3 de janeiro de 2019

Blaster Master Zero

Quando não há capa, eu improviso!
Desenvolvido por: Inti Creates
Publicado por: Inti Creates
Director: Satoru Nishizawa
Produtor: Takuya Aizu
Designer(s): Tomokazu Ohnishi, Mio Yamaguchi
Artista(s): Yuji Natsume, Shin Nakamura
Argumentista: Masato Okudaira
Compositor(es): Ippo Yamada, Hiroaki Sano, Aoi Tanaka, Kotaro Yamada
Plataforma(s): Nintendo 3DS (eShop), Nintendo Switch (eShop)
Lançamento: 03-03-2017 (JP), 09-03-2017 (EU/EUA)
Género(s): Acção, Plataformas, Metroidvania
Modos de jogo: Modo história para um jogador
Media: Formato Digital
Funcionalidades: Gravação de progresso no cartão SD, DLC adicional
Estado: Não se aplica
Condição: Não se aplica
Viciómetro: Acabei-o três vezes.

(Está frio porra!)

Até ficou porreira, digam lá...
Nos tempos idos das consolas 8-bit, o catálogo da NES era imenso e escolher um jogo, sem muita informação disponível a não ser as revistas da especialidade (altamente tendenciosas e pagas por vezes pelas corporações), as opiniões dos amigos (também fortemente desaconselháveis) e a boxart do próprio jogo, era uma tarefa hercúlea! E se acertei grande parte das vezes, outras tantas falhei redondamente. Era um pouco o jogo do gato e do rato, sendo que no fundo isso também tornava a coisa divertida, de certo modo. Como tal, alguns jogos passaram-me ao lado, pelo que anos mais tarde descobri os mesmos, através dessa maravilhosa coisa chamada emulação. Um deles foi Blaster Master, um jogo caricato que saiu na NES e que sempre tive curiosidade em experimentar. E até nem é um mau jogo mas tem alguns problemas bem proeminentes, os quais não tive coragem, ou até mesmo paciência em ultrapassar. Mas isso foi tudo resolvido quando resolveram fazer um remake deste jogo, que prontamente decidi adquirir algures entre Julho e Agosto de 2017, por 9.90€, se não estou em erro, na eShop da 3DS. Pois, infelizmente este jogo não teve lançamento físico nas duas plataformas para o qual foi lançado.


Lasers, resolvem tudo!
Blaster Master Zero apesar de ter zero no nome não é uma prequela do original mas sim um remake, que já era bastante merecido pelos mais variados motivos. A história revolve em torno de Jason Frudnick, um jovem génio no campo da robótica que encontra um estranho sapo durante as suas andanças, ao qual coloca o nome Fred. Um dia enquanto tratava da sua pesquisa, um estranho portal surge do nada e Fred salta lá para dentro, obrigando Jason a persegui-lo. Nisto vê-se perante um mundo subterrâneo onde acaba por encontrar um tanque de nome SOPHIA III, que vai utilizar não só para encontrar Fred mas também para se defender das ameaças que este mundo alberga.

De vez em quando há conversa.
Algo que se destaca logo à partida neste remake é o grafismo, que apesar de ter algumas semelhanças com o original é nitidamente uma evolução dos 8-bit, com muito mais cor, mais efeitos visuais e fluidez. Embora nas partes sidescroll isso seja visível, nas partes top down destaca-se muito mais, até mesmo pelo tamanho e quantidade de sprites em simultâneo sem slowdown de espécie alguma. Esta versão de 3DS, estranhamente, corre apenas a 30 frames ao contrário da versão Switch que corre a 60. Outra omissão estranha é o facto de não ter 3D, algo que fazia sentido sendo a consola capaz de tal mas que por preguiça ou por motivos técnicos não existe. Algumas cutscenes com excelente pixel art servem para irem ligando a história em certas alturas.

A banda sonora de Blaster Master Zero é soberba, com faixas bastante memoráveis, algumas delas novas e outras sendo remixes ou versões actualizadas das originais, proporcionando um óptimo ambiente e acima de tudo alguma nostalgia. Algumas das músicas são tão catchy que já dei por mim a assobiá-las naqueles momentos em que estou completamente embrenhado a fazer alguma coisa. Os efeitos sonoros cumprem também o seu devido papel sem serem incómodos ou mesmo irritantes.

For shovelry!!
A jogabilidade deste Blaster Master Zero é muito parecida à da versão original mas com algumas melhorias que nos facilitam imenso a vida. A primeira é que podemos facilmente apontar e disparar na diagonal enquanto estamos no tanque, algo que no original não era possível, e isto torna o combate muito mais natural. Outra melhoria é o facto de existir um mapa que nos permite ver o nosso progresso bem como ter noção de partes não exploradas. Existe ainda um menu que nos permite ter acesso às nossa armas e upgrades, podendo serem mudados ao nosso gosto. Estranhamente, nada disto tira partido do ecrã táctil, outra grande falha a meu ver.

Os bosses adoram dar nas vistas.
Blaster Master Zero tem uma mecânica ao estilo metroidvania onde para avançarmos em certas áreas temos de ter determinados itens e como tal requer alguma exploração. E se grande parte da acção decorre lateralmente, outra tanta parte adopta um estilo top down, onde vamos lutar não só com inimigos diferentes mas também com grande parte dos bosses que desta vez são mais variados e alguns requerem alguma táctica. Outros são estupidamente fáceis de derrotar. Estas vitórias resultam em armas, itens, upgrades ou até mesmo o mapa da área completo como recompensa. Alguns meses após o lançamento, o jogo recebeu um update gratuito de nome "Destroyer Mode" que aumenta a dificuldade do mesmo. Após isso, surgiram os DLC's que inicialmente eram gratuitos mas depois ficaram a pagar onde se incluem personagens extra como Ekoro (Gal*Gun), Gunvolt (Azure Striker), Shantae e Shovel Knight. Destes quatro apanhei a Shantae e o Shovel Knight no período  gratuito, e deixem que vos diga, que jogar com ambos é uma experiência única e completamente diferente (com algumas surpresas). Finalmente existe um último update que adiciona um boss rush mode para os que apreciam isso. Na versão Switch existe ainda multiplayer, que está totalmente ausente na versão 3DS.

Este tipo é o responsável por tudo!
No fundo, este Blaster Master Zero é um excelente remake que dá para revisitar várias vezes e que certamente vai agradar tanto a fãs do original como fãs do género. Só peca por não ser mais completo em termos técnicos e tirar mais proveito da plataforma (já nem me refiro a ser lançado em formato físico que também era simpático) mas ainda assim é um JOGALHÃO DE FORÇA!

Próximo jogo: estaremos de volta à Wasteland, na PS4.

MURRALHÕES DE FORÇA:
 

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