2 de janeiro de 2019

Bloodborne

Apesar de ser promo, tem caixa.
Desenvolvido por: From Software
Publicado por: Sony Computer Entertainment
Director: Hidetaka Miyazaki
Produtor(es): Masaaki Yamagiwa, Teruyuki Toriyama
Designer: Kazuhiro Hamatani
Artista(s): Akihiko Yoshida, Yuya Nagai, Toshiyuki Itahana
Compositor(es): Ryan Amon, Tsukasa Saitoh, Yuka Kitamura, Nobuyoshi Suzuki, Cris Velasco, Michael Wandmacher
Plataforma: PlayStation 4
Lançamento: 24-03-2015 (EUA), 25-03-2015 (EU), 26-03-2015 (JP)
Género(s): Action Role Playing Game
Modos de jogo: Modo história para um jogador, Multiplayer para dois jogadores
Media: Blu-Ray
Funcionalidades: Instalação obrigatória no disco rígido (40GB), Gravação de progresso no disco rígido, Compatível com função de vibração do DualShock4, HD 720p, 1080i, 1080p, Funcionalidades de rede, Suporte Remote Play com PSVita, DLC adicional
Estado: Completo
Condição: Impecável 
Viciómetro: Acabei-o 7 vezes e hei-de acabá-lo novamente um dia destes. Platina alcançada.

(Nunca mais é Verão...)

E está em inglês.
Dark Souls é uma série pela qual durante um largo período de tempo não nutri qualquer tipo de sentimento. Simplesmente não me apelava pela dificuldade que na altura considerava excessiva tendo em conta outros jogos com a mesma temática medieval (por exemplo Dragon's Dogma). E sempre me recusei a jogá-los, mesmo quando a insistência de terceiros quase me fez ceder mas ainda assim não arredei pé e mantive a minha convicção. Até que um dia apareceu Bloodborne. E os mesmos terceiros insistiram novamente pelo que a minha recusa se manteve. Mas pela boca morre o peixe e certo dia, após ter participado num passatempo, o qual agora não me recordo se foi no site A ou B, eis que sou premiado nada mais, nada menos do que com um exemplar promocional de... Bloodborne. Isto foi algures em Abril de 2015, depois do lançamento do jogo. E durante algum tempo ali esteve na prateleira, junto dos outros jogos à espera de se jogado. Mas um dia, enchi-me de determinação e lá dei uma chance a este jogo. Foi amor à primeira vista e outro do mesmo género se seguiu. Não, não foi nenhum Dark Souls pois ainda estou à espera de encontrar os três a um preço simpático mas logo tratarei disso.


O respectivo disco.
Bloodborne pode ser um "souls like" como agora todos parecem rotular este género mas é uma evolução dessa fórmula, até mesmo porque o criador assim o entendeu e criou esta nova IP com esse intuito. A história tem imensas ramificações e é complexa quanto baste a dada altura mas a base é bastante simples. Somos um Hunter que chega a Yharnam, uma cidade de estilo gótico que se encontra assolada por uma praga que infecta toda a população tornando-a em bestas e lunáticos, onde apenas uma pequena parte parece livre de contágio. O nosso objectivo é encontrar Paleblood sem sabermos o porquê disso. Pouco depois somos transportados até um plano espectral conhecido por Hunter's Dream onde conhecemos Gehrman, um velhote numa cadeira de rodas e Doll, uma boneca de tamanho real com a qual vamos criar laços, de certa forma. Gehrman alerta-nos que para acordarmos deste sonho e encontrarmos o Paleblood, temos de caçar os monstros que provocam esta praga. E é isto.

Turismo em Yharnam!
Andar pelo mundo de Bloodborne é uma experiência a vários níveis e em termos visuais o jogo é fabuloso. Yharnam tem um estilo gótico profundamente inspirado na era Victoriana onde a atenção ao detalhe é impressionante fazendo-nos apreciar cada pedaço da arquitectura sempre que possamos. Não só o estilo é excelente como o design deste mundo é impressionante, da forma como todas as áreas estão interligadas entre si, algumas delas de forma bastante surpreendente levando-nos a pensar que sempre estivemos perto de um local que pensávamos ser na outra ponta do mapa. E isto não se fica apenas pela cidade em si pois a variedade de locais é grande levando-nos a florestas decrépitas, cemitérios, aldeias, grutas, catedrais majestosas e até castelos perdidos nos confins do tempo. Se gostam de screenshots, este jogo tem belíssimas paisagens para oferecer. As animações das personagens são também excelentes e bastante fluídas, embora uma ou outra parte pareça demasiado mecânica na sua execução. A performance mantém-se sempre nos 30 frames sem problemas nenhuns que desse conta.

Chouriças em fumeiro.
O som em Bloodborne é essencial para se ter sucesso em muitas partes pois grande parte dos inimigos gosta de nos surpreender quando menos esperamos. Assim avançar devagar e com atenção determina o tipo de ameaça que estamos prestes a enfrentar. Mas não só servindo esse propósito, ajuda a criar um ambiente pesado e desconcertante durante toda a acção, onde nenhuma parte nos faz sentir seguros mesmo sabendo que já derrotámos todos os inimigos que nos apareceram à frente. Ouvir um bebé a chorar neste mundo é das coisas mais arrepiantes que me lembro num jogo. A banda sonora dinâmica também tem a sua quota parte em criar este ambiente tão característico com temas adequados a cada parte onde se faz sentir. O voice-acting é também de excelente qualidade, com diálogos coesos ainda que a maioria das personagens tenham todas uns parafusos a menos. Ainda assim consegue-se sentir o medo, a loucura e até mesmo a indiferença e desdém de cada personagem face aos seus, quase sempre senão sempre, trágicos destinos.

Curse of the Moon, ou algo assim...
Para quem é fã ou veterano de Dark Souls, grande parte da mecânica de Bloodborne é semelhante mas existem bastantes coisas que o diferenciam, a meu ver, para melhor. A base é a mesma, criamos uma personagem com diversos atributos e uma classe, que aqui tem o nome de Origin. Esta também determina em parte a dificuldade que vamos ter ao longo do jogo pois certas Origins são melhores do que outras e uma delas é mesmo uma miséria (ou um verdadeiro desafio para os mais ousados). Posto isto temos diversas armas à nossas disposição, as quais se chamam Trick Weapons devido à sua dupla funcionalidade que nos permite ataques rápidos mas com menos dano, ou na sua forma alternativa ataques lentos mas devastadores, sobretudo se forem charged. Temos ainda armas secundárias, nomeadamente pistolas que servem essencialmente para atordoar os inimigos com o devido timing. Se tivermos sucesso nisto podemos usar um Visceral Attack para dano agravado e isto é útil sobretudo nos bosses.

O verdadeiro SpiderMan!
Para além disto podemos ainda recorrer a tochas, escudos de madeira, cocktail molotov, throwing knives, canhões e até pedras como armas secundárias, permitindo assim expandir as nossas estratégias em combate. O nosso equipamento é também importante pois determina alguns atributos úteis à nossa demanda sobretudo se tivermos um set completo. O combate em Bloodborne é também mais frenético do que em qualquer Dark Souls pois incentiva o jogador a ser pro-activo em vez de jogar à defesa. Se levarmos dano, podemos sempre recuperar parte da vida perdida se formos rápidos e eficazes no contra ataque, conferindo assim uma nova dinâmica à acção. Os inimigos derrotados para além de deixarem itens, deixam os tão preciosos Blood Echoes, que servem não só como dinheiro mas também nos permitem usá-los para aumentarmos os nossos atributos. Obviamente se morremos com um largo número destes, é de todo sensato tentar recuperá-los mas uma segunda morte e estarão perdidos para sempre.

Aranhas gigantes, há que adorá-las!
Outro tipo de unidade monetária é o Insight mas este tem uma particularidade interessante. Quanto mais tivermos em nossa posse, mais coisas conseguimos ver no mundo, bem como também ouvir sons que antes não se ouviam e até alguns NPC's simplesmente deixam de aparecer. Até mesmo o céu muda de cor em certos locais e coisas estranhas podem acontecer mas isto também acontece ao avançarmos na história. O Insight pode ser apanhado várias formas: ao derrotar bosses, ao ajudar um jogador a derrotar um boss e até mesmo no PvP. O multiplayer funciona de forma curiosa pois só podemos pedir ajuda a alguém que esteja perto de nós e seja do mesmo nível. E se formos de pactos diferentes (sim, podemos formar pactos com NPC's) temos a opção de lutarmos para resolver as quezílias se for caso disso. Os NPC's, alguns deles pelo menos, têm side quests para fazermos, algumas bem creepy e que por norma resultam sempre no infortúnio de alguém mas nem todas são de fácil acesso, especialmente as que têm de ser feitas antes de chegarmos a determinado ponto na história principal.

Kill it with fire!!
Curiosamente, existem zonas completamente opcionais e secretas, que incluem as suas próprias quests e boas recompensas mas também implicam esforço e determinação, com bosses bastante desafiantes à nossa espera. Podemos ainda, se for caso disso, optar pelas Chalice Dungeons, que são níveis random generated, onde podemos sozinhos ou acompanhados embrenharmo-nos por novos desafios e assim lutar contra alguns bosses que nem sequer aparecem durante o jogo. E que desafio são estes!

The Queen is dead! Hail the... me?!
No fundo, andei a adiar uma paixão que não sabia que tinha. Na minha imensa teimosia, evitei um género que lá bem no fundo sabia que ia adorar e que hoje é possivelmente um dos meus favoritos. Sempre pensei que ia ficar frustradíssimo em morrer N vezes no mesmo boss ou em certa zona mas a verdade é que sempre que isso acontecia não me aborrecia muito e tentava outra vez logo de seguida. Bloodborne tornou-se num dos meus jogos favoritos na PS4 (juntamente com Nioh, outro do género) e possivelmente de sempre! Falta agora lançar-me aos Souls (e até há bem pouco tempo arranjei o avô de todos, Demons Souls para a PS3) mas isso será a médio-longo prazo. Até lá, este é sem sombra de dúvida um JOGALHÃO DE FORÇA!

Próximo jogo: uma espécie de remake de um clássico de NES, na 3DS.

MURRALHÕES DE FORÇA: 
 

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