18 de janeiro de 2019

Ridge Racer V

Menina bonita na capa.
Desenvolvido por: Namco
Publicado por: Namco, SCEE (Europa)
Compositor(es): Kohta Takahashi, Yuu Miyake, Nobuyoshi Sano, Mijk van Dijk
Plataforma: PlayStation 2
Lançamento: 04-03-2000 (JP), 25-10-2000 (EUA), 24-11-2000 (EU)
Género: Racing
Modos de jogo: Modos Grand Prix e Duel para um jogador, Modos Time Attack 99 Trial e Free Run para um ou dois jogadores
Media: CD-ROM (650MB)
Funcionalidades: Gravação de progresso no Memory Card (420KB mínimo), Compatível com controlo analógico: todos os botões, Compatível com Função de Vibração, Compatível com NeGcon, Compatível com Jogcon
Estado: Completo
Condição: Boa
Viciómetro: Acabei-o várias vezes para desbloquear tudo.

(Inserir pensamento do dia aqui... hoje não há!)

Em Franciu...
Ridge Racer é uma série que estará sempre associada à PlayStation. Tendo iniciado a sua vida nas arcadas, desde cedo deu o pulo até às casas dos utilizadores da máquina cinzenta da Sony, para proporcionar uma experiência arcade o melhor que era possível naquela época. E não se ficou apenas por um jogo pois vários foram sendo lançados ao longo do anos, tendo depois feito o salto para a sua sucessora, a PlayStation 2. É aqui que surge logo no seu início de vida, Ridge Racer V, uma mostra em termos tecnológicos daquilo que este hardware era capaz de fazer nesta nova geração de consolas. E digamos que o resultado foi bastante positivo pois como jogo de lançamento, permitia termos uma pequena noção daquilo que nos viria a esperar nos anos vindouros. E embora a série hoje esteja um bocado morta depois do flop que o último jogo revelou ser, o facto é que até à PSP, Ridge Racer gozou de bons títulos. Este meu exemplar entrou na colecção algures em Janeiro de 2018, oriundo da Play N' Play, embora não me lembre do preço pois não tenho o papel deste. Mas foi baratinho.


Manual, papelito e disco.
Ridge Racer V, como já referi, foi um dos jogos de lançamento na PS2 e o seu principal objectivo era mostrar o poderio da máquina, através dos seus visuais, som e jogabilidade. Mas acima de tudo com os seus visuais e performance técnica, a ideia era mostrar que o futuro era isto. Confesso que na época não era fã desta série devido ao controlo ser demasiado "escorregadio" mas com o passar dos anos tomei-lhe o gosto e consigo agora apreciar a mesma de outra forma. Como em qualquer bom jogo de corridas arcade que se preze, não há história nenhuma, há apenas um campeonato, chamemos-lhe assim, onde temos de emergir como o vencedor. E chega.

Prego a fundo!
Visualmente, Ridge Racer V é um jogo impressionante para o seu tempo. A começar pela intro animada em tempo real, fazendo uso do motor de jogo e com cortes e efeitos que parecem mais ser de um vídeo pré-renderizado. Não só a intro é excelente e cheia de estilo mas também a apresentação do jogo no geral é bastante cuidada, onde até os menus têm animações subtis mas que marcam a diferença. Claro que o grande chamariz é o grafismo in-game, onde tudo se mexe a 60 frames sem quebras, com uma palete de cores bastante variada, diversos locais dentro de Ridge City que podemos apreciar dia e noite e claro, imensos detalhes e pormenores como os efeitos de luz e reflexos, tanto nos edifícios como nos carros. Os carros, esses, são bastante detalhados em termos de pormenores e complexidade na geometria dos mesmos, sendo que até as rodas são todas modeladas em 3D em vez de optarem por texturas planas. Ainda hoje, este jogo é uma maravilha visual digna de ser apreciada.

Ridge Racer tem sempre de ter mulheres.
Na parte sonora estamos também perante um peso pesado que não se fez rogado e apresenta-nos uma poderosa banda sonora que oscila entre o techno e o electro, onde todas as faixas encaixam na perfeição no ambiente do jogo com alguns nomes sonantes como Mijk van Dijk. A meu ver, este tipo de música é o ideal para jogos de corridas onde a velocidade é a palavra de ordem e Ridge Racer V não falha. Os efeitos sonoros funcionam também de forma precisa e competente, embora não sejam de todo tão realistas como os de outros jogos do género que se seguiram. Não esperam a qualidade de um Gran Turismo nesse aspecto.

Não, não é um carro espanhol...
Na área da jogabilidade, Ridge Racer V não foge muito à base da série mas consegue melhorar e refinar a mesma, proporcionando uma experiência melhor mas que ainda assim requer alguma habituação pois a grande maioria dos carros pode parecer demasiado escorregadia até se apanhar o jeito. É claro que alguns são mais fáceis de conduzir do que outros mas a ideia desta série é fazer do drifting uma das armas secretas para se atingir a vitória e neste aspecto temos de nos aplicar. O jogo proporciona diversos modos dos quais se destaca o Grand Prix por ser o modo principal onde vamos competir ao longo de sete pistas (com variantes) e onde teremos acesso a 15 carros (após termos desbloqueado os restantes). Isto significa que em termos de replayability temos muito com que nos entreter. Outro modo é o Duel, que é uma espécie de boss battle em corridas, onde o nosso rival é um dos vários carros especiais, com atributos bem específicos e que nos vai dar uma luta renhida pois são bastante difíceis de vencer. Temos ainda outros modos como Time Attack, Free Run e o 99 Trial, que se traduz numa longa corrida de endurance. Alguns destes modos podem ser jogados a dois, em splitscreen para o tira-teimas de quem é o maior drift king da zona.

Trânsito no túnel.
Ridge Racer V é sem dúvida um jogo bonito, bem concebido e que mostrou um pouco o futuro risonho que a PS2 veio a ter. Peca apenas por carecer um pouco mais de conteúdo tanto em número de pistas como de modos, dando a crer que podia ser muito maior do que realmente é. Ainda assim, se são fãs desta excelente consola e gostam de corridas, este é um título a não deixar escapar. E como tal, é óbvio que é mais um JOGALHÃO DE FORÇA!

Próximo jogo: um dos melhores metroidvania dos últimos anos, na PS4.

MURRALHÕES DE FORÇA:
 
 

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