilegais, recolher mercadorias de origem dúbia ou simplesmente sermos verdadeiros cidadãos cumpridores da lei e andarmos de táxi a recolher e entregar passageiros, sermos bombeiros e apagar fogos, andarmos de ambulância a recolher feridos ou mesmo sermos polícias por algum tempo e perseguirmos criminosos. As hipóteses são mais que muitas. O meu único senão com este jogo é não existir mapa in-game como nos sucessores, o que requerer decorar a cidade ou ver o mapa em papel que vem com o jogo.

Quando é preciso uma carrinha a gente resolve.
E é isto que torna GTA III tão icónico, a possibilidade de fazermos N coisas sejam elas boas ou más mas quase sempre más sem qualquer sentimento de culpa ou remorso. Isto também levou a que o jogo fosse altamente controverso não só dada a temática mas as coisas atrozes que podemos fazer. Se nos der na gana podemos solicitar os serviços de uma senhora da vida, ter o nosso momento com ela embora este não seja explícito mas esteja subentendido pelos movimentos do nosso veículo, pagar-lhe e após ela sair do carro podemos atropelá-la, dar-lhe um tiro, bater-lhe e por aí fora. Isto para os puritanos caiu que nem uma bomba até porque iria emporcalhar as cabeças das criancinhas que não são de todo o público alvo deste título mas bem sabemos que todas o jogaram e ainda hoje continuam a jogar jogos da série. Mas aí o problema, o grande e real problema é a educação que têm e os pais não controlarem o que consomem em termos de media e entretenimento. Mas isso é assunto para outro dia.

Há dias que só de tanque se aguenta o trânsito.
É um facto que Grand Theft Auto III fez furor e a série irá continuar a fazer sempre o mesmo aquando a saída de um novo jogo. Muitos não gostam deste género mas a verdade é que estes pequenos mundos resultam de muitas horas de dedicação, esforço, imaginação e carinho pelo meio e culminam sempre em experiência fabulosas, dignas de filmes e série e que provam que os videojogos são muito mais do que brincadeira de crianças. Grand Theft Auto III é e sempre será um verdadeiro JOGALHÃO DE FORÇA!

Próximo jogo: um shmup de uma série clássica da Capcom na PS3.

MURRALHÕES DE FORÇA: 
 

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