22 de fevereiro de 2019

R-Type Final

Tanta nave!
Desenvolvido por: Irem
Publicado por: Irem (JP), Eidos Interactive (EUA), Metro3D (EU)
Produtor: Kazuma Kujo
Designer: Kazuma Kujo
Compositor: Yuki Iwai
Plataforma: PlayStation 2 
Lançamento: 17-07-2003 (JP), 02-02-2004 (EUA), 26-03-2004 (EU)
Género: Shoot 'em up
Modos de jogo: Modo história para um jogador
Media: DVD-ROM (4.7GB)
Funcionalidades: Gravação de progresso no Memory Card (145KB mínimo), Compatível com controlo analógico: apenas joysticks
Estado: Completo
Condição: Boa
Viciómetro: Acabei-o diversas vezes mas tive de recorrer a cheats em algumas das runs.

(Fun fact: uma bola de golfe oficial tem 336 concavidades.)

Em bom Português.
Os shoot 'em up são aquele género de jogo perfeito para quando se quer jogar algo sem grandes compromissos de tempo ou paciência. Simples de aprender mas difíceis de dominar, estes jogos sempre fizeram parte do nosso imaginário sobretudo pelo facto da sua temática ser quase sempre ficção cientifica e envolver naves. Mas existem alguns que apenas utilizam a base e o tema é completamente diferente, normalmente optando por fantasia. O jogo que aqui apresento hoje... não tem nada de fantasia, é um jogo de naves no espaço normalíssimo mas com alguns twists pelo meio que o tornam num dos melhores do género. Este exemplar foi adquirido algures entre Janeiro e Fevereiro de 2015, por 5 euros, a um particular.


Manual e disco.
R-Type Final é mais um jogo nesta clássica série que começou a sua vida no final dos anos 80, onde o objectivo era o mesmo que em muitos outros jogos: pegar na nossa nave e derrotar os mauzões no espaço. E muitos jogos seguiam a mesma premissa pois a história era algo bastante secundário e apenas servia como condimento. Neste título a história decorre muito tempo depois de se ter derrotado o império Bydo, onde começamos por investigar o que restou de uma missão anterior de nome Operation Last Dance, numa colónia espacial, onde um inimigo misterioso se encontra. A partir daqui a coisa começa a desenrolar-se e vamos descobrir a origem de tudo isto.

Lasers, sempre bem vindos.
O grafismo de R-Type Final é sem dúvida um dos pontos altos do jogo onde os visuais são extremamente variados e polidos, com diversos efeitos a serem utilizados para proporcionar uma excelente atmosfera. Desde o espaço, destroços de batalhas, entidades alienígenas, cidades e afins, os locais que podemos explorar são mais que muitos e todos recheados de pequenos pormenores. Algo que apreciei e aprecio no geral com esta série, é a mistura entre o orgânico e o mecânico que se pode ver por todo o lado, sobretudo em alguns bosses. Ao contrário dos antigos, R-Type Final opta por um grafismo tridimensional, algo já utilizado em R-Type Delta mas mantendo a perspectiva 2D, onde a acção decorre como de costume. Já os fundos rodam, sobem, descem e mudam à medida que vamos progredindo. Tudo isto com uma performance que atinge o 60 frames sem problemas.

Este bicho é grande e feio.
Aproveitando algumas faixas dos jogos anteriores, R-Type Final faz remix destas e adiciona outras tantas novas, onde a sonoridade oscila entre o clássico que conhecemos e uma nova ambiência mais tenebrosa e cheia de mistério. Os efeitos sonoros desempenham a sua tarefa na perfeição com alguns reminiscentes de jogos anteriores mas uma sonoridade modernizada. E digamos que neste jogo vamos ouvir imensos e a todo o momento pois isto é um verdadeiro festim de destruição.

Tiros, tiros por todo o lado!
Embora siga a fórmula tradicional da série, R-Type Final adiciona novidades que o tornam único e com um valor muitíssimo superior a qualquer um dos jogos anteriores. A jogabilidade é a mesma de sempre, com um controlo sólido e intuitivo onde podemos disparar normalmente, carregar um charged shot e fazer uso da nossa Force Orb. Contudo, não temos apenas uma nave à nossa disposição mas sim... 101 naves! Leram bem, são mesmo 101 naves, todas elas distintas em design e nenhuma delas é igual em termos de arsenal embora partilhem elementos comuns. Desbloquear cada uma delas obedece a diferentes objectivos, sejam eles completar um nível, ter X horas de voo, usar uma determinada nave durante X horas ou completar um determinado nível com essa mesma nave, ou ainda usar uma password especial para desbloquear. Os níveis também não obedecem a um padrão normal e desde o primeiro, a nossa performance é avaliada e decide assim qual será a rota a ser tomada. Se derrotarmos o boss de uma certa forma seguimos uma rota diferente da habitual e assim é ao longo do jogo, havendo diversos níveis a descobrir e alguns deles secretos.

Alguns disparos são bastante úteis.
A dificuldade em R-Type Final é quase lendária, sobretudo bem mais à frente no jogo pelo que ou nos tornamos bons ou somos forçados a usar cheats pois o jogo não perdoa e para desbloquear algumas das melhores naves temos de chegar longe, bem longe. Um dos níveis que consiste numa viagem no tempo onde basicamente temos de sobreviver durante X minutos somos bombardeados constantemente com hordas de inimigos que vão subindo em dificuldade, o que torna este nível quase impossível para um ser humano normal. Ainda assim, ao irmos jogando constantemente chegamos a um ponto onde temos Free Play e já não nos aborrecemos muito se perdemos. A replayability é bastante elevada por tudo o que podemos descobrir e desbloquear, sejam naves ou rotas novas, o que torna este jogo num dos melhores, senão o melhor, no género. Existe também uma galeria onde podemos ver tudo o que vamos encontrando nas nossas runs.

Robots gigantes não podiam perder a festa.
R-Type Final é um daqueles jogos de PS2 que recomendo vivamente se forem fãs do género pois o conteúdo que alberga é tanto que podem pegar no jogo diversas vezes e a experiência nunca ser a mesma. É também um jogo relativamente barato e fácil de encontrar portanto não há desculpa para não pegar neste JOGALHÃO DE FORÇA!

Próximo jogo: um clássico que redefiniu toda uma era, na PS2.

MURRALHÕES DE FORÇA:
 

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